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The true cost – O verdadeiro custo: O preço da moda

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Quando fomos comprar algo, vamos no mercado e visualizamos apenas a mercadoria. O trabalho da produção é ocultado dos nossos olhos. Para algo ser barato e ter determinado preço, tem um preço (não monetário) a se pagar. A moda é uma indústria enorme, o seu motor de funcionamento é mostrar que as pessoas nunca estão bem do jeito que estão. O marketing induz uma sensação que é necessário comprar mais e mais. Se criou a moda rápida, onde a troca das peças aumentou em uma velocidade muito grande. A qualidade das roupas mais acessíveis não são de boa qualidade, fazendo com que sejam descartáveis. 

O documentário como esse abre a nossa percepção para poder enxergar o mundo da produção. As mercadorias não nasceram nas prateleiras, houve trabalho humano. No capitalismo, a acumulação de capital tende ir para o infinito, as empresas têm medo de perderem espaço no processo de acumulação e “morrerem” no caminho. É feito de tudo para reduzir os custos de produção e aumentar a produtividade. Acontece que, quem está na base e na parte mais baixa da cadeia produtiva são os que sofrem mais. A propaganda quer mascarar tudo e mostrar que todos saem ganhando, mas na realidade há muito sofrimento. No começo do capitalismo na Inglaterra muitas pessoas sofreram por ter que deixar seus modos de vida e se voltar para o capital para poder sobreviver. Ainda na primeira década do século XXI isso acontece, as fábricas vão mudando de lugar e se estabelecendo onde tem pessoas menos instruídas (a sociedade com baixa qualificação tende a aceitar salários baixos) e com menos regulação.

Um tema que é posto no documentário que nunca parei para pensar é sobre a quantidade de produtos químicos danosos a saúde que pode estar presente nas peças de roupa. A maior parte do algodão que é usado para a produção dos tecidos estão carregados de pesticidas. Muitas vezes as pessoas estão cheio de alergias e irritações na pele sem saber o porquê, um possível motivo para isso são as roupas que podem conter traços de produtos que fazem mal a saúde. Não sei se antes de ir ao mercado, é feito algum teste de qualidade nos tecidos para mostrar se eles são seguros ou não. Provavelmente tais testes não são realizados. 

Acredito que é visível que a época da escravidão não acabou, o proletariado dos países ou regiões mais pobres do mundo se tornaram os novos escravos. Todos tem medo de estar na parte mais baixa desse processo, como vivemos em uma sociedade de guerra, estamos sempre em competição com a expectativa de poder sobreviver neste mundo. Os países mais ricos estão vendo seus cidadãos doentes, cada vez mais cresce o número de pessoas com depressão, bulimia, anorexia e outros problemas associados a imagem. O ser perfeito está longe de ser o padrão de muita gente, até as pessoas que representam a perfeição passam por um grande processo para parecerem desse jeito. Grande parte dos modelos e artistas passam por um rígido controle alimentar, usam muita maquiagem, fazem procedimentos estéticos e quando vão aparecer em alguma mídia tem o todo cuidado com iluminação e se possível é feito manipulações em algum editor de imagem. 

Devemos ter mais consciência e parar de acreditar que tem algo de errado com nossos corpos. Não viva a base de propagandas. 

 

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.