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Resenha de O pequeno príncipe de Antoine de Saint-Exupéry

O pequeno príncipe é uma metáfora do mundo adulto. Antoine de Saint-Exupéry usou elementos para ilustrar fragmentos do que ele achava do mundo e um pouco da sua história. 

Normalmente os adultos têm a mania de sufocar os sonhos das crianças. Muitos sonhos podem parecer bobos na visão de um adulto, mas na verdade, todo sonho é válido e pode ser transformado em realidade. Além de tentar sufocar os sonhos, muitos adultos perdem a sensibilidade aos eventos em sua volta. A situação chega a certo ponto, que as pessoas não sabem o que estão fazendo, ou o porquê estão fazendo. Com o tempo se leva uma vida sem sentido e com um sentimento de vazio. 

Uma metáfora para representar o vazio da vida adulta são os planetas que o pequeno príncipe visita. Uns querem glória e reinar sobre o nada e querem ser o centro das atenções. Outro personagem é um bêbado. Em um mundo, o senhor quer ser um exemplo de conhecimento de uma área que ele nunca explorou, vivendo de achismos e apenas confiando em informações sem a mínima vontade de conferir se aquilo é verdade ou não. O contador de estrelas que diz que todas as estrelas são deles, pois disse que foi o primeiro a proclamar isso, resume muito bem o espírito humano de dominação. É meio perturbador o homem que vive com base em regulamentos fracassados e sem sentido nenhum, vive uma vida que é totalmente sem sentido ao extremo. O vaidoso era o mais chato de todos, acreditava que o universo o contemplava. 

No livro, o pequeno príncipe fala que tem que estar vigilante e não deixar os baobás crescerem no seu planeta. Entendi da seguinte forma: Devemos estar atentos ao nosso planeta (nossa vida) e não deixar os problemas crescerem de tal forma que seja impossível de resolvê-los. A todo tempo devemos estar vigilantes e não deixar que certas coisas tomem conta da nossa vida. 

A flor seria a representação de alguém que ele amava. Como todo mundo, esta pessoa tinham as suas imperfeições e talvez se achasse muito especial. Nas suas viagens durante a vida, Antoine constatou que tal pessoa não era tão especial assim. O que diferencia um ser do outro é o amor que sentimos, dedicação e tempo que gastamos com alguém. A raposa que se tornou amigo do pequeno príncipe mostrou que amizade (ou um amor) é um processo e que é algo que demanda tempo, mas como as pessoas estão tão apressadas, elas não têm tempo de fazer amizades, pois não é algo expresso como ir ao supermercado. 

Vejo a cobra como a representação das falsas amizades, aquelas pessoas que nos rodeiam e veem qual vantagem que podem retirar da gente. O pequeno príncipe era muito inocente para entender a maldade do mundo.

Gostei muito do livro. Ele me ensinou que não se deve desistir dos sonhos. Que nós não somos tão grandes e poderosos como pensamos. A lição mais importante para mim foi: Ver o mundo de maneira mais sutil e enxergar as belezas que normalmente não estamos acostumados a enxergar no nosso cotidiano. 

fx red light krystal - Uma sociedade vigiada e o fim da privacidade

Uma sociedade vigiada e o fim da privacidade

O livro 1984 de George Orwell

Este livro é assustador. Depois de lê-lo você nunca mais vai ver o termo Big Brother da mesma maneira. Esta história fictícia tem muito pontos parecidos com a vida real. O mais próximo do contexto do livro é o governo da Coreia do Norte. Uma sociedade extremamente vigiada, onde o propósito é manter o poder, maior do que o poder dos governantes, é o poder de manter a organização social de uma maneira. A mentira se torna a verdade, não importa se as informações são sem lógica. 

O líder perfeito: O Grande Irmão (Big Brother) é perfeito, o salvador, o deus que coordena a sociedade. Ele é amor, mas pode ser mão de ferro contra os seus inimigos. Ele tem que ser adorado, adorá-lo publicamente é um sinal para ser bem visto socialmente.

Os inimigos: O inimigo interno tem um rosto, um rosto que ninguém viu, só se houve falar. Fazer aliança com este inimigo pode significar prisão e morte. Mostrar o ódio a este homem é necessário e obrigatório. A sociedade acredita que estão numa guerra com outras duas super-potências mundiais. Estas potências podem ser verdade ou não, isso ninguém sabe, o personagem principal acredita que também existe estes outros dois blocos, mas isso também pode ser uma mentira do partido para tentar justificar os seus atos.

As pessoas: Há dois tipos de pessoas, as que pertencem ao partido e os proles. O proletariado são tão pobres, miseráveis e ignorantes, que não é muito necessário vigiá-los e ter preocupação com eles. Dada a sua condição e incapacidade de interpretar o mundo, o partido acredita que nunca fariam rebeliões e não teriam capacidade de abalar o sistema. O grande perigo são as pessoas do próprio partido, este dividido em dois, os de “alto escalão” e os de “baixo escalão”. Os membros do poder têm direito a uma vida confortável e ao luxo. Os membros do partido externo, como se fosse os funcionários públicos, tinham uma vida com um padrão não muito bom, mas não tinham certas preocupações como morrer de desnutrição. Os desejos e todo tipo de prazer era punido, o sexo era algo impuro, apenas poderia ter relações sexuais para gerar novas pessoas.

Sociedade vigiada: Toda a sociedade era vigiada, todo mundo poderia denunciar todo mundo caso uma regra fosse quebrada. O foco era os membros do partido, pois estes eram considerados uma ameaça. Tinha a polícia do pensamento, que poderia ser qualquer um e poderia estar em qualquer lugar. Todas as casas dos membros do partido tinha um aparelho que vigiava o que estavam fazendo, era necessário acompanhar os programas e fazer o que o Grande Irmão pedia.

Língua: estava em um curso um processo de modificação do idioma. Este seria um instrumento poderoso para manipular e teria uma nova maneira de modificar a realidade.

O passado: algo que não existia, as histórias poderiam mudar a qualquer momento, o que o partido falasse no momento era a verdade. Uma maneira de apagar o passado seria pela língua, depois de alguns anos, qualquer texto antigo e qualquer vestígio seria incompreensível.

Dias atuais

É muito inocente quem pensa que ainda tem privacidade. Somos vigiados o tempo inteiro. Quando saímos na rua, existe várias câmeras nos filmando. A burocracia faz surgir centenas de documentos que podem rastrear as nossas vidas e as tecnologias que usamos registram os nossos dados. 

O fim da privacidade chegou a certo nível, que as pessoas precisam ficar mostrando para a sociedade tudo o que fazem e aonde estão. Algumas pessoas que não se expõe muito, em alguns casos são até excluídas socialmente. O mundo virtual é aonde normalmente muita gente se expressa o que realmente sente ou pensa. Os computadores, smartphones e gadgets em geral são como uma barreira de proteção, onde se espera que se possa escrever e exibir coisas e não ser punido por isso. Não se engane, todos os dados que estão na internet são dificilmente apagados. 

Dados são muito importantes para muitas coisas. Pode-se rastrear comportamentos. Estudos sociais podem ser feitos. As informações do que é coletado é usado desde a indução a compra de um produto até a investigação dos governos. 

Me sinto já sendo vigiado por um ser maior. A impressão que eu tenho, é que algo ou alguém tem um controle imenso no mundo. Acontece que, ninguém percebe o caminho que a humanidade está seguindo. Apenas está se aceitando passivamente o controle das massas. Não precisa ser muito esperto para perceber que a grande mídia leva as pessoas a terem atitudes que as levam para a destruição. A sensação que tenho que estamos em uma guerra silenciosa. Nessa guerra são poucos que vão sobreviver. Muitas pessoas vão morrer pelas drogas. Outras pela violência. Além do físico, muita gente não está aguentando a pressão psicológica de buscar ser bem sucedido. Coitado daqueles que ficam apenas sentados esperando alguma solução, a mudança começa de dentro. 

Abre os olhos e percebe o que está acontecendo no mundo.

Freakonomics e Superfreakonomics de Stephen Dubner e Steven Levitt

A sociedade é um organismo muito complexo. A ciência tenta mostra a essência das coisas e assim entender mais os fenômenos que estão a nossa volta. A Economia é uma área que possui várias interpretações do mundo, cada teoria mostra uma visão. Há uma busca de espaço e de reconhecimento. 

Esses livros são bem interessantes pois mostram elementos que em um primeiro momento pensamos que não têm nenhuma conexão, mas que de fato são conectados. Uma mudança em fator um pode afetar muito o outro. Esta pesquisa deu uma amplitude em conceitos econômicos e o que chamamos de extra-econômicos. Os autores me ensinaram a ter uma visão mais ampla dos problemas, os governos, as instituições e o próprio indivíduo não se deve prender ao conceitual e explorar todas as formas de resolver um problema. Algumas vezes a solução de algo pode ser mais simples do que se imagina. Para ilustrar isso, achei esta matéria da BBC muito interessante, mostrando como máquinas de lavar dentro da escola reduziu drasticamente a evasão de alunos.

Como máquinas de lavar ajudaram a reduzir faltas em 90% em escolas dos EUA

Uma lição interessante de Freakonomics e Superfreakonomics é saber que as pessoas são movidas por incentivos. Que qualquer lei, política ou regra deve ser pensada em saber como que os afetados por tais medidas podem reagir. Os livros têm exemplos polêmicos que podem chocar os mais conservadores, é preciso ter a mente aberta para conseguir realizar a leitura desse conteúdo. 

Há certas coisas que acreditamos que podem não ser verdade. O censo comum cristaliza muitos fatos e eventos, percebi que devemos ter curiosidade para indagar e não aceitar tudo o que ouvimos, principalmente o que é mostrado na mídia. 

Recomendo muito a leitura de Freakonomics e Superfreakonomics, os autores possuem mais livros, quando for possível, quero ter acesso a essas publicações, pois o trabalho deles é freak. É algo que vale a pena conferir. 

Empresas feita para vencer – Good to Great – Jim Collins

Este livro é muito interessante para entender esta fase do capitalismo de concorrência acirrada e saber o porquê algumas empresas tem êxito e outras não. Jim Collins fez um trabalho científico para responder esta pergunta. A tradução do título do livro para o português foi decepcionante, pois retirou a essência do que o autor quis passar. O nome do livro é Good to Great, então uma tradução boa seria “Como ultrapassar o bom e ser o melhor” ou algo do tipo. 

É possível notar na leitura que alguns mitos são desfeitos. Os elementos importantes para o desenvolvimento da empresa são postos em evidência. O foco principal é a liderança do nível 5, os líderes da empresa que possuem este perfil têm grandes chances de sucesso. O CEO não pode ser uma pessoa com o ego elevado, deve ser alguém que possui humildade e modéstia, um líder que tem determinação de fazer a empresa se tornar excelente. Em Good to Great, Jim Collins explica cada nível e suas características.

Pontos importantes que achei muito interessante no livro que é diferente do que as pessoas podem pensar em um primeiro momento:

  • É necessário colocar as pessoas certas na empresa, pois assim não se terá que gastar tempo, energia e dinheiro com motivação, gerenciamento e controle. Pois estes funcionários vão saber o que fazer. Na dúvida, é melhor não contratar. 
  • Não é novas tecnologias que fazem a empresa crescer, mas sim a utilização de recursos. Inovações devem auxiliar o crescimento, mas nunca se deve esperar por elas como iniciadora de um processo.
  • A empresa aprende com o tempo a melhor forma de se desenvolver, não existe fórmula mágica. 
  • O mais importante do que fazer, é do que não se dever fazer.
  • Os melhores funcionários devem estar aptos para as melhores oportunidades, não para resolver os maiores problemas.

Uma analogia muito interessante que foi colocado no Good to Great foi a do porco-espinho. 

Passos importantes:

  • A empresa deve focar em algo que ela possa ser a melhor.
  • Analisar o que gera renda para a empresa
  • Descobrir aquilo que incita uma paixão.