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Sendo afogado e vendo conhecidos em uma floresta

Este foi um sonho bem lúcido, alguns elementos dos lugares aonde eu estava eu consigo lembrar bem. Primeiro eu estava em um caminho indo para uma praia. O dia estava bem ensolarado e era um lugar que parecia que eu já conhecia de outros tempos. Tinha umas montanhas no fundo, na base dessas montanhas tinha a estrada, entra a estrada e a faixa de areia tinha um gramado. 

A descida até a água era bem íngreme, tendo que fazer um pouco de esforço. Quando eu fui me molhar, veio uma onda muito forte. Todo mundo correu subindo os bancos de areia. Duas senhoras já de certa idade estavam tentando me impedir de subir, colocando objetos para eu não conseguir me segurar e ser afogado. Eu consegui sair dali e voltar para a estrada. Eu fui andando através daquele caminho. A cada passo o ambiente ficava mais escuro. Tinha uma mulher na minha frente, mas não sabia quem era, pois não conseguia visualizar o rosto dela. Segurei no ombro daquela mulher e fui acompanhando o seu trajeto. Vi que estávamos chegando em uma floresta. 

Depois que entramos na floresta, começou a aparecer uns raios de sol. Entre as árvores vi alguém conhecido, ele disse que não queria que ninguém o seguisse. Esta pessoa foi para um caminho e segui a mulher por outro. Depois fiquei de frente com ela, vi que era a minha mãe! Não com exatamente a mesma aparência, com uma aparência bem similar a atualidade. Eu prestei atenção nas suas palavras para me forçar a lembrar quando acordar, infelizmente não lembro o que ela falou. Só lembro que ela estava muito chateada, pois tinha visto o que eu tinha feito (no plano astral) e que não era para fazer aquilo. Me senti muito envergonhado, até acordei com um sentimento meio estranho, com aquele pensamento “O que estou fazendo da vida?”. 

Depois consegui visualizar dois rapazes entre eu e ela, eles pareciam da minha idade. Do lado da gente tinha uma casa abandonada, a casa era branca, mas a tinta já estava toda manchada pelo tempo. Um rapaz tocou a minha mão e disse como eu tinha uma textura diferente, que a minha energia estava muito fraca. Eu senti que meu corpo ali realmente estava muito frágil, consegui reconhecer uns pontos de fraqueza. Eu durante a semana pedi ajuda para meu(s) mentor(es) para poder me projetar. Consegui ter sinais aonde devo trabalhar. Tentei falar com aquelas pessoas que estavam ali, só que senti que a minha energia acabou, pois a tentativa de falar demandou muito esforço. Depois parece que “voltei” e acordei. 

Sou grato se foi alguém que me proporcionou esta experiência, pois pela primeira senti uma conexão de um aprendizado mais profundo durante o sono. 

Praia de Vitória – Explorando um pouco a cidade

Descobri que posso ir para muitos lugares de bicicleta em Vitória. Não saio, pois não pego ônibus para poder economizar. Da minha casa (que fica na Grande Goiabeiras) até a terceira ponte por exemplo, é em torno de 30 minutos pedalando em uma velocidade média. Um dia quero tentar ir no centro, pelo meus cálculos, o trajeto deve ser por volta de 50 minutos de bicicleta. 

Percebi que as praias daqui são meio vazias, ao contrário de Guarapari que não tem espaço na areia (Principalmente a Praia do Morro). Isso deve ocorrer por dois motivos:

Dificuldade de pegar ônibus – Aqui na cidade passa o Transcol, que é o ônibus da região metropolitana e o ônibus de Vitória. Não tem rota do Transcol que roda os bairros mais afastados para a praia. Para chegar na praia pelo ônibus municipal demora muito e certos lugares as pessoas deveriam pegar duas linhas (que sairia muito caro). 

Poluição por causa da Vale – Muitos pontos da praia são poluídos por causa do minério de ferro da Vale. Vejo que dá um pouco mais de movimento no ponto perto do Shopping Vitória. 

A praia daqui tem um perfil mais elitizado, não tem muito ambulantes vendendo coisas na orla. Durante o final de semana dá para ver muitas pessoas andando de iate e jet ski. 

IMG 20170327 WA0001 - Praia de Vitória - Explorando um pouco a cidade

Camburi é ideal para quem gosta de um lugar com mais espaço e não se preocupar com multidão. Algo que acho bastante interessante é que dá para ver muita gente pescando. Perto da estátua de Iemanjá se concentra o maior número de pescadores, tanto de dia como a noite. 

A noite dá para ver alguns casalzinhos se pegando. A praia é bem iluminada e muita gente pratica exercícios no calçadão. Algo bastante positivo é que, perto da praia tem várias quadras para a prática de esporte. Os quiosques parecem ter preços bem caros, como um bom universitário economizador, levo meu lanche. Estou conseguindo sair, sem gastar.

A vida de aparências do brasileiro

Hoje sem planejar fui no shopping Vitória. Meu plano era ir em um viveiro perto de casa para olhar o preço de algumas plantas. O viveiro estava fechado, pois aos sábados só abre de manhã, e não sabia desse detalhe. Um rapaz que mora comigo ficou me enchendo o saco para ir na orla com ele. Fomos andando de bicicleta até chegar ao shopping. Pela primeira vez vi a praia relativamente cheia. Em Vitória não vejo o povo entusiasmado para ir em praia.

Chegamos no shopping, que por sinal estava lotado de gente. Os preços das lojas estavam salgados. Quase toda vez que vou sair e passear, quando encontro os vendedores, eles costumam ser menos grossos. Dessa vez estava totalmente desarrumado. Enfim, estava vestido para me adentrar em plantas, não corredores com vitrines iluminadas.

Eu e meu colega de casa comemos no Subway. Ele aproveitou que estava lá e começou a olhar algumas peças. Disse que estava se sentindo mal de entrar numa loja e não poder levar nada. Eu aproveitei e comecei a pesquisar algumas armações de óculos. Todas as lojas tinha o preço extremamente caro. Tinha armações passando os $500,00. Algo que achei incrível, a Chilli Beans estavam mais em conta do que muito ótica. 

É engraçado como brasileiro gosta de ostentar algo que considera de marca, como vendedores pobres desprezam quando identifica outro pobre vestido de maneira mais simples. Não tem quase ninguém em praias, parques, academias populares e outras atividades de lazer. Mas o shopping center vive lotado. É muito importante dizer que comeu no MC Donald’s e que comprou a roupa da moda da loja X. 

Seria muito mais inteligente e menos desgastante viver de aparência e ficar se comparando com os outros. É melhor comprar livros, do que ficar gastando dinheiro ao vento quando nem se tem condições para o básico. 

Diferenças entre os mineiros e os capixabas

Neste texto não quero fazer uma generalização, apenas quero expressar o meu ponto de vista baseado na minha experiência pessoal.

Morei grande parte da minha vida no Espírito Santo, me considero mais capixaba que mineiro. Nasci em Belo Horizonte, morei algum tempo em Minas e grande parte dos meus parentes são mineiros e moram no estado. 

Dentro do próprio Brasil existe grandes diferenças culturais de um estado para o outro. Minas Gerais e Espírito Santo mesmo sendo vizinhos e mesmo tão perto um do outro, possuem estilos de vida totalmente diferentes. 

Gastos na praia

Mineiros normalmente não têm culpa em gastar dinheiro, quando vão à praia não questionam preços e se fartam nos variados tipos de comidas que pode se encontrar no litoral. Mesmo se for fazer farofa na praia, não há miséria e muita gente leva, se possível, o maior isopor que pode ser encontrado, a comida para o dia de praia sempre está garantido. Os capixabas são muito mais cautelosos em gastar, quando compra alguma na praia, é em pouca quantidade. Capixaba questiona mais os preços cobrados. A maioria das pessoas do Espírito Santo nem vão frequentemente nas praias, se bobear, os mineiros passam muito mais dias na praia do que os capixabas. Tem cidades que depois do verão viram lugares desertos. Durante o ano, apenas alguns lugares de Vitória e Vila Velha são mais movimentados. Um costume capixaba é ir nas praias a noite para comer alguma coisa que é vendida no calçadão (nas cidades grandes). 

Amizades

Fazer amizades no Espírito Santo é muito (muuuito) mais difícil do que em Minas Gerais. As amizades dos capixabas normalmente são amizades de criança ou adolescência e eles são muito mais conectados com familiares. Muitos capixabas viveram a vida na mesma cidade ou região, então primos, amigos de escola ou vizinhos de longa data são os tipos de amizade que se faz aqui. Um “estranho” vir para o ES e conseguir fazer amigos é um pouco difícil, pois eles não dão muita liberdade para novos contatos. Os mineiros são mais abertos e até mais curiosos com alguém que vem de outro lugar. O primeiro contato com um mineiro é muito mais fácil (a probabilidade ser simpático com você também é maior). Quem nunca saiu do ES não vai saber o que estou falando, mas um capixaba que morou em outro estado deve saber que estou falando. Uma professora que meu deu aula sobre formação do ES falou que certos lugares do ES tem a cultura mais parecida com Santa Catarina, isso pela origem de certos territórios desses estados terem similaridade. Um carioca do estilo animado e descontraído deve sofrer muito se viver no estilo capixaba. É muito raro alguém falar com você do nada. Uma vez uma senhora de pernambuco puxou conversa comigo no ônibus que até assustei. Uma pernambucana me disse que é mais comum alguém na fila do ônibus puxar assunto e começar uma conversa, no ES a possibilidade disso acontecer é muito baixa. 

Status social

Mostrar que se possui algum tipo de status social é muito comum no Espírito Santo, na verdade esse é um costume que está crescendo em todo o país, mas no ES isso é multiplicado por 100. Um mineiro pobre não tem vergonha de mostrar quem realmente é, leva lanche se não tem dinheiro para comprar, tira foto para colocar nas redes sociais mesmo se a casa não for rebocada e não tem problema em sair para apenas ir na sorveteria comprar um picolé. Tem gente no Espírito Santo que passa fome para mostrar que pode ir em determinados lugares, tira foto na casa alheia, mas não tem coragem de mostrar a casa se for humilde e não vai em certos lugares se não for para tirar foto e poder postar nas redes sociais. 

Relações sociais

No Espírito Santo sinto que as pessoas não são muito simpáticas, isso tem um lado bom, as informações são passadas de maneira mais direta e sem enrolações. Mineiro demora muito para chegar no assunto e tem mais necessidade de conversar e interagir. Um capixaba quando gosta ou não de alguém deixa isso muito mais evidente do que um mineiro. Na paquera os mineiros são mais inocentes e mais tímidos, os capixabas são mais rápidos e diretos. 

Na hora de visitar alguém, um mineiro vão adorar passar o dia conversando com a visita e normalmente oferece algum lanche ou café. Capixabas odeiam visitas inesperadas e esperasse que tais visitas sejam rápidas, eles são muito mais miseráveis, a probabilidade de não te oferecem nada é muito grande. 

Espírito Santo é um lugar muito bom para quem é mais fechado, pessoa de poucas amizades, para quem gosta de conversas sem enrolações e mais diretas, gosta de praias (principalmente para quem gosta de comer a noite no calçadão) e estilo de vida mais fanboy/fangirl (se você é rico, bonito e similares, o ES é lugar perfeito onde você vai ser paparicado mais que a média nacional).

Minas Gerais é maravilhoso para pessoas mais simples, que gosta de sair com amigos (não se importando em lugares de baixo orçamento), fazer amizades depois de velho (velho que digo, depois da adolescência), para quem gosta mais de conversar assuntos aleatórios e ter fartura de comida em eventos (mineiros se importam mais com comida do que com decoração).