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A vida de aparências do brasileiro

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Hoje sem planejar fui no shopping Vitória. Meu plano era ir em um viveiro perto de casa para olhar o preço de algumas plantas. O viveiro estava fechado, pois aos sábados só abre de manhã, e não sabia desse detalhe. Um rapaz que mora comigo ficou me enchendo o saco para ir na orla com ele. Fomos andando de bicicleta até chegar ao shopping. Pela primeira vez vi a praia relativamente cheia. Em Vitória não vejo o povo entusiasmado para ir em praia.

Chegamos no shopping, que por sinal estava lotado de gente. Os preços das lojas estavam salgados. Quase toda vez que vou sair e passear, quando encontro os vendedores, eles costumam ser menos grossos. Dessa vez estava totalmente desarrumado. Enfim, estava vestido para me adentrar em plantas, não corredores com vitrines iluminadas.

Eu e meu colega de casa comemos no Subway. Ele aproveitou que estava lá e começou a olhar algumas peças. Disse que estava se sentindo mal de entrar numa loja e não poder levar nada. Eu aproveitei e comecei a pesquisar algumas armações de óculos. Todas as lojas tinha o preço extremamente caro. Tinha armações passando os $500,00. Algo que achei incrível, a Chilli Beans estavam mais em conta do que muito ótica. 

É engraçado como brasileiro gosta de ostentar algo que considera de marca, como vendedores pobres desprezam quando identifica outro pobre vestido de maneira mais simples. Não tem quase ninguém em praias, parques, academias populares e outras atividades de lazer. Mas o shopping center vive lotado. É muito importante dizer que comeu no MC Donald’s e que comprou a roupa da moda da loja X. 

Seria muito mais inteligente e menos desgastante viver de aparência e ficar se comparando com os outros. É melhor comprar livros, do que ficar gastando dinheiro ao vento quando nem se tem condições para o básico. 

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.