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Alimentação para fortalecer o corpo e ida ao supermercado

Hoje fui no supermercado, pois as coisas aqui em casa estavam acabando. Quando cheguei lá, até me surpreendi. Nunca vi tanta gente em um supermercado ao mesmo tempo. A maiorias das pessoas estavam com caixas e mais caixas de cerveja, nesses momentos percebo que estou no Brasil. Grande parte do povo que estava ali estava comprando comida e bebida para passar o carnaval. 

Comentei que com o passar do tempo comecei a comer mais coisas industrializadas, pois onde morava, verduras, legumes e frutas são itens bem caros. Tomei consciência que precisava voltar a ter uma alimentação mais saudável. Passei longe do setor de biscoitos, pela primeira vez comprei mais alimentos frescos do que industrializados. Estou resistindo a tentação de ficar comprando um chocolatinho ou um doce, com o passar do tempo, isso se transforma em economia. 

Depois passei na feira e comprei algumas poupas de fruta e banana. Toda semana vou ir comprando as coisas aos poucos, desse modo não tem a chance de algo estragar. Me dá uma tristeza e um sentimento de culpa muito grande ver comida estragando. 

Minhas amígdalas incharam mais e começou a doer de novo. Tenho esperança que vou me livrar desse mal mudando meus hábitos, meditando para controlar o estresse e com regulação no sono. Fui no posto algumas vezes para ver se conseguia consultar, é horrível depender de saúde pública no Brasil, mas enfim, no final tudo vai dar certo.

Espero que meu corpo responda positivamente a essas mudanças. Eu sinto que estou renascendo, finalmente estou conseguindo me livrar de pensamentos e atitudes negativas. Estou jogando todos os lixos fora e limpando minha casa interna. Quero muito estar preparado para passar uma herança de prosperidade para as próximas gerações. A alimentação pode me ajudar nesse processo de fortalecimento e deixar a fraqueza mental e física de lado. 

Brasil um país pobre e caro

Muita gente tem a ilusão que o Brasil é um país rico. Ter o PIB alto não significa que o país é rico. Aliás, os países desenvolvidos nem usam o PIB como forma de medição, o PNB (Produto Nacional Bruto) é muito mais importante, pois ele realmente mostra mais as condições do país. Quando a maioria da população é de uma classe de renda baixa, isso significa que o país é pobre, pois a maior representatividade desse lugar é a pobreza. A definição de pobreza calculada pelo governo é totalmente irrealista, pois órgãos entendem que dá para viver com um salário mínimo (ou menos que isso), algo que sabemos que não dá. 

A pobreza não é algo visível, pois não é noticiado. Somos bombardeados apenas do que a riqueza pode oferecer, mas não se mostra a verdade atrás disso. Sabemos que para parte da população uma vida de luxo é apenas um sonho, por isso que os programas de televisão (e Youtube) fazem tanto sucesso, as pessoas querem se imaginar com aquilo que veem nas telas. 

Mesmo sendo um país pobre, temos um custo de vida muito alto. O dinheiro que temos no país não vale absolutamente nada, se comprarmos o necessário do necessário, ainda sim, a compra do supermercado pesa e consome uma grande parte da renda (Estou comparando com países de renda alta). Somos um país enorme, com grandes potencialidades de produção, a agricultura nacional deveria fazer os preços ficarem mais baixos.

As coisas são caras por dois fatores: Temos carência muito grande em investimento em logística e o efeito demonstração emite alguns efeitos.

Pelo fato do Brasil ser um país muito grande, transporte rodoviário pode ser algo que pode sair caro. O petróleo no território brasileiro não acompanha o preço internacional e é muito controlado pelo governo. Ou seja, os derivados do petróleo são muito mais caros. Quando compramos algo, tem o custo do transporte embutido, a gasolina cara faz aumentar o preço de praticamente tudo, pois somos dependentes do custo rodoviário. Qualquer país para reduzir custos deve ter uma rede ferroviária descente, pois transporte por trens é um dos meios mais baratos que existem. O litoral do país é enorme e grande parte da população mora mais perto do mar. Por quê não investir em transporte marítimo que ajuda muito a reduzir os custos? Por que não aumenta o transporte por cabotagem? Tem certas coisas que não consigo entender de jeito nenhum. Os custos com gasolina, manutenção de caminhão, com os milhares pedágios que existem, com o risco enorme de perder mercadoria por assalto ou acidente seriam minimizados ou eliminados.  

O efeito demonstração e a acomodação fazem com que os preços se mantenham elevados. Mesmo com altos custos operacionais e com impostos, eles por si só não explicam os preços de muitas mercadorias. Para se mostrarem socialmente, muita gente não questiona em pagar caro para exibir algo aos outros. Isso vai desde um ovo de chocolate até um eletrônico. Muitos consumidores ficam endividados, mas não querem sair do falso glamour. A oferta fazem estudos e fazem cálculos para saberem o quanto que os seus clientes estão dispostos a pagar determinado produto ou serviço. Se tivéssemos uma sociedade mais questionadora, isso pressionaria os preços para baixo. 

A influência da rede Globo no Brasil

A Rede Globo é uma das maiores empresas no ramo da telecomunicação. Muita gente endemonia a Globo com teorias de conspirações. A realidade é que a Globo é uma empresa como qualquer outra, e uma empresa tem a tendência de escolher o que é melhor para ela.  

Mesmo que as pessoas falem mal, não retira o fato que tal empresa influencia a vida do Brasil em geral. Todos os meios de comunicação possuem um conteúdo muito ruim. Tudo é muito sexualizado, todas as redes de televisão tratam a mulher de maneira muito sexualizada. O incrível é que muita gente acha isso normal. Se eu tivesse um filho(a), nunca que deixaria ele(a) ver televisão brasileira. Os princípios ficam muito distorcidos. Muita gente usa o argumento que criança não entende o que está sendo passado, acontece que, com o passar dos anos as coisas vão se encaixando. Como as coisas são colocadas na televisão, não são programações que fazem a mente humana evoluir. 

Não acredito que a Globo seja a malvada como muitos dizem. A empresa faz o que dá audiência e o que público gosta de ver. Audiência significa publicidade, publicidade significa dinheiro, dinheiro que faz com que as pessoas sobrevivam no sistema que vivemos. O problema é o público. Sem público não há espetáculo. 

Uma sociedade com um nível de educação melhor vai demandar conteúdos melhores e começará a questionar o que é passado como notícia. Uma mentira em que as pessoas precisam parar de acreditar é que existe mídia imparcial. Na vida, tudo o que envolve o mundo humano se torna parcial. O mundo político pode dar uma contribuição para a mídia, desse modo todo mundo ganhar dinheiro em cima de alguma coisa. Troca de favores envolve distorção de notícias. Distorção de notícias pode significa quem ganha e quem perde. O ignorante desinformado vai apenas confiar naquilo que vê na televisão sem nenhum questionamento. 

Atualmente a Globo e outras redes de televisão se sentem ameaçadas. Uma fatia do público começou a mudar de mentalidade e conteúdos de televisão não e algo que agrada. Os jovens dessa geração não se interessam mais sobre programas televisivos. Na minha época de pré-adolescência só se falava em Malhação e Big Brother Brasil. Hoje em dia para uma grande camada da sociedade seria uma vergonha e pode até ser mal visto falar que gosta de tais coisas. Vejo no meu irmão o comportamento da nova geração, atualmente o que tem um peso muito grande são as séries do Netflix e canais no Youtube.  As mídias tradicionais são muito rígidas para passar por uma transformação, mas aos poucos elas estão sendo forçadas a mudar. 

A primeira tentativa é se apoiar no governo (que recebe muito dinheiro dessas companhias como a Globo) e tentar derrubar os novos negócios. O mundo digital está revolucionando o mundo. Negócios recém-nascidos podem ter um poder enorme de derrubar os grandes, grandes que estão décadas ou mais de um século no poder. 

Espero que daqui alguns anos estejamos melhor em conteúdo e que a concorrência force mudanças nos padrões da mídia. 

Como fui excluído socialmente por causa do futebol

No Brasil, saber e gostar de futebol é algo muito importante socialmente (principalmente para os homens). Eu nunca gostei de futebol e nunca me interessei por este esporte. Acontece que, em muitas amizades o principal assunto é falar sobre campeonatos, times, jogadores e tudo o que envolve estes temas. 

Não sei como está o comportamento das novas gerações, na minha infância não gostar de futebol significava ausência de masculinidade. Infelizmente ainda persiste um preconceito de que as jogadoras de futebol são masculinizadas, e por serem profissionais nesse ramo, não podem ser femininas. Cada um tem um jeito de viver, mas o que prevalece é um estereótipo que não pode corresponder a realidade. 

Toda aula de educação física os meninos ficavam eufóricos para pode jogar bola. Eu na maioria das vezes brincava com a bola de vôlei com as meninas, ou ficava sentado sem fazer nada. Com o passar dos anos, fui ficando mais sentado sem fazer nada mesmo. Aquele momento era um alívio, dá um descanso das aulas. Algumas vezes o professor de educação física realmente nos obrigava a fazer aulas, mas todo mundo não estava nenhum pouco interessado naquilo, então ele sedia. Deixava cada um jogar o que queria. 

Eu era visto como um alienígena ou um ser de um lugar muito distante. No olhar de muita gente, não era normal um garoto não gostar de futebol. Esta cultura está impregnada em todas as classes sociais e não fazer parte disso pode ser desvantajoso.

Dentro da minha família não tive nenhuma referência de alguém que era apaixonado por futebol. Quando era apresentado para uma pessoa nova, em muitas vezes, umas das primeiras perguntas era para que time que eu torcia. Falava que não torcia para nenhum. Muitas vezes a reação era uma cara de espanto. Uma vez estava na cidade da minha avó materna, o nome do lugar é Corinto. Me perguntaram para que time eu torcia. Na hora inventei Corinthians, pois na minha cabeça de criança, o time tinha relação com a cidade. Fiz isso, pois desse modo pensava que as pessoas iam me perturbar menos por causa de futebol. 

As pessoas têm que entender que existem milhares de esportes, não precisamos ficar presos em um. Não sou melhor ou pior que ninguém por gostar de algo ou não. Quando estamos dentro de um padrão, é difícil enxergar como é o jeito de viver de quem está do lado de fora. Para quem ama, acompanha ou é fanático por futebol, pode parecer muito estranho quando encontra alguém que não se interessa pelo tema. 

Sei que temos mais empatia por pessoas com gostos mais parecidos. Acredito que devemos ceder um pouco mais de tempo para conhecer os outros. É muito errado fazer julgamentos com  base no esporte que a pessoa gosta ou não. Devemos explorar um pouco o mundo do esporte e descobrir novas coisas. Ficar preso apenas em um tipo de atividade fecha muito a cabeça em um mundo particular. Ninguém deveria ser pressionado a gostar de algo, isso deve ser espontâneo.