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Motivação mental para dizer não e realização de sonhos

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Um site que comecei a acompanhar matérias recentemente é o Me Poupe. Nathalia Arcuri dá dicas muito interessantes de como poupar e de como ter motivação para a realização de objetivos.

Não concordo com tudo o que ela fala nessa palestra. Muitos assuntos que ela aborda são desnecessários (na minha opinião). Mesmo não concordando com tudo o que ela diz, muita coisa extrai de bom de suas explicações.

Achei desnecessário como ela expôs os pais como incapazes, como ela se autopromoveu como superinteligente e como alisar o cabelo fosse uma vitória. Mesmo tendo esses pontos polêmicos. Algumas mensagens foram muito interessantes.
Vi que durante a graduação gastei muito dinheiro por causa de pressão social. Preciso de dinheiro para poder dar os próximos passos depois da minha estadia na UFES. Pretendo fazer um mestrado, tentar uma bolsa de MBA ou curso de idiomas, isso vai depender das oportunidades que abrirem. Para eu realizar os próximos sonhos depois de formar é necessário certa quantidade de dinheiro guardada. Sofri do chamado “efeito manada” e estava me sentindo excluído socialmente por não ir a certos lugares. 
Se libertar de prazeres imediatos é algo difícil. Ser excluído socialmente não é uma sensação boa. Nathalia disse uma coisa que mexeu profundamente com todas as minhas estruturas. Ela fala para pensar o dinheiro gasto como um pedaço do seu sonho que está indo embora. Pensar dessa forma é uma motivação mental muito forte. O pouco a pouco que se vai gastando no final se transforma em muito. Um motivo para eu estender minha graduação por mais tempo é guardar um dinheiro, dessa forma não sofrer e ter mais possibilidades de realizar alguns processos. 
Para o capitalismo se manter e minimizar os riscos de crises, é necessário que as pessoas consumam (na maioria das vezes, produtos ou serviços desnecessários). Por conta desse parâmetro social que estamos inseridos, há um bombardeamento para se sentir socialmente aceito, o processo se concretiza no mercado. Cria-se um desejo muito forte em adquirir algo para ter uma sensação de saciedade (muitas vezes o efeito disso dura pouco tempo). Quando a pessoa mora em um país rico, onde consumir o que se deseja não pesa na renda é totalmente diferente de morar em um país pobre, onde os preços são elevadíssimos e o comprometimento da renda é grande. Para um emergente se desenvolver, a etapa da realização de poupança é muito importante. 
Vivemos em uma realidade onde a maioria da população gasta mais do que ganha, é difícil resistir a pressão do consumismo. Um ser que vence este processo pode ser considerado um divergente. Estamos em um momento muito incerto e não dar os próximos passos em qualificação pode ser algo muito arriscado. Vou aprender a dizer não, toda vez que alguém me convidar para algo que gaste certa quantidade de dinheiro, se eu não disser não, um pedaço do meu sonho vai estar indo embora. Com o tempo quero ir me libertando do efeito manada (que é uma arma poderosa de alienação) e atrair mais sabedoria. 

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.