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Sociedade do consumo e da ostentação que não faço parte

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Não vivemos em sistema de castas, mas as disparidades das classes sociais é como quase fosse isso. As marcas dominaram a nossa vida e isso pode representar quem somos e o poder que podemos ter nas mãos. Alguém com um produto da Apple pode mostrar mais status do que um que tem o celular de outra marca. Quanto mais a pessoa pode consumir em relação ao ciclo social, isso também pode dá-la maior popularidade, principalmente quando ela tem algo que a maioria quer e não pode ter. 

Em Economia a palavra “ostentação” pode ser substituída por efeito demonstração. Isso não é um efeito novo. O desenvolvimento da América Latina foi marcada pelo efeito demonstração. A renda era (ainda é) concentrada nas mãos de poucas pessoas. Esta concentração de renda fazia com que houvesse consumo de luxo muito grande. Isso pode ser um dos fatores do atraso que sofremos. Estudando a disciplina Desenvolvimento sócio-econômico e formação econômica do Brasil dá para perceber isso. Pois este dinheiro poderia ter sido usado para investimento, educação e diversificação produtiva.  

Por conta desses desejos de ter mais popularidade ou adquirir algo por satisfação pessoal, a maioria não consegue fazer poupança. Sacrificam a vida toda no ter, mas no final não tem nada. 

Para quem pode comprar e não tem pressão financeira ao ter esses bens, não há maiores problemas. A grande crise é quando não se tem condições e a partir disso viver a base de crédito. Esta sociedade do consumo e da ostentação, pode aumentar as dificuldades da vida, principalmente quando chega a certo ponto que a pessoa não consegue arcar com seus compromissos. 

Deveríamos ter relações mais saudáveis, onde a inveja e a compulsividade fosse reduzidas. O marketing, e como ele atinge as pessoas é de maneira surpreendente. Elas acham que estão sendo empoderadas, mas no fundo há certa fraqueza e se tem a necessidade de um escudo. Só que este escudo não dura muito e sempre precisa ser renovado. 

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.