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Como a repressão social afetou a minha vida

As crianças possuem uma sensibilidade maior, pois o processo de repressão é menor. Com o passar dos anos, o ego vai ganhando mais espaço. Lembro de várias coisas que fui perdendo com o tempo. 

Mesmo tendo 19 anos, eu lembro muito bem como era os meus sentimentos e minha mentalidade quanto era criança. Lembro da leveza que era até a era de sofrimento que passei quando meu pai retornou com a minha mãe. 

Eu tinha sonhos muito vívidos, podia sonhar e ver novos mundos. Sonhava frequentemente como uma espécie de uma cidade medieval, o lugar era vazio, eu me divertia muito voando os céus nos tons púrpuros daquele lugar. Por muito tempo me senti acompanhado por alguém que sempre estava o meu lado, sempre perguntava coisas para esse ser. Uma vez embaralhei várias cartas, coloquei todas elas para baixo e perguntava esse ser quais eram os pares, surpreendente sempre encontrava os pares. Por uma crença religiosa, fui ignorando e suprimindo essa energia espiritual, comecei a acreditar que tudo isso era criação da minha mente. Passei a ter medo de ficar sozinho, pois sentia que estava sendo vigiado. 

O mundo da magia era muito presente na minha vida. Acreditava em fadas e ajudadores não humanos. Falava com as plantas e tinha uma conexão mais profunda com a natureza. Só que não conseguia interpretar este universo não visível. 

Sempre tive uma conexão muito grande com a prosperidade, mas fui reprimido, como desejar o melhor fosse errado e que deveria aceitar a realidade (de pobreza). Estou fazendo renascer esse sentimento e empoderando a prosperidade dentro de mim, as barreiras limitantes não me impedirão mais. É estranho como as pessoas são presas ao ego de maneira tão intensa. 

Tudo que vivi foi muito importante para entender vários intensidades de padrões energéticos, me sinto mais preparado para ajudar a novas gerações a se libertarem de padrões que deixam a vida menos saudável e estagnada. 

Como lidei com a rejeição do meu pai e família

Meu pai é uma pessoa muito problemática desde muito novo. Minha mãe decidiu se relacionar com ele, mesmo tendo todos os desafios que ela iria passar escancarados na sua frente. Não sei o que acontece, mas ela tem dificuldade de ver os impactos de suas escolhas e toma muitas decisões erradas. Espero podê-la ajudar a se libertar disso e auxiliar na sua expansão de consciência. 

Nunca tive contato com meu pai durante muito tempo. Fui ver ele depois de muitos anos, tinha muita curiosidade de ver o rosto dele. Eu de alguma forma atraí este ser para a minha vida, tinha um desejo muito grande de ter um pai presente, mas as coisas não foram como no mundo perfeito que acreditava. 

A primeira vez que o vi foi desolador, estava sujo, descalço e bêbado. Por algum motivo, mesmo vendo aquela cena, minha mãe aceitou voltar com ele. Nós os vimos quando estávamos de férias na cidade da minha avó. Depois de algum tempo quando estávamos em casa na nossa cidade, minha mãe combinou dele morar com a gente. Sabia que aquilo não ia dar certo. Quando ele chegou, já estava bêbado e eu com muita raiva. Minha mãe tentou apaziguar as coisas, mas minha raiva seria algo que só cresceria.

Eu era a única pessoa que contrariava ele, por causa disso, ele fazia a cabeça da minha mãe contra mim. Com o tempo ela defendia ele com unhas e dentes. Ela chegou a me machucar fisicamente por causa dele (ela foi acumulando raiva de mim, chegou um momento que as coisas explodiram). Por falta de coragem, não consegui pedir para morar com outros familiares para sair daquele sofrimento. Toda vez que sinto estes dias, me dá um sentimento de frustração e falta de confiança, principalmente da minha mãe que por muitas vezes não me defendeu. Sinto que nossa relação de confiança nunca vai ser a mesma. 

Para me atacar, aquele homem falava que fazia as coisas por minha culpa. Que eu era o culpado dele beber e pelas coisas estarem naquela situação. Ele se incomodava muito comigo, falava que não deveria estar o todo tempo dentro de casa, não podia ver meus desenhos na televisão em paz e sempre arrumava algo para me atingir (que aumentou a minha baixo auto-estima). Eu fui muito imaturo para lidar com isso, mas também não tinha nenhuma experiência em conviver com alguém viciado em algo. 

Um dia finalmente chegou a data da partida dele da nossa convivência para sempre, esse momento foi um dos melhores na minha vida. Espero passar por isso nunca mais, não admito sofrer por causa de ninguém. Se minha mãe, meu irmão, futura esposa e filhos entrarem no mundo do vício, ajudarei de longe e direi adeus. 

A família do meu pai nunca quis saber sobre mim. Por muito tempo fiquei afetado com isso também. Mas hoje, vejo as coisas de uma maneira diferente. Sou grato por esses acontecimentos terem passado pela minha vida, tive lições muito preciosas e agradeço pelo aprendizado que tive. Aprendi a atrair energias melhores para mim. Não deixo ninguém me desvalorizar, eu tenho minha beleza, eu tenho minhas competências e me esforço sempre buscando uma qualidade de vida melhor. Não sou culpado pelo fracasso de ninguém, e se alguém me disser isso hoje, não vai ser algo que me afeta. Laços familiares não são tão importantes assim, pessoas fora do ciclo de DNA podem se importar mais comigo do que um familiar. 

Me sinto muito mais realizado, este sensação veio internamente, não preciso de uma manifestação externa para sentir bem comigo mesmo. Não preciso mais me encaixar em padrões de família perfeita. 

Carnaval – A anestesia do vazio

Ainda não consigo entender muito bem esta histeria por causa do carnaval. Para algumas pessoas é a época mais esperada do ano. É um período onde muita gente aproveita para beber, se drogar, fazer sexo com desconhecidos e etc como se não houvesse amanhã. 

A verdade é que, por saberem que existe um possível perdão de um Deus ou uma divindade superior, se tem a crença que se terá o perdão. Muita gente fica no caminho errado, pois no contexto social acredita-se em um refúgio. Este refúgio pode ser uma igreja, templo, centros, entre outros. Isso é duro, mas os hábitos dessa sociedade são esses. Somos totalmente responsáveis por nossos hábitos e recebemos de volta tudo aquilo que fazemos. 

Por viverem uma vida infeliz e sem rumo, acontece que, certos indivíduos tentam anestesiar o vazio existencial. Claro que existem pessoas que são responsáveis que aproveitam essa festa, buscam uma forma de diversão, mas fazem tudo com moderação. Mas sabemos que parcela da sociedade não tem responsabilidade, infligem regras e não cuidam nem do próprio templo (o corpo). 

Outra coisa que fique marcante nessas festas, que abrangem várias camadas da sociedade, é a evidência que estamos em estado de guerra. Todo o tipo de comparação fique evidente e o esforço para parecer melhor é muito grande. Exemplos de competição social: Quem fica com a maior quantidade de pessoas, quem tem mais relações sexuais, quem bebe mais, e etc. Muitas dessas competições não parecem ser atitudes saudáveis, às vezes alguns indivíduos nem estão se sentindo confortável fazendo certas coisas, mas são feitas para não haver uma negação social. Acho muito engraçado e estranho ver vários e vários foliões que estão sob efeito manda e nem se dão conta disso. 

A festa da carne é um momento perfeito para analisar como as pessoas se comportam. 

Alimentação para fortalecer o corpo e ida ao supermercado

Hoje fui no supermercado, pois as coisas aqui em casa estavam acabando. Quando cheguei lá, até me surpreendi. Nunca vi tanta gente em um supermercado ao mesmo tempo. A maiorias das pessoas estavam com caixas e mais caixas de cerveja, nesses momentos percebo que estou no Brasil. Grande parte do povo que estava ali estava comprando comida e bebida para passar o carnaval. 

Comentei que com o passar do tempo comecei a comer mais coisas industrializadas, pois onde morava, verduras, legumes e frutas são itens bem caros. Tomei consciência que precisava voltar a ter uma alimentação mais saudável. Passei longe do setor de biscoitos, pela primeira vez comprei mais alimentos frescos do que industrializados. Estou resistindo a tentação de ficar comprando um chocolatinho ou um doce, com o passar do tempo, isso se transforma em economia. 

Depois passei na feira e comprei algumas poupas de fruta e banana. Toda semana vou ir comprando as coisas aos poucos, desse modo não tem a chance de algo estragar. Me dá uma tristeza e um sentimento de culpa muito grande ver comida estragando. 

Minhas amígdalas incharam mais e começou a doer de novo. Tenho esperança que vou me livrar desse mal mudando meus hábitos, meditando para controlar o estresse e com regulação no sono. Fui no posto algumas vezes para ver se conseguia consultar, é horrível depender de saúde pública no Brasil, mas enfim, no final tudo vai dar certo.

Espero que meu corpo responda positivamente a essas mudanças. Eu sinto que estou renascendo, finalmente estou conseguindo me livrar de pensamentos e atitudes negativas. Estou jogando todos os lixos fora e limpando minha casa interna. Quero muito estar preparado para passar uma herança de prosperidade para as próximas gerações. A alimentação pode me ajudar nesse processo de fortalecimento e deixar a fraqueza mental e física de lado.