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Alphabet boy Melanie Martinez MV Ramon Cristian - Fanfiction - O garoto do alfabeto - Melanie Martinez - Capítulo 5

Fanfiction – O garoto do alfabeto – Melanie Martinez – Capítulo 5

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Melanie conseguiu superar a paixão que tinha pelo garoto do parque que a fez de trouxa. Agora estava afim pelo conhecido garoto do alfabeto, eles estudaram juntos, foram da mesma sala por um tempo, depois de alguns anos se reencontraram.

O garoto do alfabeto era muito inteligente, era o orgulho da família e da escola. Ele era muito respeitado entre os colegas. Ganhava todos os concursos de soletrando, por isso tinha o apelido de garoto do alfabeto.

Ele gostava muito da Melanie, mas era arrogante e não queria admitir seu interesse por ela. Sua forma de demonstrar isso era a perturbando. Em uma aula ele fez um avião de papel e mirou nela, nesse momento a professora não estava, quando o avião bateu na cabeça dela, todo mundo da sala começou a rir. Ela ficou com muita raiva, se sentiu humilhada por cair nas brincadeiras no garoto do alfabeto. Uma vez, eles estavam numa sala de jogos, o garoto do alfabeto “tropeçou” e desfez toda a construção que a Melanie tinha feito com blocos de montar, mas ela não iria cair mais nesses truques dele para a deixar irritada. Estava convencida que não ia chorar mais por causa daquele idiota.

Por ele ser muito inteligente, conseguiu pular o ensino médio e entrar diretamente para a universidade! Ele tirou umas das maiores notas de vestibular da instituição de Letras da cidade. Ele adorava mandar mensagens para a Melanie, falando como era maravilhoso estar na universidade, como ele era muito inteligente e como ela era muito burra. Ela disse que pegaria o diploma dele, que o enfiara em um certo lugar, se isso realmente acontecesse, para ele não ficar surpreso.

“Garoto do alfabeto, eu não sou burra, eu sei ler, sou alfabetizada, para de ficar me perturbando”, escreveu ela em uma mensagem. “Foda-se seu diploma, se eu quiser entrar na universidade, também terei o meu, não me importa o seu diploma, não me importa o que você faz da vida”, Melanie sempre mandava estas mensagens para o perturbador.

Quando ele via que ela estava muito brava e que a situação ia ficar difícil, o garoto do alfabeto mandava algumas poesias para ela, falando indiretamente como ela era especial na vida dele, como ele não conseguiria viver sem ela. Melanie não se deixava convencer com este romantismo barato, se realmente, ele o amava, tinha que ser verdadeiro e deixar a arrogância para trás. Ele teria que entender que os dois não era mais crianças, o recomendável é que ele mudasse de atitude.

Um dia, ele estava indo para a universidade, quando viu a Melanie, indo para a escola com a sua mochila. Ela estava muito bonita, sua mochila tinha um desenho muito fofo de uma banda comendo um pedaço de bambu. Ele ficou de boca aberta com a mudança do corpo dela. Tinha tempo que não a via pessoalmente. Atravessou a rua, chegou por trás dela, ela tomou um susto, falou que ele não deveria fazer isso, o repreendeu. Meio sem graça, ele a convidou para um encontro, ela deu uma risada de vingança e recusou. Disse que não era aquela menina boba que estudou com ele, o garoto do alfabeto poderia colocar o nome dela na porta da geladeira para não esquecer de como soletrar o nome dela, pois a especialidade dele era só essa. Disse mais, não era ele o príncipe? Não era ele que era bom demais por ganhar todos os concursos de soletrar?

Melanie deixou claro que não queria mais nada com o garoto do alfabeto. Não adiantava aquele padrão de deixá-la com raiva e a tentativa de comprá-la com alguma coisa. De repente, ele chegava com uma maçã, falando que ela deveria se preocupar mais com a saúde. Em outros momentos ele oferecia um chiclete. Para convencê-la a conversar com ele, o truque infalível era os biscoitos de manteiga. Biscoitos de manteiga era uma das coisas que Melanie mais gostava na vida, mas ela resistia, não queria se sentir comprada pelo garoto do alfabeto.

Já crescidos, o garoto do alfabeto não desistiu da Melanie. Mas ela não queria aquele relacionamento, sabia que ele era uma pessoa autoritária, sabia que o trataria como uma subordinada, se acharia melhor do que ela. Melanie tem toda uma bagagem dos problemas que seus pais enfrentaram, era algo muito difícil de superar, não queria viver uma situação parecida. Ela era muito jovem, não queria estar presa com alguém que não a valorizava. Mesmo ele sendo bem-sucedido, viver de aparências estava fora de cogitação.

Com os anos, ela aprendeu todos os truques que ele utilizava. Nada mais era imprevisível, ela sabia todos os passos dele, só ele que não tinha percebido isso ainda. Com o passar do tempo, o garoto do alfabeto parou de perturbá-la, ela aprendeu se impor.

Melanie sentia alguma coisa por ele, mas não deixaria se permitir sofrer. Mesmo o conhecendo por muito tempo, isso não é justificativa de nada. Ela ainda era uma cry baby, mas não demonstrava isso tão socialmente como antes, sua fragilidade se tornou algo mais reservada para si. As pessoas são más, pessoas como o garoto do alfabeto, podem usar a sua fragilidade para afetá-la de alguma forma. Incomoda o fato de alguém tentar manipular os seus sentimentos. Por que a espontaneidade é algo tão difícil? O garoto do alfabeto foi criado sobre linhas muito duras, por muito tempo, Melanie tentou fazer com que ele fosse mais amável com os outros, mas cada um escolher o que acha melhor para si. Ela aprendeu que não tem como mudar as pessoas, a sua mãe tentou mudar tanta coisa, no final nada mudou, ela ficou louca e tudo saiu fora de controle de uma maneira bem intensa.

Ela já era uma mulher, em pouco tempo estaria na graduação. Veria o garoto do alfabeto, mas teria maturidade suficiente para ignorá-lo. O tempo que ele tinha, ele não soube aproveitar, agora ela precisava de um tempo para si mesma, quem sabe viria outro amor nos novos tempos que se aproxima.

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.