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Ônibus, favela com ruas de terra e explosão de caminhão

Uns dias atrás tive um sonho com uma pessoa da minha sala, est* colega tem um bom coração, mas não gosto de algumas atitudes del*. El* trata os crushes (contatinhos, flertes, etc) de uma maneira que acho muito estranha. Para mim tudo bem ter pensamentos sobre achar alguém bonito ou não, mas na minha visão, é preciso tomar cuidado como é externalizado isso.

Sobre o sonho: Eu estava com el* em uma rua deserta, parecia que estávamos procurando um ponto de ônibus para sair dali, conseguimos achar o ponto e vimos um ônibus passar. Parecia muito aliviado por ter visto aquele ônibus. Depois de um tempo na estrada, comecei a ficar preocupado, o ônibus foi para um bairro pior do que estávamos. Ele entrou em uma espécie de favela, o lugar tinha as ruas todas de terra e esburacas. As ruas estavam molhadas, parecendo que choveu de dia (lembro que estava de noite) ou no dia anterior. O ônibus estava correndo muito de pressa, eu vi pela janela alguns carros e eles estavam correndo muito também. Vi um carro quase bater em outro que estava estacionado. O ônibus desviava dos motoristas loucos, das poças de água e buracos, fazendo vários zigue-zagues. 

Depois vi que estávamos atravessando uma ponte, a ponte estava muito velha, parecia que estava caindo aos pedaços. Estávamos atravessando o mar ou um rio. Vi que na nossa frente tinha um caminhão de combustível ou algo assim. Como todos os veículos, este caminhão estava em alta velocidade, eu vi ele cambalear. Logo em seguida, o caminhão tombou e invadiu a outra pista, parece que teve uma explosão. Nessa explosão eu queimei o meu pé, esta pessoa me apoiou e me carregou para que saíssemos de perto das chamas. Perto da ponte tinha uma escadaria, fomos descendo os degraus e chegamos em um portão. 

Vida cansativa – Evoluir para o próximo passo

Nestes últimos tempos minha vida anda muito cansativa. Conciliar estudo e trabalho não é uma coisa fácil. Muitos brasileiros e pessoas ao redor do mundo fazem isso para garantir um futuro melhor. Mais do que nunca é necessário me organizar para não ficar enrolado, não quero atrasar mais nenhuma atividade pendente. Estou aproveitando alguns lapsos de tempo, que não aproveitava.

Quando estou na fila do restaurante na universidade, estou aproveitando para ler um livro (A fila às vezes demora uns 15 minutos). Leio quando espero o ônibus, às vezes quando dá, leio dentro do ônibus. Quando o ônibus está muito lotado e quando tenho que segurar as barras com as duas mãos, escuto uma música binaural (quero fazer isso mais vezes em momentos de ócio) e tento prestar atenção na minha respiração. Agora é comum muitos vendedores entrarem dentro dos coletivos, principalmente pelo fato de desemprego estar num patamar bem elevado. Alguns conta suas histórias de vida tristes e como estão sofrendo (não tenho como saber se as histórias são verdades ou não). Estes depoimentos e conversas negativas que as pessoas falam, sinto que estas situações de certo modo, suga a minha energia. 

Estou tentando simplificar a minha rotina. Aprendi com as pessoas que estão no caminho da iluminação que não sou obrigado a me conectar com energias que não me fazem bem e que não tenho afinidade. Dizer não, deixa as coisas menos cansativas e menos penosas. 

Já sinto que estou evoluindo para o próximo passo, só pelo fato de ter coragem de me afastar de certas coisas e situações. Estou tendo consciência como que a minha realidade está mudando e como minhas relações estão indo para outro caminho. Não precisar mais de aprovações sociais, é como retirar uma mochila cheia de pedras das costas. Com o tempo, esta vida cansativa vai ser apenas passado. 

A experiência de andar de ônibus – Nova realidade

Para quem acompanha um pouco da minha rotina, sabe que, normalmente saio de bicicleta para onde devo ir. Agora como vou começar a estagiar em outra cidade, vou ter que começar a pegar ônibus. Quando comecei a estudar em uma escola muito longe há algum tempo atrás, tinha que pegar ônibus para ir à escola, mas preferia ir andando, pois dava o mesmo tempo, mas chegava na escola muito suado. 

Dessa vez a minha única opção é o ônibus. Estar dentro de um ônibus não é algo muito agradável. O ônibus municipal de Vitória não é tão ruim, pois não vejo muitas pessoas estranhas e a viajem é mais tranquila. Já as linhas intermunicipais possuem um ambiente mais precarizado. Já peguei gente com música alta dentro do coletivo, é mais comum ver alguns pivetes (e adultos) pulando roleta. O cheiro também é bem ruim. 

A ida para o estágio é mais tranquila, tem mais estudantes e pessoas indo trabalhar. A volta para casa tem o clima mais pesado. O trânsito agarra um pouco e tem alguns seres estranhos dentro da linha. 

Vejo que as pessoas estão muito descuidadas. Vi várias pessoas com celulares caros expostos ouvindo música como se estivéssemos vivendo em um país seguro. Depois que fui assaltado, não dou mais nenhuma bobeira. 

Um lado positivo do estágio é que o prédio é muito próximo do terminal. Posso ir andando até o terminal sem problema algum. O engraçado de morar na Grande Vitória é que sempre se encontra um conhecido na rua. Lá no terminal vi um rosto conhecido e peguei ônibus com as mesmas pessoas do dia anterior. 

Toda vez que pisar naquele terminal vou pedir proteção e que toda viagem que realizar seja tranquila. Vou tentar prestar mais atenção no trajeto para melhorar meu senso de direção. 

Passeio na Pedra de Cebola e Praia da Costa

Hoje fui com a tia da minha mãe passear um pouco pela região metropolitana de Vitória. Tinha planejado levá-la para conhecer o parque Pedra da Cebola e dar uma volta na UFES. Pegamos o ônibus para ir no parque na parte da tarde. Quando chegamos no local fiquei preocupado, vi tudo fechado e não vi ninguém. Normalmente sempre tem ambulantes realizando vendas na entrada do local. Depois vi que entrou uma pessoa por um portão pequeno, depois disso vi que lá estava aberto. 

Pela primeira vez vi lá tão vazio. De fato, as ruas estavam praticamente desertas. Dentro do parque tinha algumas crianças brincando nos parquinhos. Tia Do Carmo tem um problema no joelho e não conseguiu caminhar muito. Ela ficou sentando no banquinho e tirei algumas fotos. Tomamos água de coco, ficamos sentados lá por um tempo e depois fomos embora. 

O nosso próximo destino foi a Praia da Costa. Não sei muito bem pegar ônibus. Pegamos um que deu uma volta enorme por Vitória e Vila Velha, acabamos parando no terminal do Ibes. No terminal eu perguntei se tinha algum ônibus que ia para a Praia da Costa, o moço me disse que o ônibus que estava chegando passava na Praia da Costa. Subimos no bendito ônibus, ele deu uma volta enorme e fomos para no terminal de Vila Velha. Depois finalmente chegamos à praia. Durante o trajeto um monte de gente pulou a roleta. Tia Do Carmo ficou assustada, eu disse que eram as pessoas que moravam nas comunidades de Vila Velha. Na praia andamos um pouco no calçadão, comemos esfirra e andamos mais um pouco. Depois quando estava anoitecendo, fomos embora. Finalmente consegui pegar os ônibus correto e conseguimos chegar mais rápido em casa. 

Foi muito bom o passeio e percebi preciso sair mais. E preciso sair em lugares com pessoas que tenho empatia.