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Precarização das universidades federais e falta de planejamento

O governo federal anunciou novos cortes na educação. O Brasil é um país tão precário que corta dinheiro da educação e não reduz benefícios dos políticos. Educação sempre tem que ser prioridade, mas infelizmente o ensino não é importante para o governo brasileiro. 

A UFES está em uma situação deprimente. Mato alto por todo lado e já começa a faltar material de consumo. A solução para economizar energia é desligar praticamente toda a iluminação a noite. Tinha me matriculado em uma aula a noite, até cancelei, impossível ir embora tarde para casa. 

A corrupção está penetrada nas universidades, uma crise evidencia ainda mais o privilégio de algumas categorias. Para festinhas que custam dois mil reais (dinheiro que nunca falta e vem fácil) e obras de cem mil reais de uma passarela mal feita que liga o lugar nenhum ao nada, sempre tem recursos. Quando é necessário um ônibus para algum congresso, não tem dinheiro, comprar papel para imprimir provas, quando solicitado material necessários para a aula, nunca tem dinheiro. 

O novo corte de gasto foi feito no RU (restaurante universitário). Onde terá menos opções de proteína e salada. Não terá opção de sobremesa. O valor da comida é baixo, R$1,50, mas é errado prejudicar os alunos, enquanto outros setores da universidade esbanjam o caviar. 

Este é o momento que muitos invejosos comemoram o sofrimento dos outros. Tem gente que adora chamar os universitários de vagabundos e que “mama” no governo. A educação deveria ser de qualidade para todos, infelizmente no Brasil não são todos que tem acesso a uma universidade ou instituto federal/estadual. A luta deveria para ampliar o acesso ao ensino, não ser contra quem estuda. Se não fosse pelo ensino público, eu dificilmente conseguiria estudar. O governo não está fazendo um favor para ninguém, pagamos impostos altos para receber serviços de volta. 

O planejamento público dever ser maior e visar o bem da maioria.

 

Minha vacina contra a febre amarela e o desrespeito do poder público

Na UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) houve uma campanha para ajudar a imunizar mais pessoas contra a febre amarela. Minha mãe estava muito preocupada comigo e disse para ir vacinar.

Uma das coisas que mais odeio na vida é enfrentar fila. Então acordei bem cedo para ser possível ser vacinado. Já tinha agendado um horário em um posto em um bairro aqui em Vitória, é uma vergonha que o posto da região onde moro não oferecer a vacina. 

O mutirão começaria às 8 da manhã, acordei às 4, fiquei enrolando para acordar. Me arrumei, peguei umas roupas no varal e cheguei lá por volta de 4:50. Levei um livro e li parte dele até começaram a distribuir as senhas. Fiquei na posição 88 na fila. Eles começaram a vacinação por volta das 7:30. 

A data que iria ser atendido seria 17/03/2017, mas consegui ser imunizado no dia 04/03/2017. As horas foram passando e foi chegando mais e mais pessoas. Acredito que a fila deu a volta na universidade. Parecia um campo de concentração. Foi uma experiência muito assustadora. Estes tipos de descaso mostra que estou vivendo no subdesenvolvimento. 

Pelo jeito algumas pessoas madrugaram com medo de não serem atendidas. É uma vergonha passar por este tipo de situação. 

Nos jornais só passa notícias de pessoas que estão ficando horas e mais horas em filas na tentativa de serem vacinadas. Houve até um caso de bandidos que invadiram uma unidade de saúde, obrigando os profissionais ali presente a vaciná-los. 

A população tem que estar consciente de uma coisa, há a vacina contra a febre amarela, mas ainda tem o problema de outras doenças não tem vacinas disponibilizadas pelo Estado. Vários vidas se perderam por causa de doenças que podem ser evitadas causa uma revolta muito grande dentro de mim. O meu maior desejo é morar em uma sociedade onde possui uma civilização, pois o Brasil é um caso muito sério de incompetência. 

O avanço do febre amarela e o descaso do governo

Aqui no Espírito Santo a febre amarela chegou e está se alastrando com força. Já foi confirmada casos de pessoas mortas no Estado por causa da doença. O mais absurdo é que tem vacina para a doença e ela não está sendo distribuída. Por causa do descaso do governo, está sendo muito difícil vacinar. Há várias pessoas dormindo em filas para tentar ter acesso a vacina. 

O governo simplesmente falou que ia começar a tomar providências depois do carnaval. Muita loucura quem quis ficar em multidão tendo uma doença se espalhando. Depois do carnaval, parece que o caso está ficando mais sério. 

Na UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), no campus de Goiabeiras, alguns macacos já morreram. Quando macacos morrem de repente, é um indício que a Febre Amarela está presente no local. 

Está muito difícil morar em zona tropical, o pior é morar em uma zona tropical com pessoas mal-educadas e ignorantes. Pelo Brasil ser quente, é mais fácil a transmissão de doenças. A ação que todos deveriam ter é evitar a proliferação dos transmissores como o aedes aegypti. 

A situação só está piorando, agora temos vários tipos de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Será que vai ter que mortes em massa para começar a ser feito alguma coisa?

Cada vez estou mais irritado com a situação desse lugar, parece que a cada dia piora. O governo mais atrapalha do que ajuda. Toda vez que temos uma situação grave, a ação governamental demora responder (ou simplesmente não responde). 

Agora estou mais convicto do que nunca que devo me mudar desse país. É inadmissível ficar sofrendo desnecessariamente. Estou cansado de conviver com várias pessoas ignorantes e sujas. Eu não consigo ver uma solução pacífica para o Brasil. Se houver mudança, infelizmente tudo indica que algum tipo de transformação social terá que será realizado pela força. 

Passeio na Pedra de Cebola e Praia da Costa

Hoje fui com a tia da minha mãe passear um pouco pela região metropolitana de Vitória. Tinha planejado levá-la para conhecer o parque Pedra da Cebola e dar uma volta na UFES. Pegamos o ônibus para ir no parque na parte da tarde. Quando chegamos no local fiquei preocupado, vi tudo fechado e não vi ninguém. Normalmente sempre tem ambulantes realizando vendas na entrada do local. Depois vi que entrou uma pessoa por um portão pequeno, depois disso vi que lá estava aberto. 

Pela primeira vez vi lá tão vazio. De fato, as ruas estavam praticamente desertas. Dentro do parque tinha algumas crianças brincando nos parquinhos. Tia Do Carmo tem um problema no joelho e não conseguiu caminhar muito. Ela ficou sentando no banquinho e tirei algumas fotos. Tomamos água de coco, ficamos sentados lá por um tempo e depois fomos embora. 

O nosso próximo destino foi a Praia da Costa. Não sei muito bem pegar ônibus. Pegamos um que deu uma volta enorme por Vitória e Vila Velha, acabamos parando no terminal do Ibes. No terminal eu perguntei se tinha algum ônibus que ia para a Praia da Costa, o moço me disse que o ônibus que estava chegando passava na Praia da Costa. Subimos no bendito ônibus, ele deu uma volta enorme e fomos para no terminal de Vila Velha. Depois finalmente chegamos à praia. Durante o trajeto um monte de gente pulou a roleta. Tia Do Carmo ficou assustada, eu disse que eram as pessoas que moravam nas comunidades de Vila Velha. Na praia andamos um pouco no calçadão, comemos esfirra e andamos mais um pouco. Depois quando estava anoitecendo, fomos embora. Finalmente consegui pegar os ônibus correto e conseguimos chegar mais rápido em casa. 

Foi muito bom o passeio e percebi preciso sair mais. E preciso sair em lugares com pessoas que tenho empatia.