Skip to main content

Resenha de Ajin Demi-Human – Primeira temporada

Aos poucos a Netflix está colocando mais animes em seu catálogo. Tive curiosidade e fui ver Ajim Demi-Human. O tipo de animação desse anime é bem diferente. Lembra um pouco a animação de Max Steel e Barbie, só que em um estilo ajaponesado.

A história não é chata, mas mantém uns clichês. Os japoneses adoram fazer a história de um(a) garoto(a) comum que do nada tem a vida transformada da água para o vinho. O personagem principal é Kei Nagai, um garoto muito esforçado para atingir seus objetivos. Em um episódio aconteceu um evento que fez com que os outros ficassem sabendo que ele é um ajin.

Ajins são seres humanos que morrem e revivem. O governo estava fazendo alguns experimentos com os ajins para saberem mais sobre eles. Por causa disso, alguns ajins se revoltaram e fazem algumas coisas para tentar acabar com esses experimentos.

Quando eles morrem e revivem eles soltam uma espécie de matéria que alimentam seus IBMS. Os IBMs são seres que os ajins controlam, durante o anime mostra que IBM do Kei tem algo de especial. 

A animação causa um pouco de estranheza no começo, mas depois os olhos acostumam-se. Eu recomendo muito ver essa história, ela é bem criativa e surpreendente. 

Resenha do filme La voyage du Groenland (A viagem para a Groenlândia)

Resenha do filme La voyage du groenland - Resenha do filme La voyage du Groenland (A viagem para a Groenlândia)

Eu sou muito curioso para conhecer como as pessoas vivem em outros lugares. Encontrei este filme na Netflix e me interessei pelo tema. O filme é de produção francesa, primeira vez que vi uma produção da França. 

A história é de dois jovens atores mal-sucedidos que vão visitar um pai de um deles que mora em uma pequena comunidade na Groenlândia. Este foi o filme com a história mais natural que vi até agora, dá uma impressão que os fatos realmente aconteceram.  

O lugar era tão distante que só daria para chegar de helicóptero. Eles foram recebidos pela comunidade do lugar e ao longo do filme, os dois tentam interagir com as pessoas da região. 

Conhecendo um pouco mais da Groenlândia consegui desmitificar algumas coisas. Pensava que eles fossem mais claros por morarem em uma região muito fria, isso mostra que provavelmente houve um deslocamento de povos asiáticos para a América. Talvez a pele deles são bronzeadas por conta do reflexo do sol que bate na neve. Outro mito é que todos as comunidades no extremo norte do continente americano vivem em iglus e apenas comem animais da região. Eles já possuem alguma integração com itens da modernidade. Pela Groenlândia ser um território da Dinamarca, provavelmente o governo dinamarquês quer integrar essas pessoas ao sistema deles. Os groenlandeses mesmo sendo bombardeados por informações externas, eles tentam manter suas origens, como a língua e os hábitos. 

A história vai se desenvolvendo principalmente pela trajetória dos dois amigos na profissão de atuar. É mostrado no filme como o pai de um deles decidiu morar em um lugar onde as temperaturas são extremas. 

Recomendo muito o filme para quem está acostumado com filmes dos Estados Unidos e gostaria de explorar algo diferente. Espero que agora em diante eu consiga ver mais filmes de produção europeia, senti que é bastante produtivo assistir estas atuações mais natural. O roteiro do filme encaixa em uma situação que tem uma chance de ser verdadeiro. 

Resenha da série The OA (sem spoiler)

the oa resenha sem spoiler Ramon Cristian - Resenha da série The OA (sem spoiler)

The OA é a história de uma mulher que desapareceu e reapareceu curada de um sentido que tinha perdido. O ocorrido chamou muita atenção da mídia, sua família tentava evitar a exposição dela quando finalmente ela estava em casa. Ao decorrer dos episódios é mostrado a sua história de infância, como que foi sua vida nesses anos que ficou desaparecida.  

A história não é muita clara, é necessário pensar e interpretar os fatos para chegar em uma conclusão. Acredito que os produtores da série queria deixar essa dúvida para uma provável (tomara que tenha) segunda temporada, desse modo as pistas deixadas na primeira temporada podem ser resolvidas. Tem a dúvida se tudo ocorreu mesmo ou se foram fatos inventados. 

The OA na minha opinião tem alguns elementos bem teatrais. É um série de mistério, mas que lembra demais em algumas cenas uma peça de teatro, os movimentos corporais dos atores me deram esta sensação também. Para quem é menos familiarizado com arte e está acostumado com série no estilo que passa na televisão, pode achar um pouco estranho.

Antes de assistir jurava que era algo sobre alienígenas e abduções, mas não tem nada haver com isso. É algo mais voltado para espiritualidade, questionamento o que é a vida, porquê nascemos e morremos, percepções, sentidos e assuntos voltados mais sobre a compreensão do papel de alguém no mundo. 

Sinceramente fiquei um pouco confuso, pesquisei em alguns sites opiniões e críticas sobre The OA para chegar em uma conclusão. Parece que a Netflix renovou a série, espero que o projeto vá para frente. Tenho a sensação que esta produção saiu do clichê e  sutilmente trouxe elementos para o audiovisual que não tinha visto antes. É muito interessante como a Netflix traz conteúdos com estilos novos e histórias que não estaria acessíveis em outros meios. 

Resenha de O pequeno príncipe de Antoine de Saint-Exupéry

O pequeno príncipe é uma metáfora do mundo adulto. Antoine de Saint-Exupéry usou elementos para ilustrar fragmentos do que ele achava do mundo e um pouco da sua história. 

Normalmente os adultos têm a mania de sufocar os sonhos das crianças. Muitos sonhos podem parecer bobos na visão de um adulto, mas na verdade, todo sonho é válido e pode ser transformado em realidade. Além de tentar sufocar os sonhos, muitos adultos perdem a sensibilidade aos eventos em sua volta. A situação chega a certo ponto, que as pessoas não sabem o que estão fazendo, ou o porquê estão fazendo. Com o tempo se leva uma vida sem sentido e com um sentimento de vazio. 

Uma metáfora para representar o vazio da vida adulta são os planetas que o pequeno príncipe visita. Uns querem glória e reinar sobre o nada e querem ser o centro das atenções. Outro personagem é um bêbado. Em um mundo, o senhor quer ser um exemplo de conhecimento de uma área que ele nunca explorou, vivendo de achismos e apenas confiando em informações sem a mínima vontade de conferir se aquilo é verdade ou não. O contador de estrelas que diz que todas as estrelas são deles, pois disse que foi o primeiro a proclamar isso, resume muito bem o espírito humano de dominação. É meio perturbador o homem que vive com base em regulamentos fracassados e sem sentido nenhum, vive uma vida que é totalmente sem sentido ao extremo. O vaidoso era o mais chato de todos, acreditava que o universo o contemplava. 

No livro, o pequeno príncipe fala que tem que estar vigilante e não deixar os baobás crescerem no seu planeta. Entendi da seguinte forma: Devemos estar atentos ao nosso planeta (nossa vida) e não deixar os problemas crescerem de tal forma que seja impossível de resolvê-los. A todo tempo devemos estar vigilantes e não deixar que certas coisas tomem conta da nossa vida. 

A flor seria a representação de alguém que ele amava. Como todo mundo, esta pessoa tinham as suas imperfeições e talvez se achasse muito especial. Nas suas viagens durante a vida, Antoine constatou que tal pessoa não era tão especial assim. O que diferencia um ser do outro é o amor que sentimos, dedicação e tempo que gastamos com alguém. A raposa que se tornou amigo do pequeno príncipe mostrou que amizade (ou um amor) é um processo e que é algo que demanda tempo, mas como as pessoas estão tão apressadas, elas não têm tempo de fazer amizades, pois não é algo expresso como ir ao supermercado. 

Vejo a cobra como a representação das falsas amizades, aquelas pessoas que nos rodeiam e veem qual vantagem que podem retirar da gente. O pequeno príncipe era muito inocente para entender a maldade do mundo.

Gostei muito do livro. Ele me ensinou que não se deve desistir dos sonhos. Que nós não somos tão grandes e poderosos como pensamos. A lição mais importante para mim foi: Ver o mundo de maneira mais sutil e enxergar as belezas que normalmente não estamos acostumados a enxergar no nosso cotidiano.