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Minha vacina contra a febre amarela e o desrespeito do poder público

Na UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) houve uma campanha para ajudar a imunizar mais pessoas contra a febre amarela. Minha mãe estava muito preocupada comigo e disse para ir vacinar.

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Uma das coisas que mais odeio na vida é enfrentar fila. Então acordei bem cedo para ser possível ser vacinado. Já tinha agendado um horário em um posto em um bairro aqui em Vitória, é uma vergonha que o posto da região onde moro não oferecer a vacina. 

O mutirão começaria às 8 da manhã, acordei às 4, fiquei enrolando para acordar. Me arrumei, peguei umas roupas no varal e cheguei lá por volta de 4:50. Levei um livro e li parte dele até começaram a distribuir as senhas. Fiquei na posição 88 na fila. Eles começaram a vacinação por volta das 7:30. 

A data que iria ser atendido seria 17/03/2017, mas consegui ser imunizado no dia 04/03/2017. As horas foram passando e foi chegando mais e mais pessoas. Acredito que a fila deu a volta na universidade. Parecia um campo de concentração. Foi uma experiência muito assustadora. Estes tipos de descaso mostra que estou vivendo no subdesenvolvimento. 

Pelo jeito algumas pessoas madrugaram com medo de não serem atendidas. É uma vergonha passar por este tipo de situação. 

Nos jornais só passa notícias de pessoas que estão ficando horas e mais horas em filas na tentativa de serem vacinadas. Houve até um caso de bandidos que invadiram uma unidade de saúde, obrigando os profissionais ali presente a vaciná-los. 

A população tem que estar consciente de uma coisa, há a vacina contra a febre amarela, mas ainda tem o problema de outras doenças não tem vacinas disponibilizadas pelo Estado. Vários vidas se perderam por causa de doenças que podem ser evitadas causa uma revolta muito grande dentro de mim. O meu maior desejo é morar em uma sociedade onde possui uma civilização, pois o Brasil é um caso muito sério de incompetência. 

A preparação do mundo para a era Trump

O mundo passou por uma revira-volta. Trump é um símbolo dessa nova política. A globalização está ruindo, isso incomoda vários grupos de interesse, principalmente as grandes corporações. Mudanças que estão acontecendo no eixo de poder está fazendo com que se tenha certas reações.

Donald Trump tem várias características que foram dominantes no mundo por muito tempo. O modelo que ele se insere está perdendo força, nesse momento muitas pessoas estão se sentindo ameaçada por outros sistemas. O líder branco, com certa posição social, patriarcalista, machista e ortodoxo é o que grande parte do ocidente está acostumado. É incomodante para parte da sociedade experimentar o desconhecido. As mulheres em um momento muito recente que começaram a entrar no mundo político. Infelizmente tivemos vários escândalos de muita dessas primeiras mulheres que entraram em cargos mais altos, este fato pode ter aumentado a desconfiança de ter uma líder feminina. 

Nesses últimos tempos vemos que há uma tendência de empresários que estão penetrando no mundo político. O governo é um órgão que não passa confiança e cada vez mais o Estado é visto como um fardo, pois é uma instituição que passa a sensação que apenas rouba e não trás o retorno que ele deveria trazer. Algumas empresas são muito respeitadas, são como novos templos de seguidores fiéis. Empresas passam confiança e os funcionários que estão nelas são considerados os competentes do mundo.

Várias leis foram criadas para proteger as minorias. Durante várias décadas muitas campanhas foram feitas para tornar a sociedade mais justa. Mesmo com tanto esforço, a sociedade possui muitos preconceitos e está longe do problema ser solucionado. 

O empresariado é uma classe mais ortodoxa e que tem os pensamentos mais aliados com a população. Donald Trump em sua campanha disse o que a maioria do povo estadunidense gostaria de ouvir, mas que não teria coragem de se expressar. Acontece que, o mundo já não é regido pelos mesmos poderes que o século XX, os desafios desse novo governo vão ser muito grandes. 

A desconfiança do governo e movimentos separatistas

O governo não é visto como uma entidade confiável para muitas pessoas. Vários cidadãos não querem e não gostam da ideia de terem que pagar para a construção do Estado e seu aparato. A indignação de não sentir parte de uma nação faz surgir grupo separatistas.

A elite do Estado não quer ficar para trás e deseja ser igual ou superior ao empresariado. O empresário no capitalismo tem um papel muito respeitado, enquanto a elite do Estado é vista como uma espécie de parasita que se aproveita do monopólio da força para buscar seus próprios interesses.

A desconfiança e a insegurança de não ter direitos fazem com que grupos menores queiram ter o domínio do seu próprio território e se livrar do poder central. As pessoas têm uma falsa ilusão que é uma tarefa fácil se separar de um determinado domínio. O Estado tem a monopólio da força, vai ser muito difícil alguém vencer a potência de um poder maior. Normalmente conflitos de interesse geram guerras, mesmo com a tensão de uma guerra, os separatistas podem não consegui atingir os seus objetivos. 

No sul do Brasil vemos um movimento separatista mais visível. Como os sulistas, as pessoas de outras localidades também estão com um sentimento de frustração de como se configura o sistema político brasileiro. Muita gente é muito ingênua e acredita que apenas acreditar e apoiar o movimento vai fazer as coisas acontecerem. O processo de federalização dentro do território brasileiro é muito forte, desfazer isso é uma tarefa um tanto quanto complicada. Acredito que devemos trabalhar para fortalecer os governos locais e as pessoas terem mais controle com o dinheiro dos impostos estão sendo usados. 

Tenho uma ideia um tanto quanto diferente do que é posto na realidade. Acredito que repasse de imposto deveria na maior parte ser utilizada na administração do bairro/região que esta renda foi recolhida. Dessa forma, a comunidade da localidade usaria a verba para aquilo que a população da localidade precisasse. O governo federal deveria preocupar apenas em defesa. As unidades federativas deveriam ter mais autonomia e depender apenas de si. Este modelo geraria mais competitividade e dessa forma gerando mais inovação. A adaptação do estilo de vida seria mais harmoniosa, sendo mais compatível com cada região. 

Espero que o Estado posso se reorganizar para entregar uma paz social e erradicar a pobreza. Se este sistema cair, que o próximo pense mais em evoluir o ser humano para um caminho que não leve a destruição.