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training wheels mv melanie martinez Ramon Cristian - Fanfiction - Rodinhas de treinar - Melanie Martinez - Capítulo 7

Fanfiction – Rodinhas de treinar – Melanie Martinez – Capítulo 7

Melanie encontrou Johnny em uma aula, disse que precisava falar com ele. Depois eles foram para um lugar reservado para conversar de maneira mais tranquila. Ela pediu desculpas, disse que poderiam tentar tudo do zero. Entregou os documentos que foram deixados na casa. Ele disse que ligaria para ela, mais tarde naquele mesmo dia, Johnny mandou uma mensagem para Melanie, convidou-a a andar de bicicleta no parque da cidade, ela disse que não sabia andar de bicicleta, pois não tinha aprendido. Então, ela disse que os dois poderiam ter uma missão juntos, ele a ensinaria a andar de bicicleta. Ela em um primeiro momento não gostou muito da ideia, mas aceitou, seria um momento de reparar a frase que não deveria ter sido dita e poderia tentar ficar mais próxima de Johnny.

Para o passeio, ela levou um arsenal, spray para dor muscular, band-aids e remédio para dor. Lembrou de colocar tudo na mochila antes de siar. Tudo teria que ser perfeito. Deixou os cabelos levemente ondulados, achou que o penteado ia combinar com a ocasião.

Ela o encontrou no parque. Ele acenou e ela sorridente foi ao seu encontro. Um segurou a mão do outro, a mão dele era muito macia, foi a mão mais macia que Melanie tinha tocado na vida. Pediu que ela subisse na garupa da bicicleta, algo que ela nunca tinha feito antes, Melanie segurou bem forte por volta da cintura de Johnny, estava com muito medo dos dois caírem, mas sua atitude na visão dele estava um pouco exagerada, mas ele gostou das mãos dela sobre o seu corpo. Ele começou a andar em um terreno irregular e os dois ficaram balançado na bicicleta, ele garantiu que iria devagar.

Eles foram até o carro de Johnny. Ele entrou dentro do veículo e pegou rodinhas de apoio. Pegou umas ferramentas e encaixou as rodas naquela bicicleta. Pediu que Melanie subisse em cima da bicicleta, pois, com o tempo ela iria adquirir equilíbrio. Ela não estava muito afim de fazer isso, mas cedeu por causa dele. Ele disse que se ela caísse, ele a pegaria com os seus braços. Ele colocou um pouco de força para fazer a bicicleta andar. Melanie parecia cansada depois de umas pedaladas, ele percebeu isso. Não queria forçá-la demais, na sua mente, só queria fazer alguma coisa que a retirasse de uma zona de conforto.

Depois do desafiador exercício, ele a surpreendeu com uma cesta de piquenique. Comeram sanduíches de pão italiano integral e beberam suco de uva. Quando ela menos esperava, ganhou um dia feliz com o seu amor. Depois disso, Johnny a convidou para ir em seu apartamento. Ela aceitou.

Ele retirou todas as peças de apoio e encaixou a bicicleta no carro. Abriu a porta para que ela pudesse entrar, colocou a cesta do piquenique no banco de trás. Chegando no prédio, ele estacionou o automóvel e foram para o terceiro andar. A sua casa era bem simples, mas tudo era muito bem organizado. Ele tinha um senso bem minimalista. Tudo o era de Johnny e tudo o que fazia parecia totalmente perfeito. De vez em quando ele chamava atenção da cry baby pelas besteiras que ela falava ou fazia.  Melanie sabia que ele tinha muita paciência com ela, tinha a mania de contar uma mesma história dez vezes, mas seu Johnny, pelo menos queria que ele fosse seu, prestava atenção e escutava o que ela tinha para dizer.

Eles não se conheciam muito tempo, mas ela estava loucamente apaixonada, cada dia era mais especial do que o outro. Pensou se deveria pedi-lo em casamento ou se isso estava muito cedo. Estava tentando tomar cuidado para não acelerar as coisas. No fundo Johnny se sentia um pouco pressionado.

Eles chegaram no quarto e o clima começou a esquentar. Melanie estava toda entregue naquele momento. Ela nunca tinha chegado tão longe em um relacionamento. Johnny tinha os cabelos pretos milimetricamente penteados, usava roupas confortáveis, tinha um estilo próprio. Melanie tinha o cabelo colorido, metade rosa e a outra metade preto, levemente ondulados, gostava de usar vestidos em um estilo vintage, em cortes e estampas mais românticas.

Ele a despiu, seria a primeira vez que ele sentiria o corpo dele mais profundamente. Aquele momento na casa dele, seria bem melhor, do que ter uma relação íntima em uma banheira tomada por água por todas as partes. O corpo de Johnny era muito macio, tinha uma textura tão boa que Melanie queria tocá-lo para sempre. Melanie tinha um charme muito grande, tinha um rosto angelical e seu cabelo chamava atenção em todos os lugares que passava.

Ela gostava muito dele, não tinha errado nada nas atitudes que ele tomava. Só que sabia que sua dependência daquele relacionamento não estava ficando saudável, pensava muito no Johnny, ele era um tipo de pessoa que precisa de espaço. E ela não estava dando este espaço.

Melanie por impulso disse se ela poderia ser a esposa dele ou algo do tipo. Ele falou que no momento do namoro eles poderiam se conhecer melhor. Johnny estava insatisfeito, o corpo da Melanie não era o seu favorito, não queria julgá-la por causa disso. Sentiu que seria um relacionamento que dificilmente iria acrescentar algo, primeiro a Melanie disse que amava outro homem em um primeiro momento que ficaram juntos, depois estava o pressionando a algo mais sério, sendo que nem a conhecia direito.

Algo a mais afetava o coração dele, ele tinha começado a conversar com outra garota. Esta outra moça tinha gostos diferentes dos seus, mas ela tinha mais haver com o seu modo de vida. Ele gostava da Melanie, mas ela fazia muita coisa errada e se sentia como o seu professor.

Depois de uns dias pensando sobre o assunto, achou melhor dizer para ela que os dois não dariam certos juntos. Se poderiam dar um tempo, que talvez no futuro, se fosse do destino, se reencontrariam. Melanie ficou muito triste e chorou. A cry baby estava em uma fase muito sensível de novo, por causa de Johnny ela se permitiu voltar a sensibilidade.

 

Soap melanie martinez mv Ramon Cristian - Fanfiction - Sabão - Melanie Martinez - Capítulo 6

Fanfiction – Sabão – Melanie Martinez – Capítulo 6

Melanie entrou na universidade, todos ficaram felizes com a notícia. Ela escolheu fazer Artes, focando na especialização em mídias digitais. Ela por ser muito tímida, não conseguiu fazer muitas amizades de início. Sua mente estava um pouco carregada, lembrou dos momentos de infância, quando estava brincando com a casa de boneca e ouvia os gritos da mãe na cozinha, odiava o fato de estar lembrando e sentindo saudade do garoto do alfabeto. Ela queria parar toda esta negatividade que estava a afetando. Na universidade, ia ter uma festa para os calouros. Festas com muita gente, era algo que a cry baby evitava, mas, ela por algum motivo queria ir nessa festa. A cerimônia foi bem tranquila, em um estilo bem formal, o reitor, os professores e pesquisadores deram palavras de incentivo aos alunos.

O começo do cronograma seria no auditório, seria o lugar que o reitor faria o discurso inicial. Do seu lado, sentou Johnny, que era do mesmo curso. Ele era muito tímido, em um estilo bem nerd. Eles olharam uma para o outro de relance. O clima de amor estava no ar, Johnny estava doido para falar com a cry baby, mas suava de nervosismo.

Depois de alguns minutos, saiu todo mundo do auditório, em direção a quadra poliesportiva, aonde ia acontecer os comes e bebes, ia ter música ao vivo e cada um tinha uma cadeira reservada. Por coincidência Melanie ficou na mesma mesa que o Johnny. Quando alguém da mesa ia começar a puxar assunto, Melanie levantou desesperada: “Desculpem-me, mas acho que tenho que voltar em casa, acho que deixei a torneira da banheira aberta e deixei o ralo tampando, se o banheiro estiver enxergado, minha avó vai brigar muito comigo”. Todo mundo entendeu a situação, um colega de classe falou que ficou desesperado por ter pensando que deixou o gás ligado. Johnny achou que seria uma oportunidade de ficar a sós com a Melanie. “Melanie se quiser posso te levar em casa, se não tiver nada errado lá, você pode voltar comigo”, disse o jovem. Ela aceitou a carona, poderia falar o rapaz que te interessava e economizaria o dinheiro do táxi.

Chegando na casa, subiram para o banheiro, realmente ele estava todo molhado. A avó da Melanie tinha saído para um encontro da terceira idade naquele final de semana, só chegaria na segunda-feira. Johnny tirou o paletó e colocou suas coisas no chão do lado de fora do banheiro para não ter o risco de molhar os documentos, tentou ajudar a Melanie naquela situação. As contas de luz e água viriam bem caras, era a água quente que estava entornando. Ele fechou a torneira, estava vazando um fio de água, mas multiplicado por horas, causou um terrível estrago. Johnny tentou puxar a tampa do ralo para tirar a água da banheira, mas parecia que estava bem cravado, ele acabou caindo dentro da água. Melanie riu da situação, ela tinha voltado no banheiro com um rodo, ela pegou na mão dele para tirá-lo de lá, mas ele puxou-a até a água da banheira, eles se beijaram na banheira. Eles tinham se encontrado naquele dia e estavam se beijando. A química entre os dois era bastante forte.

Estava bastante frio, a água da banheira já estava fria. Ela desenroscou a tampa da banheira, Johnny apenas puxou, mas aquele modelo primeiro tem que desenroscar. O rapaz ainda estava lá dentro, tremendo de frio. Ela encheu novamente a banheira com água quente com os dois lá dentro, ela delicadamente retirou a roupa dele, mas agora ele estava tremendo por outro motivo. Ele estava nu dentro daquela água, ela disse que voltaria em breve, ela tinha ido pegar sais de banhos e toalhas limpas para depois se secarem, colocou na água os sais verdes, uma quantidade enorme de sabão subiu. Ela retirou o vestido molhado, entrou nua dentro da banheira. Os dois ficaram abraçados dentro daquela água quente. Nunca esperaria que isso iria acontecer, dois calouros em uma auditório, momentos depois estariam nus dentro de uma banheira. Melanie tocou suavemente as costas de Johnny, fazendo uma massagem de maneira bem delicada.

Melanie se sentiu culpada, falou que não poderia estar fazendo aquilo. Pois estava com os sentimentos balançados, não sabia se poderia gostar do Johnny, pois tinha outro que tinha passado na sua vida que não tinha superado, pois não tinha sufocado este amor. Ele ficou chateado com aquilo, estava com uma mulher que parecia interessante, e ela falou do amor que tinha por outro. Melanie viu a gravidade das suas palavras, a sua maior vontade no momento era ter lavado a sua boca com sabão.

Johnny se levantou, pegou uma toalha, vestiu suas roupas molhadas e disse que era o momento de ir. Ele disse que em outro momento eles poderiam conversar. Melanie toda envergonhada disse que tudo bem. O viu indo embora pingando pela casa até chegar no seu carro. Refletiu, era melhor não ter falado o que guardava dentro de si. Sua vontade era pegar uma torradeira, jogar na água e morrer eletrocutada. Talvez seria a primeira vez que um relacionamento não seria baseado em jogos, tudo aconteceu tão naturalmente, não poderia perder esta oportunidade.

Ela teria coragem, iria consertar este erro. O amor de Johnny poderia ser muito valioso na sua vida. Ele não a fez de trouxa ou de burra. No caminho para a casa da avó de Melanie, tiveram uma conversa muito boa. Descobriram que tem gostos em comum, que Johnny é muito focado, é tímido como ela, no começo pareceu que ia ser difícil um diálogo, mas depois falaram como nunca. Melanie estava cansada de lembrar sobre o passado, como que tinha que ficar quieta quando criança, para os pais não brigarem com ela, como sua primeira paixão acabou em vácuo, como o garoto do alfabeto a menosprezava.  

Ela aproveitou aquela noite, limpou toda aquela bagunça. Viu que Johnny tinha deixado os documentos dele porta do banheiro, sabia que iria reencontrá-lo, entregar os seus pertences seria um modo de iniciar uma conversa e tentar uma aproximação.

Alphabet boy Melanie Martinez MV Ramon Cristian - Fanfiction - O garoto do alfabeto - Melanie Martinez - Capítulo 5

Fanfiction – O garoto do alfabeto – Melanie Martinez – Capítulo 5

Melanie conseguiu superar a paixão que tinha pelo garoto do parque que a fez de trouxa. Agora estava afim pelo conhecido garoto do alfabeto, eles estudaram juntos, foram da mesma sala por um tempo, depois de alguns anos se reencontraram.

O garoto do alfabeto era muito inteligente, era o orgulho da família e da escola. Ele era muito respeitado entre os colegas. Ganhava todos os concursos de soletrando, por isso tinha o apelido de garoto do alfabeto.

Ele gostava muito da Melanie, mas era arrogante e não queria admitir seu interesse por ela. Sua forma de demonstrar isso era a perturbando. Em uma aula ele fez um avião de papel e mirou nela, nesse momento a professora não estava, quando o avião bateu na cabeça dela, todo mundo da sala começou a rir. Ela ficou com muita raiva, se sentiu humilhada por cair nas brincadeiras no garoto do alfabeto. Uma vez, eles estavam numa sala de jogos, o garoto do alfabeto “tropeçou” e desfez toda a construção que a Melanie tinha feito com blocos de montar, mas ela não iria cair mais nesses truques dele para a deixar irritada. Estava convencida que não ia chorar mais por causa daquele idiota.

Por ele ser muito inteligente, conseguiu pular o ensino médio e entrar diretamente para a universidade! Ele tirou umas das maiores notas de vestibular da instituição de Letras da cidade. Ele adorava mandar mensagens para a Melanie, falando como era maravilhoso estar na universidade, como ele era muito inteligente e como ela era muito burra. Ela disse que pegaria o diploma dele, que o enfiara em um certo lugar, se isso realmente acontecesse, para ele não ficar surpreso.

“Garoto do alfabeto, eu não sou burra, eu sei ler, sou alfabetizada, para de ficar me perturbando”, escreveu ela em uma mensagem. “Foda-se seu diploma, se eu quiser entrar na universidade, também terei o meu, não me importa o seu diploma, não me importa o que você faz da vida”, Melanie sempre mandava estas mensagens para o perturbador.

Quando ele via que ela estava muito brava e que a situação ia ficar difícil, o garoto do alfabeto mandava algumas poesias para ela, falando indiretamente como ela era especial na vida dele, como ele não conseguiria viver sem ela. Melanie não se deixava convencer com este romantismo barato, se realmente, ele o amava, tinha que ser verdadeiro e deixar a arrogância para trás. Ele teria que entender que os dois não era mais crianças, o recomendável é que ele mudasse de atitude.

Um dia, ele estava indo para a universidade, quando viu a Melanie, indo para a escola com a sua mochila. Ela estava muito bonita, sua mochila tinha um desenho muito fofo de uma banda comendo um pedaço de bambu. Ele ficou de boca aberta com a mudança do corpo dela. Tinha tempo que não a via pessoalmente. Atravessou a rua, chegou por trás dela, ela tomou um susto, falou que ele não deveria fazer isso, o repreendeu. Meio sem graça, ele a convidou para um encontro, ela deu uma risada de vingança e recusou. Disse que não era aquela menina boba que estudou com ele, o garoto do alfabeto poderia colocar o nome dela na porta da geladeira para não esquecer de como soletrar o nome dela, pois a especialidade dele era só essa. Disse mais, não era ele o príncipe? Não era ele que era bom demais por ganhar todos os concursos de soletrar?

Melanie deixou claro que não queria mais nada com o garoto do alfabeto. Não adiantava aquele padrão de deixá-la com raiva e a tentativa de comprá-la com alguma coisa. De repente, ele chegava com uma maçã, falando que ela deveria se preocupar mais com a saúde. Em outros momentos ele oferecia um chiclete. Para convencê-la a conversar com ele, o truque infalível era os biscoitos de manteiga. Biscoitos de manteiga era uma das coisas que Melanie mais gostava na vida, mas ela resistia, não queria se sentir comprada pelo garoto do alfabeto.

Já crescidos, o garoto do alfabeto não desistiu da Melanie. Mas ela não queria aquele relacionamento, sabia que ele era uma pessoa autoritária, sabia que o trataria como uma subordinada, se acharia melhor do que ela. Melanie tem toda uma bagagem dos problemas que seus pais enfrentaram, era algo muito difícil de superar, não queria viver uma situação parecida. Ela era muito jovem, não queria estar presa com alguém que não a valorizava. Mesmo ele sendo bem-sucedido, viver de aparências estava fora de cogitação.

Com os anos, ela aprendeu todos os truques que ele utilizava. Nada mais era imprevisível, ela sabia todos os passos dele, só ele que não tinha percebido isso ainda. Com o passar do tempo, o garoto do alfabeto parou de perturbá-la, ela aprendeu se impor.

Melanie sentia alguma coisa por ele, mas não deixaria se permitir sofrer. Mesmo o conhecendo por muito tempo, isso não é justificativa de nada. Ela ainda era uma cry baby, mas não demonstrava isso tão socialmente como antes, sua fragilidade se tornou algo mais reservada para si. As pessoas são más, pessoas como o garoto do alfabeto, podem usar a sua fragilidade para afetá-la de alguma forma. Incomoda o fato de alguém tentar manipular os seus sentimentos. Por que a espontaneidade é algo tão difícil? O garoto do alfabeto foi criado sobre linhas muito duras, por muito tempo, Melanie tentou fazer com que ele fosse mais amável com os outros, mas cada um escolher o que acha melhor para si. Ela aprendeu que não tem como mudar as pessoas, a sua mãe tentou mudar tanta coisa, no final nada mudou, ela ficou louca e tudo saiu fora de controle de uma maneira bem intensa.

Ela já era uma mulher, em pouco tempo estaria na graduação. Veria o garoto do alfabeto, mas teria maturidade suficiente para ignorá-lo. O tempo que ele tinha, ele não soube aproveitar, agora ela precisava de um tempo para si mesma, quem sabe viria outro amor nos novos tempos que se aproxima.

Carrossel melanie martinez Ramon Cristian - Fanfiction - Carrossel - Melanie Martinez - Capítulo 4

Fanfiction – Carrossel – Melanie Martinez – Capítulo 4

Depois de todas as suas tragédias de infância. Melanie finalmente chegou a adolescência. Ela foi morar com a sua avó materna, que se sentia uma tonta por não ter percebido nada do que estava acontecendo com a filha, os netos e com o genro. A menina passou por tratamentos psicológicos para lidar com os seus traumas. Nunca mais teve proximidade com sua mãe, seu pai e seu irmão, provavelmente estavam mortos ou na cadeia.

Ela chegou em uma fase que sentia que era necessário sair. Sua avó não teria a capacidade de defendê-la de todos os perigos do mundo. Melanie precisava de suas próprias experiências. Mesmo com tudo o ocorreu, ela ainda acreditava que existia amor no mundo e que alguém poderia amá-la.

Em um dia qualquer, ela viu um anúncio que chegaria um parque de diversões na cidade. Ela gostava muito de carrossel, os achavam bonitos, Melanie gostaria de ter um carrossel em miniatura para que suas bonecas pudessem ter esta diversão. Estava decidida em ir no parque. Se arrumou toda, provavelmente era a pessoa mais arrumada na história indo em um parque de diversão. Colocou um vestido vintage e um arco na cabeça. Estava muito feliz por ter a oportunidade de ter esta experiência.

Quando chegou no parque, ela ficou assustada com a quantidade de pessoas que tinha no local, foi a primeira vez que via tanta gente. Estava com muita vergonha, mesmo assim, tentou encontrar algum funcionário do local para perguntar aonde ficava o carrossel. Ela encontrou uma senhora que a direcionou para onde deveria ir. Quase chegando lá, viu como seria estranho estar em um carrossel. A fila só tinha crianças com seus pais, como já estava lá, não iria desistir.

Um funcionário a ajudou a subir no carrossel, quando ela estava rodando em cima do aparelho, viu um cara rindo de maneira meiga, vendo aquela jovem em cima de um unicórnio. Parece que a atenção dela só ficou direcionada para aquele rapaz. Ele estava de calça jeans, camisa regata, mostrando os músculos, ele tinha o olhar bem penetrante. O carrossel estava indo em uma direção que não teria como vê-lo, ela virou a cabeça, sendo que ficou visível o interesse dela por ele.

Melanie percebeu que estava apaixonada. Como poderia se apaixonar tão rápido? O desejo dela era correr para os braços daquele desconhecido. Depois que o carrossel parou, ele chegou perto dela, vê-lo era como um conto de fadas. Era difícil acreditar que ele estava tão perto dela. Ele a convidou para um passeio, para brincar nos brinquedos. Ela pagou para eles um jogo de atirar água no alvo. “Por que estou pagando um jogo para um desconhecido? ”, ela pensou. Se sentiu um pouco burra, percebeu que estava sendo usada. Depois ele pediu para segurar a mão dela, o seu coração se derreteu, todos os seus pensamentos de como estava sendo trouxa ficaram para trás instantaneamente. Como ele era bonito e alto, será que poderiam ter um relacionamento?

Descobriu que o nome dele era Houdini. Ele a enrolou, falando que estava sem dinheiro. Se ela poderia pagar alguns brinquedos para ele, que depois eles saíram e teriam melhores dias da vida. Mesmo não o conhecendo, teve a sensação que, de certo modo, estava presa em um tipo de relação. Ela estava se divertindo, os jogos e as diversões estavam legais. Como ela tinha comprado aquele ingresso, não teria mais volta. Melanie estava focada em ir no carrossel, não pensaria que entraria em um jogo da paixão.

Foram para uma casa de espelhos, se viram de todos os formatos, alguns formatos eram assustadores. O Houdini por dentro poderia ser que nem algumas figuras bizarras dos espelhos mágicos. Depois foram para a caverna dos horrores, Melanie pensou que poderia usar o momento para segurar mais forte os braços do rapaz. Quando entraram, ela tomou vários sustos, até que, chegou um momento que tudo ficou em um silêncio total. “Melanie vá naquela direção, vou ver se a saída é por aqui, qualquer coisa te chamo ou você me chama”, O Houdini sugeriu. Ela concordou, os dois foram para direções diferentes. Melanie viu que ali era caminho sem saída, tomou mais alguns sustos, agora sozinha, tentou ir pelo caminho que o Houdini tinha ido, lá era a saída. Mas não o viu, perguntou pessoas próximas se tinham visto alguém de regata sair do brinquedo, uma senhora que estava esperando a neta sair do aparelho, falou que tinha visto um rapaz com características parecidas com a descrição ter saído da caverna uns minutos antes.

Bateu um desespero na Melanie, será que ele tinha ido no banheiro ou ido comprar alguma coisa? No fundo, ela tinha a esperança que talvez ele foi buscar algum presente para fazer uma surpresa para ela. Passou 15 minutos… 30 minutos… 1 hora! Ele não voltaria para a saída daquele brinquedo…, ela pensou em ir embora, mas ficou rodando o parque em busca do Houdini. Acabou o vendo, ele estava segurando a mão de outra garota. Houdini olhou para Melanie com desprezo. Ela entendeu o recado que ele queria passar. Melanie se sentiu derrotada, primeira vez que alguém chega perto dela e fora a primeira vez que levou um fora. Afinal, se no primeiro dia, ele fez isso, imagina se tivesse começado um namoro, as coisas iam ser piores.

Realmente, ela tinha sido feita de trouxa. Ela apenas estava criando ilusões com um desconhecido. Como ele foi capaz de insinuar sentimentos por ela?! Naquela noite, ela gastou quase todas as suas moedas, moedas que guardou por tanto tempo. Melanie pensou que teria sido melhor nem ter saído de casa, se fosse para ir no parque, que fosse apenas para ter ido andar no carrossel. Ela mesmo abalada, entrou na fila das crianças, para usar seu último dinheiro para ficar um tempo no unicórnio no carrossel.

Depois foi embora, chegou em casa, chorou, mesmo grande, era uma bebê chorona. Não contou nada para ninguém do que tinha ocorrido. Se arrumou para deitar, disse que deixaria toda esta história para trás.