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O que achei de O Príncipe e Escritos Políticos de Nicolau Maquiavel

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Estas obras de Maquiavel é uma ótima referência para saber como era o pensamento do que abrange a questão política de sua época. Nos meus olhos, alguém que vive na década 10 do século XXI é esquisito o modo de vida do século XVI. O governo era muito ligado as tradições familiares, tudo parecia muito incerto. O governante sempre tinha que ficar muito atento, traições poderiam vir até mesmo da própria família. Lendo estes livros me deu a impressão que a morte na época era mais banalizada, como se as pessoas tivessem menos compaixão aos falecidos. 

Eu resumo o trabalho de Maquiavel em jogos de guerra. Parece que a vida se resumia a isso, havia a preocupação de ataques de inimigos, qual seria a melhor forma de atacar, qual seria a melhor forma de se defender, se tivesse um ataque surpresa o que poderia ser feito e etc. 

Maquiavel era bastante estudado e tinha muita convicção em suas palavras, mas parece que com o tempo ele foi vendo que não tinha tanto poder, as suas palavras estavam em um tom de piedade. 

Ele tinha um sentido muito aguçado no que se refere a imagem pública. Nos livros é possível perceber como ele já percebia as contradições entre política, cultura e religião e aconselhava os governantes a como lidar com isso. Maquiavel enxergava fora da caixa e via a sociedade em um sentido mais macro. Na minha opinião o ponto-chave que Maquiavel quis passar foi: como dosar. Ele explica qual a dose de regalias que se pode dá aos aliados e ao povo. A dose de opressão, se for demais tem um efeito negativo, mas se for de menos, também tem um efeito negativo na estabilidade desse governante. Ele diz que o príncipe deve ser respeitado e temido, fazer isso sem ser odiado, aí que está a grande complicação. Manejar um governo nessa sociedade devia ser uma pressão enorme (ou não), parte da humanidade respirava guerra, estando totalmente em estado bélico. 

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.