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A menina que roubava livros de Markus Zusak

Este foi o livro que mais me dediquei a ler até hoje. Acredito que tenha terminado de ler ele em uma semana e alguns dias. Pois tinha o pegado emprestado de uma colega de classe. Como estava chegando a horar de mudar de cidade, então teria que devolvê-lo em pouco tempo e não queria deixá-lo pela metade. Toda vez que penso em uma tarefa de dedicação, vem a imagem da A menina que roubava livros. 

Não vi o filme, e nem sei se tenho coragem de ver. Pois a imagem dos personagens ficou gravado na minha mente e não sei se vou conseguir desconstruir isso. O livro é bem descritivo e cheios de detalhes, não dá lacunas para interpretações erradas. O começo dele já é estingante e dá uma curiosidade para continuar. A história é contada pela Morte, isso já faz as coisas serem interessantes.

O contexto é a época do holocausto. A personagem principal é Liesel Meninger, uma garota que por causa da guerra, vai morar com pais adotivos. Achei engraçado a mãe adotiva com seus palavrões em alemão, isso ficou um tempo na minha cabeça e ficava tentando pronunciar as falas mentalmente. Em muitos momentos a família passa por momentos de dificuldade, para agravar a situação eles escondem uma pessoa da morte. Algumas atitudes podem parecer duras, mas sempre dá para ver o fundo de amor que os capítulos transmitem. 

A ficção parece tão real, que poderia até ser uma história verdadeira. Markus Zusak tem uma lógica de escrita muito boa. Jurava que o escritor era alemão, mas descobri que ele é australiano. Ele tem descendência alemã e parece que ele estudou história a fundo antes de escrever.

Não quero contar ou fazer um resumo do livro para não ser um tipo de spoiler, apenas quero mostrar a essência da obra. 

Resenha do livro Sonho Grande de Cristiane Correa

O livro mostra a história de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. É interessante notar como cada empresário tem a sua própria personalidade e uma maneira de gerir os negócios. 

Aprendi muita coisa com este livro. Quando se tem o sonho, vi como é muito importante trabalhar em cima dele, a tarefa não é fácil, mas no final se tem uma recompensa. É importante começar e adquirir experiência, pois isso pode ajudar em desafios futuros. Não é vergonha pedir ajuda as pessoas que possuem experiência em determinada área, é necessário ser um pouco ousado para poder extrair o máximo dos melhores. Para uma boa gestão, humildade é essencial para poder se desenvolver. 

O parâmetro das maiores empresas brasileiras não era muito boa. Tais empresas eram ambientes de luxo para os executivos, com um sistema de incentivos que não funcionava e baixa produtividade. Empresa não é lugar para se ter luxo, é necessário trabalho para crescer o nome da marca. O livro de certa forma mostrou a quebra dessa hierarquização excessiva que se possuía dentro das grandes corporações. 

Sonho Grande foca mais na vida de Paulo Lemann e sua trajetória profissional e pessoal. Ele foi uma pessoa que já nasceu em uma família com um padrão alto de vida, para mim é um tarefa difícil se espelhar nele. Pois ele teve muitas oportunidades que grande parte da população não tem. Claro que não estou tirando o mérito dele, só estou dizendo que o início de sua história pode ser incompatível para a maioria. 

Aprendi que é necessário sempre estar a frente das novidades e aprender a criar oportunidades quando elas ainda não existem. O livro mostra uma cultura organizacional bem louca e não sei se é todo mundo que teria sangue para viver nos ambientes ditados, isso até lembra o pouco das loucuras da AIESEC, mas que no final tudo dá certo. 

Resumindo: Com Sonho Grande aprendi que devemos dar tudo por aquilo que acreditamos, mas tem que ser algo que amamos para que este esforço não seja em vão. 

Acadêmicos versus Empresários: Visões de mundo

Antes de entrar na universidade nunca tinha pensado sobre isso, mas com o tempo vi que a configuração mental de um acadêmico e de um empresário é muito diferente. Lembrando que não estou generalizando. 

Nunca ouvi isso diretamente, mas parece que a visão da Academia olhando para o mercado, é uma visão bem pessimista. Tem aquela ideia que o mercado é explorador, que retira o ganha pão dos pobres para deixar os ricos mais ricos. Parece que o mercado financeiro é um monstro que vai destruir o mundo em breve. Claro que o mundo não é  um espaço que tem apenas mil maravilhas, mas acredito que é necessário ponderar as coisas. Sim, o mercado tem muitos defeitos, mas é preciso olhar pelo outro lado. As empresas geram inovações que melhoram a vida de muita gente, podem gerar oportunidades de crescimento e aprendizado. Na minha opinião, as pessoas devem moldar as empresas para que todo mundo possa ganhar. 

O empresariado não é burro, e eles devem imaginar o que é falado deles durante os eventos acadêmicos. Vários empresários querem apenas um ensino técnico nas instituições de ensino, mas para quem entrou em um curso para se tornar um profissional também é necessário um pensamento crítico. 

Parece que adultos são piores que crianças e quando estão em rixa, é muito difícil uma conciliação. Na minha opinião deveria haver uma relação melhor entre a Academia e o Empresariado, principalmente as instituições federais que têm uma resistência maior. Muita gente tem medo que o ensino fique subordinado as empresas, mas acredito que as estruturas devam ser bem amarradas para não ter uma subordinação, mas sim uma cooperação. Se até na China o sistema deu mais do que certo, não entendo o porquê de tanto medo. Parece que com o tempo este medo  de integração foi-se enraizando e não está deixando estas instituições se fortalecerem.

 

Meu padrão de beleza: O que as pessoas não entendem

Por causa das mídias que acesso desde criança, criei padrões diferentes da maioria das pessoas da minha idade. Sempre tive ideais diferentes e todas as modas comuns para pessoas da minha faixa etária nunca tive interesse. Exemplos: Nunca cortei meu cabelo inspirado em um jogador de futebol, nunca assisti Rebelde, Chiquititas, não escutei as músicas populares do ano e não tinha acesso aos games populares. Talvez estes foram elementos que dificultaram a minha socialização. 

Comecei a ter padrão do que é belo, através dos animes e doramas. Do jeito meigo de ser e do parecer inocente. Gosto de um estilo jovial, que parece que a idade não passa com o tempo. Através do meus amigos, percebo que o estilo deles é totalmente diferente. No Brasil é mais valorizado uma pessoa que se pareça mais velha, com um corpo mais maduro. É valorizado homens de barba feita, mulheres com seios grandes e esteriótipos desses estilos. 

Mesmo vivendo no Brasil e nunca ter saído daqui, estranho a própria cultura de onde vivo! Alguns me acham bem estranho por não sentir atração pelo que a maioria sente atração. Acho mais interessante corpos magros, por dar impressão de uma aparência mais jovem. Mas o padrão dominante do país é de um corpo fitness.

Isto que estou dizendo sobre preferências não é um tipo de preconceito, não negaria em conhecer garotas de outros tipos e estilos, só estou dizendo que com o tempo idealizamos as nossas preferências, acredito que a maioria das pessoas fazem isso. 

Valorizo muito a pele, acho muito bonito uma pele bem cuidada. Isso tenho muita influência do sudeste asiático, onde se valoriza muito este aspecto. No Brasil se valoriza mais maquiagem pesada e bronzeamento, coisas que não acho bonito. Eu quase sempre passo protetor solar, para ter menos dano da luz solar. Tem gente que acha isso estranhíssimo, na cabeça de algumas pessoas devem passar o seguinte: “Como um homem jovem quer cuidar tanto de pele? É sério mesmo que ele estar passando protetor solar sem ir à praia?”

Com a globalização que sofremos, mais e mais pessoas podem não se identificar com os padrões culturais da região aonde nasceu ou aonde mora. E isso também interfere como enxergamos a beleza e como alguns aspectos podem conflitar com a opinião pública a nossa volta.