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Uma série brasileira na Netflix: 3%

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Fiquei muito entusiasmado com a série 3%. No Brasil temos esta síndrome de vira-lata e achamos que não conseguimos produzir nada de bom. Às vezes, os conteúdos interessantes são ocultados pela grande mídia e é necessário um pouco de trabalho para procurar. A Netflix é maravilhosa por não deixar trabalhos criativos morrer, e ela ousa enquanto os canais de televisão ficam sempre na mesma mesmice.

Eu assisti o primeiro episódio e gostei muito do estilo da filmagem. Dos atores mais novos senti uma insegurança, uma fala mais “mecanizada”, mas com o tempo, a maioria deve melhorar a atuação. Não curti muito a abertura, na minha opinião não combinou muito com tema do episódio em geral.

Gosto muito desses temas que abordam algo mais futurista, então vou ter ânimo para assistir. Infelizmente a série foi lançada no momento que estou com a forca no pescoço na graduação. Vou estudar, tentar passar em todas as provas e depois quando começar as férias vou assistir.

Um ponto positivo de 3% é a diversidade dos atores. Foi até um pouco estranho de ver. A televisão do Brasil não é um espaço muito grande de inclusão e estamos acostumados há uma dominância de pessoas brancas muito grande, não refletindo a diversidade étnica no país. Tendo uma representatividade maior em uma produção artística, dá para sentir que é algo mais real. A série também saí daquele esteriótipo que atores negros interpretam apenas empregados, traficantes e escravos, a mídia precisa evoluir nesse aspecto. Espero que projetos do estilo vão para frente e que possamos evoluir e poder mostrar para o mundo o que os brasileiros são capazes.

É interessante este tipo de tema e pensar o que realmente poderá acontecer no futuro. Os recursos estão ficando cada vez mais escassos. Estamos passando por uma seleção que está se intensificando e que poucos percebem.

Muito esforço e trabalho para os novos artistas que serão os novos destaques do Brasil.

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.