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Como é ser aluno da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo)

Quando se sai de uma etapa de ensino e se entra em outra, há muita expectativa do que vai acontecer. Sim, as coisas mudam, mas não são mudanças radicais. As pessoas do ensino fundamental, são as pessoas do ensino médio e são as pessoas que vão para o ensino superior.

Como já contei aqui em um post, vim na cara e coragem para Vitória, longe de qualquer parente. Não vim nos primeiros dias de aula, por questão financeira, lá em casa estava zero de grana e não teria como me manter nos primeiros três dias pelo menos. Quando cheguei foi aquela ansiedade, principalmente para arrumar minhas coisas na minha nova moradia e para saber como que era a universidade. Minha mãe fez a graduação de serviço social em uma faculdade particular, eu tinha aquela imagem de ensino superior.

Contando sobre os meus primeiros dias. Quando cheguei ainda não tinha nenhuma matéria, apenas apresentações dos veteranos e professores. O curso de Economia tem um grau de desistência bastante alto, então acredito que esta primeira semana foi mais leve para não assustar e dar uma esperança para os novos estudantes. Depois de todos os eventos de manhã, logo em seguida havia o trote. Ninguém era obrigado a participar de nada, eu preferi não participar de nada. Primeiro que não conhecia ninguém, não sabia da índole dos que estavam ali e o que eram capazes de fazer. Segundo, se acontece qualquer coisa, não teria absolutamente ninguém para me socorrer. Por estar “sozinho” em um lugar desconhecido, preferi ser bem cauteloso.

Com o tempo há uma adaptação ao sistema e acabamos pegando a manha e sabendo as falhas que a universidade possui.

O que salva muitos estudantes na universidade é o RU (Restaurante Universitário), onde se pode almoçar e jantar por um preço bem barato, dependendo da renda, nem paga. A comida não é uma das melhores do mundo, mas ajuda muito para quem precisa ficar na universidade o dia inteiro, e é uma preocupação a menos. Os gastos com alimentação são substancialmente diminuídos.

Descobri que há muitas greves sem sentido. E algumas vezes tem conflitos entre professores, servidores e alunos. É muito chato quando a biblioteca fecha do nada, a causa da greve pode ser até justa, mas acredito que por questão de respeito se deve avisar com antecedência e explicar os motivos das greves.

Quando se tem um problema se demora meses (muitos meses mesmo) para resolver. Neste momento estamos sem xerox desde o outro semestre e no RU não estão servindo suco, e acredito que pelo ritmo que a UFES anda isso só vai se resolvido ano que vem.

O principal lado bom, é que para a maioria das pessoas, as relações de amizade são bem fortes da universidade. Principalmente porquê se passa muito tempo com as mesmas pessoas por muitos anos. Depois de formado, se tem uma outra família.

Aprendi que tem adultos que nem crianças. Tem alguns professores que parecem crianças mimadas, que se questionados, batem o pé no chão e fazem bico. Não vale a pena perder o tempo com este tipo de pessoa. Infelizmente tem muita gente de mente fechada, que acredita que encontrou uma verdade absoluta.

Outra coisa interessante é a questão política. Na UFES dá para verificar o “nascimento” de novos políticos e também podemos ver candidatos a cargos políticos muito populares entre os professores e alunos.

Tem os eventos chamados calouradas (que duram o ano todo), onde as pessoas vão apenas para beber, ficarem loucas e fazerem aquelas coisas…. Nunca fui em um evento desse, pois não sou muito fã de lugares cheio de gente.

Durante a graduação dá para conhecer muita gente nas palestras e eventos que acontece durantes os semestres. Quem quer, consegue fazer uma networking bem forte.

Durante estes anos ficamos mais maduros e o processo de escolha cada vez fica reservado para a própria pessoa, sendo que a dependência de terceiros diminuem. Aqui você meio que se liberta no que você é de verdade. Tem gente que se “joga” nas festas, drogas e bebidas. Mas, pelo outro lado, tem a possibilidade de sair daqui um grande profissional.

Aprendi a ter a mente mais aberta.  Com eu tenho meu processo de escolha, cada um tem este mesmo processo. E as atitudes dos outros me passou a incomodar cada vez menos. E outras visões de mundo, não fazem os outros pessoas ruins.

Nota final: A maioria das pessoas que dão o trote, nunca mais vi na vida!

 

Não desistir do sonho de empreender

Desde adolescente gosto de assuntos relacionados a empreendedorismo. Mas nunca soube por onde começar, pois nunca tive uma mega talento, tenho vergonha de público e de vender. Só que este desejo nunca desaparecei de mim. Entrei na AIESEC quando estava no primeiro período da universidade e esta semente que estava dentro de mim, parece que iria começa a crescer.

Acontece que ainda não estava no meu tempo. Preferi me dedicar apenas a graduação, como uma forma de “garantir” a vida.  Sinto que uma etapa já foi vencida quando decidi mudar de hábitos e escrever. Sei que gosto de escrever e que quero começar algo a partir dessa atividade.

Empreender é não se conformar com as coisas do mundo, uma forma de mudar e transformar. Sinceramente, estava focado no dinheiro. Mas agora consegui perceber que o amor por algo é muito mais importante. Que o dinheiro vem como consequência daquilo que somos bons.

Aprendi que cada um tem o seu tempo, e não devo tentar acelerar os processos. Quando via as notícias me sentia muito mal, pois sempre tem reportagens de crianças e adolescentes super dotados que parecem que fizeram 100000 vezes mais atividades do que você fez. Não me sinto mais assim, pois o importante é descobrirmos algo que temos talento e que nos faça feliz. É muito ruim viver pressionado, para tentar subir as escadas na sociedade.

Antes de empreender, quero aceitar quem eu sou de verdade. Estou me descobrindo no mundo, quero deixar todas as tristezas e angústias para trás e me libertar de todas as prisões. Não sei se muitas pessoas tem este sentimento de se sentirem “estranhas” no contexto social. Ao mesmo tempo que vivemos um processo de homogeneização em massa, temos um processo de heterogeneização, onde cada indivíduo da sociedade busca se diferenciar dos demais.

Estas diferenças que nos fazem especiais e sermos o que somos.

Posso parecer ter fugido um pouco do assunto, apenas quis mostrar que antes de tentar transformar o mundo, quero me transformar, este é o primeiro passo que se deve seguir.

Problema de oferta de alimentos no Brasil

Este texto não tem nenhuma base científica. Apenas quero me expressar sobre um tema que afeta o nosso cotidiano. No Brasil temos o câmbio flutuante e isto pode interferir em muitos aspectos da nossa vida. De um lado quer que o dólar fique barato, para termos mais acessos aos importados e para as viagens ao exterior ficarem mais barata, por outro lado se quer um dólar caro com a justificativa de proteger a indústria nacional. 

Acontece que, se o dólar fica muito caro, começamos a ter problemas de escassez de alimentos. Como ocorreu com o feijão recentemente. A classe de latifundiários no Brasil é muito forte, e eles comandam parte da economia e política do Brasil. Parece que esta parte da população ignora o mercado consumidor do país que possui mais de 200 milhões de pessoas e focam na exportação de commodities. É mais vantajoso produzir soja para exportar para China, do que produzir feijão e leites para os brasileiros. 

O efeito colateral de “proteger” a indústria nacional, é que a alimentação fica muito cara e sacrifica principalmente a camada com renda menor. Dólar alto incentiva às exportações, e muita gente fica doido para ganhar em dólares (ou outra moeda forte). 

Precisamos de uma reforma urgente, não necessariamente um movimento como o MST. Entretanto o governo deve pelo menos obrigar estas grandes fazendas a serem mais produtivas e  necessitamos de uma política de valorização do mercado interno. 

Somos uma nação com uma capacidade produtiva muito grande e desperdiçamos nosso tempo em deixar de usufruir esta grande riqueza que temos. 

Estado atual e esperança para o futuro

A vida se torna um pouco difícil para quem é ambicioso, mas não tem muita margem de manobra para ações. A ansiedade para crescer como ser humano, profissionalmente, nos estudos e outras áreas é grande. Aprendi que cada pessoa tem o seu tempo e tentar acelerar os processos só trás angústia. 

Fraqueza emocional é um problema, às vezes nem percebemos que somos fracos emocionalmente. Só nos damos conta quando uma situação está diante de nós. Nunca dei muito crédito no amor, pois nunca senti muito amor na minha vida e ao meu redor nunca o vi com frequência. Sempre fui muito desconfiado sobre questões que envolve sentimentos.

Agora depois de adulto que percebi que o amor é libertador. Fazer atividades que não nos agrada nos corroem por dentro. Viver uma rotina preso a pessoas que não nos amam, não vale nenhum um pouco a pena.

Estou aprendendo a me valorizar. O importante são as experiências e não coisas materiais fúteis que a sociedade quer te impor. Estou fazendo o seguinte exercício mental: “Para dedicar meu tempo em algo ou em alguém, devo sentir amor, então não seguirei em frente.”

Senti um peso sendo liberto de mim, estou aprendendo a viver mais levemente. Esta ansiedade sufocante está sendo substituída por um sentimento mais positivo. Aproveitar as experiências e aprender faz parte do processo. Desfrutar do processo, faz com que ele se torne menos doloroso. Isto me fez lembrar de uma frase que gosto muito:

Tive um sonho que ninguém terá e joguei fora tudo aquilo que não precisava.

E realmente, é necessário jogar fora tudo aquilo que não necessitamos e que nos fazem mal, para nos preencher daquilo que pode nos edificar. Percebi que ficar preso em casa não vai mudar nada e que cultivar amizades é muito importante para se construir vínculos fortes com quem é realmente importante.

Ser dono da própria vida te dá um leque enorme de possibilidades, não desperdice o que você tem mais de precioso sendo um escravo de quem não te dá o mínimo valor.