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Caos e violência no Espírito Santo – “Greve” da polícia

No Espírito Santo nos últimos dias sentimos como que é estar em guerra. Familiares de policiais fecharam portões que dão acesso a viaturas para protestar contra as condições de trabalho e salário do membro da família que é da polícia militar. A PM ficou “impedida” de poder trabalhar. 

Muitas cidades estão vivendo o caos. A maior parte das notícias é passada através de rede social. Por algum motivo muito estranho, os meios de comunicação omitem a gravidade da situação. Nunca pensei que antes do vinte anos ia ver tanta coisa que nem estou vendo nessa vida. 

Em alguns bairros houve arrastão, várias mortes, assaltos, destruição de lojas, ônibus queimados e tiroteios. No meu bairro a situação foi mais tranquila, pois moro no “primo pobre”, os bairros próximos daqui são bairros nobres, então os bandidos preferem roubar mais nessas regiões. Vivemos uma guerra urbana que parece não ter importância para as autoridades. 

Houve praticamente um toque de recolher, foi a primeira situação dessa que passo na minha existência. Penso em que vive convivendo com a violência diariamente, como esta experiência é traumatizante, principalmente quando tem guerra entre facções ou guerra entre a polícia e os bandidos. 

O governador do Espírito Santo some do mapa do momento mais tenso que passamos. Ele tem um problema de saúde que poderia resolver aqui mesmo, mas ele foi para o hospital mais caro do país para poder se tratar e praticamente evaporou. Ele não deu nenhuma notícia e não falou nada sobre o tema. O secretário de segurança simplesmente quer travar uma guerra de braço com a PM, não querendo negociar as reivindicações desses trabalhadores.  As forças armadas foram chamadas para tentar normalizar a situação. 

Eu no fundo tinha alguma esperança que alguns servidores públicos, principalmente os políticos conseguiriam formular alguns projetos para melhorar este país. Provavelmente para os próximos anos não votarei mais em ninguém, apenas se encontrar alguém muito sério, competente e inteligente (que vai ser uma tarefa difícil). Vi que meu desejo de mudar de país não é um sonho bobo, infelizmente muita gente deseja ser um expatriado para fugir da violência e do constante estresse que temos no Brasil. 

07 de fevereiro de 2017 – Tentativa de voltar a normalidade no Espírito Santo

Tropas do exército já chegaram no estado e começaram a colocar ordem em algumas localidades. Infelizmente os bairros mais periféricos e no interior ainda está muito a mercê dos bandidos. 

O comércio vai amargar um prejuízo enorme este ano. Algumas lojas ficaram praticamente vazias, os bandidos levaram todas as mercadorias. Quebraram vitrines e arrombaram até local gradeado. Agora vai haver mais gente desempregada, mais pobreza e a situação da crise parece que se torna mais complexa. 

Parece que nesse Brasil é um país onde grande parte da população é selvagem e essa gente tem que ser punida e pagar pelos erros. Houve tanto mortos que o DML (departamento médico legal) não tinha mais espaço para colocar os cadáveres. 

Aqui no meu bairro está um silêncio mortal, não se escuta o som de nada. Foi a primeira vez que passei por uma experiência assim. Nem som de pássaros ou vento. Parece que tudo se calou. Ainda bem que estou com alimento dentro de casa e não vai ser necessário sair por enquanto. 

Ainda não se resolveu a situação, a polícia e a secretaria de segurança do Espírito Santo não chegaram em um acordo. Os dias vão se arrastando e o clima de insegurança se mantém. Para mim fui até difícil dormir, mas estou tentando me acalmar e torcer para que tudo dê certo no final. 

O policiais militares do Rio de Janeiro querem fazer um movimento parecido que nem ocorreu no Espírito Santo, se isso ocorrer vai ser o começo do fim do Estado brasileiro. Rio de Janeiro possuem o índice de criminalidade altíssimo sem qualquer tipo de paralisação, imagina sem as forças de segurança. Espero que este país não entre em guerra civil e que tudo se resolva no final. 

Espero que depois da turbulência nos organizamos melhor como nação, assim podemos ter mais dignidade como humanos. 

08 de fevereiro de 2017 – Vivi para ver uma intervenção militar

A situação no Espírito Santo ainda está bastante tensa. Por causa da incompetência do governo estadual, vivi para ver uma intervenção militar. 

Os policiais querem aumento para terem uma melhor qualidade de vida, mas as (in)competências públicas negam dar o aumento dizendo que falta dinheiro. Os salários dos políticos revelam que nunca falta dinheiro para enriquecê-los. Nesse episódio aprendi como os humanos são orgulhosos e prepotentes. Os policiais ficaram presos em uma armadilha, pois eles estão fazendo algo que é ilegal pela lei, mas sabemos que a lei nunca é respeitada pela maior parte da classe política. Pela legislação, os policiais militares tem que ter o salário pelo menos ajustado pela inflação, desse modo eles mantém o poder de compra. 

Aqui perto de casa teve tiros e não faço a mínima ideia o que aconteceu. Não tive coragem de sair de casa, enquanto a situação não resolver e tiver comida em casa vou ficar na minha residência. O governo estadual quer mascarar que está tudo bem, mas nesses dias chegaram reforços e mais reforços de militares. Ainda bem que a maiorias dos cidadãos estão deixando de ser trouxas e pararem de acreditar nessas falas maquiadas que são ditas pela mídia comprada. Nunca ficou tão evidente como a mídia serve para ser um muro para os políticos não sofreram as consequências que devem sofrer. Ainda bem que vivemos em um era que a comunicação é mais fácil (coisas que querem nos tirar, um exemplo é o bombardeamento feito para limitar a internet). 

O Rio está vivendo uma tensão, estão preocupados de acontecer o mesmo que o Espírito Santo, mas lá eles conseguiram um diálogo e um acordo com os policiais. Ainda bem que esse acordo foi realizado. Uma guerra no Rio pode significar o fim desse ciclo de governança e voltaríamos a era militar. 

Uma hora ou outra mais bombas vão estourar. A população está crescendo, os gastos públicos estão congelados e escolheram um dos piores anos de receita para fazer isso. Sabemos que os partidos e o judiciário são insaciáveis e vão querer cada vez mais pedaços do bolo. 

A população pelo jeito vai ficar cada vez mais revoltada com a corrupção. Acredito que a volta dos militares não é improvável. Eles são um dos poucos órgãos do Estado que passam confiança e credibilidade para a população. 

Espero que em alguns anos esteja preparado para viver em abundância e esquecer todo esse terror. A melhor coisa é encher o celeiro para não morrer de fome nas épocas de seca. 

09 de fevereiro de 2017 – Espírito Santo: O terror que não termina

A situação do Espírito Santo infelizmente continua a mesma. O governo estadual e a polícia militar não chegaram em um acordo. O polícia civil também ameaça parar se as suas reivindicações não forem atendidas. 

A bandidagem não se sentiu ameaçada com o exército. Eles viram que as forças federais não estão matando ninguém e continuam a cometer os crimes. Se a situação continuar caótica para os próximos dias, acredito que a mão deles em cima dos vagabundos vão pesar. A ordem pelo jeito vai demorar mais do que o previsto para ser retomada. 

A maioria dos representantes capixabas na política estão quietos e não deram qualquer tipo de pronunciamento. Os professores da UFES que defende que a polícia não deve entrar dentro da universidade também desapareceram. Com tudo isso aprendi que não é loucura se precaver em certas coisas. Para a normalidade sair dos trilhos e viver um filme de terror não demora muito. A tranquilidade é algo muito frágil no Brasil.

A situação está tão terrível aqui que até foi parar nos noticiários internacionais. Aprendi isso já faz alguns anos, se você realmente quiser saber o que acontece no seu país, a melhor maneira é olhar as notícias internacionais. Não pode parecer, mas o nosso nível de censura está em um grau preocupante. Pode-se perceber que alguns assuntos praticamente só se encontra na internet, mas nunca será televisionado.

Em alguns lugares já começa a faltar comida no supermercado e algumas prateleiras já estão vazias. Os ônibus ainda não voltaram a circular e amanhã parece que tudo ainda vai ficar parado.

Imagino no prejuízo que a comunidade vai ter em 2017, a esperança de superar a crise parece mais distante diante desses acontecimentos. Espero que em breve não precisar mais escrever mais diários de terror que nós que moramos no Espírito Santo estamos passando.

10 de fevereiro de 2017 – Conversa elitista que não estou acostumado e ES ainda no Caos

Hoje de manhã fui jogar o lixo fora na lixeira do prédio, quando estava voltando para a portaria do prédio, chegou uma mulher e brigou comigo. Ela se apresentou, dizendo que era a dona do prédio e disse para não jogar o lixo naquele horário, pois o caminhão do lixo passava mais cedo. Se quisesse poderia jogar o lixo na hora que a pizzaria abrisse ou antes das oito horas da manhã. Não entendi muita a lógica de tudo isso, sendo que não estava jogando as coisas na rua, mas no local apropriado. Nesse momento apenas acatei o que ela disse para não gerar conflito desnecessário.

Hoje doei uma televisão que uma senhora que estudou em algumas aulas comigo me deu. Avisei ela e coloquei anúncios no Facebook. Pretendo muito mudar mês que vem para algum lugar mobiliado, já quis começar a limpar o espaço. Estou esperando confirmação em alguma república. Quando desci para levar a televisão, a senhora dona do prédio começou a puxar assunto comigo. Ela perguntou o que fazia. Disse que fazia Economia. Aí ela começou a contar sobre os filhos dela. Depois falou que uma filha morava nos Estados Unidos, foi falando sobre as cidades da Flórida, parecia muito familiarizada com o estado. No final de tudo, acho que ela criou empatia comigo. O assunto foi para certa direção que para ela pode ter sido algo bem natural, mas para mim é de uma realidade bem distante.

Pelo jeito aqui na capital as coisas estão ficando mais tranquilas, não se pode dizer o mesmo do interior do Espírito Santo. As forças nacionais vão auxiliar para que o transporte público volte a funcionar. Aqui perto do aeroporto o clima de segurança está sendo recuperado, talvez eles estão para o lado de cá para evitar que aconteça algo com algum avião. O clima do caos já está em vigor por uma semana.  Hoje as pessoas se sentiram mais tranquilizadas e foram para as ruas pagar as contas. As filas de vários estabelecimentos estão quilométricas.

Pelo jeito esta situação da crise na segurança pública vai ter muitos episódios ainda.

13 de fevereiro de 2017 – Se preparando para voltar a rotina

Fiquei uma semana parado dentro de casa por causa da falta de segurança. Agora perdi um pouco o fio da meada. Minha evolução na academia voltou umas casas, hoje se tudo der certo vou começar a fazer exercício. Tenho a sensação que é a primeira vez que estou indo à academia.

Pelo jeito o restaurante da UFES não vai abrir hoje, vou ver se faço alguma coisa para comer em casa. Vou sair só no horário da academia, desse modo evito passar transtorno por me deslocar a toa e não ter nada aberto.

Aproveitei o tempo livre e lavei todas as roupas que precisava lavar. Ainda estou sem máquina ou tanquinho, lavar roupa a mão é uma tarefa muito complicada. Tomara que consiga mudar desse prédio, estou cansando de gastar muito tempo lavando roupa.

Algumas coisas ainda continuam me incomodando aqui, como cheiro de cigarro e música alta. Estou profetizando coisas boas para atrair pessoas melhores para a minha convivência.

Por não ter nada o que fazer, nesses dias vi muitos documentários. Comecei a refletir sobre alimentação e qualidade de vida. Ultimamente estou perdendo muito cabelo e me sentindo muito fraco. Vou tentar diminuir a quantidade de alimentos de origem animal e fazer o máximo para regular o meu sono. Já tentei meditar os meus objetivos na hora de dormir, mas isso não deu muito certo. A única maneira de relaxar e consegui dormir rápido é focando na minha respiração, outros métodos não deram certo para mim.

Fiz uma lista de atividades bem minimalista e separei as prioridades de uma maneira que consiga aproveitar melhor o dia a dia. Agora acredito que consigo fazer minha produtividade voar. Até o fim do ano tenho o objetivo de entender uma conversação em Chinês (Mandarim) e ficar tranquilo com as matérias da graduação.

 

 

Passeio no Shopping Vitória e dificuldade em pegar ônibus

Hoje sai com a tia da minha mãe e fomos passear um pouco. Por ser um lugar mais acessível, fomos ao shopping. Ela tem problemas no joelho, então a levei em lugar que precisasse de menos esforço para andar. O bom que tem um ponto de ônibus perto de casa. Foi praticamente atravessar a rua e pegar o ônibus. Sempre fico confuso que lado da rua que é para pegar o ônibus. O transporte público de Vitória demora um século para passar, a partir de agora, quando precisar usar ônibus para me locomover, vou ver os horários. 

Nós rodamos o shopping e vimos alguns produtos de algumas lojas. Vi que algumas roupas masculinas estão bem baratas, vale mais a pena ir na loja e comprar do que pedir por internet (o que mais pesa é frete dos Correios). Depois de um tempo andando pelos corredores, fomos comer. Pedi um lanche do Giraffas, estava com muita vontade de experimentar o lanche de lá, pois nunca tinha comido nada da marca. O lanche de lá é gostoso, não é gordurento que nem outras redes de fast-food. A minha tia-avó tomou um chopp em outro estabelecimento. Ela viu um monte de gente comendo franguinho no espeto e falou que em Belo Horizonte ela nunca viu em Shopping. Eu disse que no Espírito Santo tem uma franquia que se chama Zé Coxinha onde vendia um monte de salgados. Ela pediu um espetinho e mini-churros, eu bebi um suco de goiaba. 

Fiquei curioso em ir na loja da L’occitane, os produtos me surpreenderam pela qualidade, o preço é bem caro, mas usar um perfume deles parece que vale a pena. A loja que representa os produtos do Brasil tem produtos maravilhosos, não gostei muito da linha francesa (e a atendente da loja francesa não foi muito simpática também). Depois fomos na Americanas, compramos umas coisas e fomos embora. Quando saímos já estava bem tarde. Estava com medo de perder o ônibus. O ônibus municipal demora um século para passar. Pegamos o transporte coletivo da região metropolitana, fomos para a cidade da Serra, paramos no terminal, pegamos outro ônibus e paramos perto de casa.

Diferenças entre os mineiros e os capixabas

Neste texto não quero fazer uma generalização, apenas quero expressar o meu ponto de vista baseado na minha experiência pessoal.

Morei grande parte da minha vida no Espírito Santo, me considero mais capixaba que mineiro. Nasci em Belo Horizonte, morei algum tempo em Minas e grande parte dos meus parentes são mineiros e moram no estado. 

Dentro do próprio Brasil existe grandes diferenças culturais de um estado para o outro. Minas Gerais e Espírito Santo mesmo sendo vizinhos e mesmo tão perto um do outro, possuem estilos de vida totalmente diferentes. 

Gastos na praia

Mineiros normalmente não têm culpa em gastar dinheiro, quando vão à praia não questionam preços e se fartam nos variados tipos de comidas que pode se encontrar no litoral. Mesmo se for fazer farofa na praia, não há miséria e muita gente leva, se possível, o maior isopor que pode ser encontrado, a comida para o dia de praia sempre está garantido. Os capixabas são muito mais cautelosos em gastar, quando compra alguma na praia, é em pouca quantidade. Capixaba questiona mais os preços cobrados. A maioria das pessoas do Espírito Santo nem vão frequentemente nas praias, se bobear, os mineiros passam muito mais dias na praia do que os capixabas. Tem cidades que depois do verão viram lugares desertos. Durante o ano, apenas alguns lugares de Vitória e Vila Velha são mais movimentados. Um costume capixaba é ir nas praias a noite para comer alguma coisa que é vendida no calçadão (nas cidades grandes). 

Amizades

Fazer amizades no Espírito Santo é muito (muuuito) mais difícil do que em Minas Gerais. As amizades dos capixabas normalmente são amizades de criança ou adolescência e eles são muito mais conectados com familiares. Muitos capixabas viveram a vida na mesma cidade ou região, então primos, amigos de escola ou vizinhos de longa data são os tipos de amizade que se faz aqui. Um “estranho” vir para o ES e conseguir fazer amigos é um pouco difícil, pois eles não dão muita liberdade para novos contatos. Os mineiros são mais abertos e até mais curiosos com alguém que vem de outro lugar. O primeiro contato com um mineiro é muito mais fácil (a probabilidade ser simpático com você também é maior). Quem nunca saiu do ES não vai saber o que estou falando, mas um capixaba que morou em outro estado deve saber que estou falando. Uma professora que meu deu aula sobre formação do ES falou que certos lugares do ES tem a cultura mais parecida com Santa Catarina, isso pela origem de certos territórios desses estados terem similaridade. Um carioca do estilo animado e descontraído deve sofrer muito se viver no estilo capixaba. É muito raro alguém falar com você do nada. Uma vez uma senhora de pernambuco puxou conversa comigo no ônibus que até assustei. Uma pernambucana me disse que é mais comum alguém na fila do ônibus puxar assunto e começar uma conversa, no ES a possibilidade disso acontecer é muito baixa. 

Status social

Mostrar que se possui algum tipo de status social é muito comum no Espírito Santo, na verdade esse é um costume que está crescendo em todo o país, mas no ES isso é multiplicado por 100. Um mineiro pobre não tem vergonha de mostrar quem realmente é, leva lanche se não tem dinheiro para comprar, tira foto para colocar nas redes sociais mesmo se a casa não for rebocada e não tem problema em sair para apenas ir na sorveteria comprar um picolé. Tem gente no Espírito Santo que passa fome para mostrar que pode ir em determinados lugares, tira foto na casa alheia, mas não tem coragem de mostrar a casa se for humilde e não vai em certos lugares se não for para tirar foto e poder postar nas redes sociais. 

Relações sociais

No Espírito Santo sinto que as pessoas não são muito simpáticas, isso tem um lado bom, as informações são passadas de maneira mais direta e sem enrolações. Mineiro demora muito para chegar no assunto e tem mais necessidade de conversar e interagir. Um capixaba quando gosta ou não de alguém deixa isso muito mais evidente do que um mineiro. Na paquera os mineiros são mais inocentes e mais tímidos, os capixabas são mais rápidos e diretos. 

Na hora de visitar alguém, um mineiro vão adorar passar o dia conversando com a visita e normalmente oferece algum lanche ou café. Capixabas odeiam visitas inesperadas e esperasse que tais visitas sejam rápidas, eles são muito mais miseráveis, a probabilidade de não te oferecem nada é muito grande. 

Espírito Santo é um lugar muito bom para quem é mais fechado, pessoa de poucas amizades, para quem gosta de conversas sem enrolações e mais diretas, gosta de praias (principalmente para quem gosta de comer a noite no calçadão) e estilo de vida mais fanboy/fangirl (se você é rico, bonito e similares, o ES é lugar perfeito onde você vai ser paparicado mais que a média nacional).

Minas Gerais é maravilhoso para pessoas mais simples, que gosta de sair com amigos (não se importando em lugares de baixo orçamento), fazer amizades depois de velho (velho que digo, depois da adolescência), para quem gosta mais de conversar assuntos aleatórios e ter fartura de comida em eventos (mineiros se importam mais com comida do que com decoração).