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Os magnatas dos negócios estão caindo

Ultimamente está acontecendo coisas que eram imagináveis anos atrás. Os grandes nomes do empresariado brasileiro não se mostram mais como exemplos de sucesso. O mundo digital revela coisas que estão ocultas por décadas, hoje em dia é difícil esconder algo no mundo conectado por rede. 

Pessoas que sabem o nome de envolvidos em atividade ilícitas, morrem misteriosamente em meios de transporte que tiveram supostas falhas técnicas. Podemos aprender com estes episódios que nem sempre é através de trabalho, esforço e inovação que uma empresa cresce e é grande no mercado, muitas vezes tem uma manipulação política muito grande atrás de tudo isso. 

A política pode manipular as regras do jogo, os governantes podem escolher quem serão os perdedores e os vencedores. O mercado está mudando muito rápido e nem todas as empresas conseguem evoluir e sobreviver no sistema capitalista. Os consumidores tem hábitos de consumo diferentes de anos atrás. Vemos que a concorrência não é justa quando o governo cria regras que visivelmente é para derrubar uma empresa ou um setor que está surgindo e crescendo. O lobby dos impérios tradicionais quando sentem uma ameaça e veem que estão caindo, contata o governo para poderem os socorrer e tentar manter o status quo de poder. O processo está tão agressivo que os consumidores percebem o que está acontecendo e não se calam. Está ocorrendo o efeito reverso, as pessoas estão odiando mais estas empresas que estão atrasando o progresso, agora a estratégia é criar monopólios ou oligopólios a força, desse modo não terá muita saída. 

Além de dificultar o surgimento de novas empresas, alguns dos grandes magnatas que caíram faziam muita maquiagem na contabilidade das empresas que geriam. Para poder pagar menos impostos e lucrar mais, subornos políticos eram muito utilizados, os órgãos competentes apenas fechavam os olhos e continuam seus percursos como nada tivesse acontecendo. 

Espero que depois da turbulência, o Brasil possa entrar em uma nova era. 

A desconfiança do governo e movimentos separatistas

O governo não é visto como uma entidade confiável para muitas pessoas. Vários cidadãos não querem e não gostam da ideia de terem que pagar para a construção do Estado e seu aparato. A indignação de não sentir parte de uma nação faz surgir grupo separatistas.

A elite do Estado não quer ficar para trás e deseja ser igual ou superior ao empresariado. O empresário no capitalismo tem um papel muito respeitado, enquanto a elite do Estado é vista como uma espécie de parasita que se aproveita do monopólio da força para buscar seus próprios interesses.

A desconfiança e a insegurança de não ter direitos fazem com que grupos menores queiram ter o domínio do seu próprio território e se livrar do poder central. As pessoas têm uma falsa ilusão que é uma tarefa fácil se separar de um determinado domínio. O Estado tem a monopólio da força, vai ser muito difícil alguém vencer a potência de um poder maior. Normalmente conflitos de interesse geram guerras, mesmo com a tensão de uma guerra, os separatistas podem não consegui atingir os seus objetivos. 

No sul do Brasil vemos um movimento separatista mais visível. Como os sulistas, as pessoas de outras localidades também estão com um sentimento de frustração de como se configura o sistema político brasileiro. Muita gente é muito ingênua e acredita que apenas acreditar e apoiar o movimento vai fazer as coisas acontecerem. O processo de federalização dentro do território brasileiro é muito forte, desfazer isso é uma tarefa um tanto quanto complicada. Acredito que devemos trabalhar para fortalecer os governos locais e as pessoas terem mais controle com o dinheiro dos impostos estão sendo usados. 

Tenho uma ideia um tanto quanto diferente do que é posto na realidade. Acredito que repasse de imposto deveria na maior parte ser utilizada na administração do bairro/região que esta renda foi recolhida. Dessa forma, a comunidade da localidade usaria a verba para aquilo que a população da localidade precisasse. O governo federal deveria preocupar apenas em defesa. As unidades federativas deveriam ter mais autonomia e depender apenas de si. Este modelo geraria mais competitividade e dessa forma gerando mais inovação. A adaptação do estilo de vida seria mais harmoniosa, sendo mais compatível com cada região. 

Espero que o Estado posso se reorganizar para entregar uma paz social e erradicar a pobreza. Se este sistema cair, que o próximo pense mais em evoluir o ser humano para um caminho que não leve a destruição. 

O sistema prisional brasileiro e o combate ao crime

O sistema prisional brasileiro está falido. As cadeias são máquinas para a criação de bandidos piores e mais cruéis. A raiz de tudo isso é quem a justiça seleciona como desviante. Na visão do judiciário o pior desviante é o traficante de drogas. Grande parte das pessoas presas são envolvidas com este tipo de tráfico.

Muita gente diz que é a falta de educação que criou o cenário que temos. A educação faz diferença no modo como as pessoas enxergam o mundo, mas não é um nível de educação que vai ser responsável do fato de alguém cometer um delito ou não.

Na minha visão há crimes muito mais sérios que deveriam ser investidos mais recursos financeiros e humanos. Assassinatos, estupros, trabalho escravo e estelionato são crimes que deveriam ser mais investigados. O governo nunca vai controlar o tráfico de drogas, as pessoas adultas devem ter liberdade de escolherem o que desejam consumir. Um usuário de drogas deve ser visto como um dependente químico. O governo deveria fazer campanhas evitando o uso de drogas e para quem já é viciado, incentivar o tratamento. É muito errado alguém que use drogas ser visto como um criminoso e que deva ser punido por isso.

Não sou a favor do uso de qualquer substância que faça mal à saúde, mas infelizmente sabemos que o mundo é cheio de pessoas infelizes que tentam fugir da realidade de alguma forma. É muito difícil controlar o ser humano, se alguém quer fazer algo que não fere o bem-estar do outro, o indivíduo deve ter a liberdade de escolher fazer o que quer.

Se houvesse empresas legalizadas que realizasse a venda de entorpecentes, tais drogas teria um processo de qualidade, minimizando os riscos para o usuário. O governo ganharia mais impostos que ajudaria na manutenção das suas atividades. O tráfico não seria alimentado e a ilegalidade diminuiria. Um tráfico com dinheiro, é um tráfico que ganha força. Tal força pode ser vista pelo armamento que as facções possuem, armamento tão pesado que nem o exército do próprio país tem acesso.

O Brasil é um país falso-moralista com pseudo-religiosos que querem que seus estilos de vida fosse padrão para todos, e tentam impor isso por leis. Mas são essas mesmas pessoas que fazem as piores coisas no oculto.

Uma polêmica muito grande é sobre a administração das cadeias. Eu acredito que as cadeias deveriam ser privatizadas e que o preso deve ter a chance de trabalhar. Se não trabalha, não come, simples assim. A sociedade não deve investir mais em cadeia do que nos estudantes. Uma cadeia deveria ser autofinanciável. Durante o tempo em que a pessoa tivesse presa, ela seria responsável por mandar dinheiro para a sua família, esta obrigação de sustentar os dependentes deve ser de quem está preso, não do Estado! É muito ruim saber que se paga imposto para sustentar filhos de outros.

Para entender mais do tema e ver políticas que vários países fizeram para diminuir a taxa de criminalidade recomendo muito o documentário Quebrando o Tabu. A partir da análise de vários relatos desse documentário, dá para ter uma opinião mais sólida sobre o tema.