Iniciando mais uma saga na academia

Finalmente consegui ter coragem para iniciar a fazer exercícios na academia novamente. Tinha conseguido uma vaga na academia da UFES que é uma coisa quase que impossível (principalmente pelo fato da mensalidade ser R$30). Tive que sair, pois comecei a estagiar, como lá é muito lotado, não consegui outro horário, os horários são marcados, não pode chegar a qualquer momento e usar os aparelhos. 

Decidi me inscrever em uma academia do bairro. Perto da minha casa tem duas academias, uma é R$120, mas tem uma melhor infraestrutura e a outra é R$100. Escolhi a mais barata. Nos bairros próximos e não tão próximos assim o valor é a partir de R$100 ou mais reais. Nas cidades vizinhas de Vitória dá para achar mensalidades mais baratas, só que as coisas na capital tendem a ser mais caras. A academia Smart Fit tem um plano mais barato, mas tem taxa disso, taxa daquilo, não quis me estressar e ter dor de cabeça com isso. 

O pessoal da academia que me inscrevi pegou pesado comigo, não estava aguentando de tanto dor que senti nos três primeiros dias. Senti tanta dor, que no quarto dia nem fui, preferi ficar em casa. Depois desse descanso, minhas dores diminuíram uns 90%. Fui no quinto dia (contando a data da inscrição) e foi mais tranquilo. 

Agora se tudo se manter estável, pretendo fazer exercícios constantemente. Quero investir em saúde, uma das melhores formas de não ficar doente é a prevenção e exercitar o corpo é uma maneira de se manter mais saudável. Não tenho pressa, com o tempo meu corpo mais se desenvolvendo. Não pretendo ficar neurótico com alimentação. Vou manter a mesma dieta que estou seguindo e não pretendo tomar suplementos. Tenho um pouco de receio dessas substâncias, atualmente nem vitaminas mais estou tomando. Um registro de cinco dias de academia:

Posso estar realizando uma postagem de mudança corporal mensalmente. 

Como foi praticar Yoga pela primeira vez

Uns dias atrás, fui para uma aula de Yoga, no parque Pedra da Cebola que fica em Vitória-ES. Foi a primeira vez que pratico este tipo de exercício. Percebi que o estilo das pessoas presentes no local são diferentes do tipo de pessoas que lido no meu cotidiano.

Paguei um mico no início das aulas, a professora pediu para fechar os olhos e respirar. Fiz como ela disse, depois ela começou a passar algumas posições, mas eu ainda estava de olhos fechados, tentei seguir os movimentos apenas pelo o que ela estava falando, permaneci de olhos fechados. Todo mundo estava em uma posição, só eu que não. Abri os olhos, vi que já era para ter abertos os olhos e executar os movimentos passados. Nesse momento me deu uma vergonha alheia e queria sair fugindo dali. Mas depois que me situei, consegui me ajustar no fluxo. Outra coisa que me incomodou é que todo mundo tinha levado canga ou tapetinho de Yoga, só eu que levei uma toalha para colocar no gramado.

Teve alguns movimentos bem interessantes, pois olhei para certos ângulos que nunca tinha olhado antes. O objetivo era aliviar a tensão, mas me senti muito mais tenso, pelo fato de ter levado uma toalha e também por ter feito várias posições erradas. Tentei retirar estes pensamentos da minha mente, focar no vazio, na respiração e me concentrar no que a professora esta falando. Ela poderia ter me dado um toque, para eu abrir os olhos ou ter falado que era para abrir os olhos pois íamos ter que observar o que era para fazer. 

Acredito que foi deixar o Yoga para outro momento. Decidi fazer academia, caminhada e corridas para retirar o corpo da inércia, em outro momento faço alguma coisa coletiva, não estou preparado para isso nesse momento. 

 

Tia Ciata – Um filme que me fez emocionar

Eu fui no 24º festival de cinema de Vitória que foi sediado no teatro Carlos Gomes. Vi os curta-metragens da 2ª mostra Cinema e Negritude. O ambiente estava muito bem organizado e muito aconchegante. Primeiro estava tendo uma apresentação e alguns atores e produtores dos filmes falaram na frente do palco. A apresentadora fez o agradecimentos e anunciou os patrocinadores do evento. 

Antes de começar os filmes, foi exposto alguns comerciais das empresas patrocinadoras. O comercial da Petrobrás estava maravilhoso, até arrepiei de tão bom que foi a produção. O filme Tia Ciata lembrou um pouco da minha própria história. Nós vivemos em um país onde maior parte da população é negra e mestiça, mas a cultura afrodescendente é excluída das mídias tradicionais. 

Foi imposto aos negros uma nova forma de vida, com a intenção de tentar apagar o passado e a riqueza que os antepassados africanos nos deram de ensino. Tia Ciata foi uma mulher influente, que não se deixou abalar pela censura. Vi como a dança, a música e os contos são formas de viver em comunidade, unir os laços e viver a vida com mais alegria. Fiquei mais sensível sobre o surgimento de músicas nacionais. Tia Ciata deu uma grande contribuição para o Samba. O Samba é uma forma de expressão, que mostra a história, as lutas e as alegrias do povo. Senti algo diferente, no filme mostra um olhar mais humano e menos comercial (como é vendido o samba no Carnaval que passa na televisão na atualidade).

Foi muito interessante ouvir de mulheres negras quais são as dificuldades das mulheres negras. O filme tem cenários simples, mas com uma riqueza exuberante. Parabéns a todos que produziram este material de excelente qualidade. Ir nessa amostra expandiu mais minha consciência, me mostrou que o Brasil produz e tem condições de produzir conteúdo de excelente qualidade. 

II Piquenique K.A. – Evento de K-pop na Pedra da Cebola em Vitória

Este evento foi organizado pelo Kpop Alive. Eu cheguei bem cedo, por volta das 11 horas. No espaço ainda tinha algumas pessoas praticando uma arte marcial que eu não sei qual era, depois de uns minutos eles foram embora. Depois de um tempo, foi chegando os K-poppers. Acho que tinha umas 100~150 pessoas. Por ter menos gente, me senti mais a vontade. A maioria dos rostos ali já eram conhecidos do primeiro evento que fui na vida. 

Foi meio estranho esta sensação de ser um dos mais velhos em um lugar, pois normalmente sou o mais novo ou um dos mais novos em um grupo social. No meu grupo de amizade da universidade todos são mais velhos. A maioria dos k-poppers ali estão no ensino médio. A maioria é fã de BlackPink, BTS e EXO. Eles não pegaram a fase de 2NE1, SNSD, Shinee e Super Junior. Se eu continuar indo nesses eventos, tenho que me acostumar de ser um dos mais velhos no local. 

Foi bem legal, algumas pessoas montaram lojinha, tinha gente vendendo doces. Eu nem tinha levado dinheiro. Fui no Subway, pedi a opção vegetariana e paguei com meu vale-refeição. Na próxima vez levo um dinheiro se quiser comprar alguma coisa. 

Fiquei umas duas horas, pensei até em ir embora. Depois de um tempo, um grupinho venho falar comigo. Aí ficamos conversando até umas cinco horas da tarde. Eu tenho que perder a vergonha de falar com os outros, mas é meio difícil para quem é introvertido. Ainda tenho uma sensação que as pessoas são melhores demais para mim, tenho que trabalhar também minha baixo auto-estima. 

Fiquei feliz por ter saído e ter conhecido gente nova. É muito bom conhecer pessoas que tem gostos parecidos, isso é algo muito difícil na minha rotina, estou muito acostumado a conviver com gente com gostos e estilos muito diferentes do meu. 

Primeira vez indo em um evento de K-pop – Vitória-ES

No dia 22 de julho fui no evento Espírito Kpop no Parque Moscoso. Sai um pouco mais cedo para poder chegar a tempo. Acabei parando em outra cidade, sim, sou perdido a este ponto. Depois finalmente consegui chegar no centro da cidade para participar no evento. Quando cheguei, bateu um sentimento ruim, não me senti muito a vontade. A média de idade das pessoas do local era de uns 15 anos, me senti muito velho estando ali. 

Todo mundo estava com seus grupinhos, eu estava lá sozinho olhando para o nada. Dos meus amigos só eu gosto de K-pop, então ninguém ia sentir a vontade de me acompanhar. Tinha bastante gente, acredito que deveria estar ali umas 300 pessoas. Comprei duas fotinhas, uma da Lisa integrante da banda BlackPink e outra da Tiffany da Girl Generation, cada uma foi R$1,50. 

Fiquei olhando as coisas que o povo estava vendendo, vi umas pessoas fazendo coreografias na frente do palco. A partir de certo horário começou a ter um campeonato de dança, vi os primeiros grupos, depois comi um pastel em uma lanchonete perto e fui embora. Pensava que ia ter pouca gente, levei até um lanche do piquenique que pensei que ia rolar. 

Nesses momentos que queria ser extrovertido, tinha tanta gente legal para conhecer, mas tenho muita vergonha de chegar do nada em alguém e começar uma conversa. Agora que conheço mais ou menos as pessoas que vão nos eventos, quero pelo menos tentar iniciar uma aproximação. 

Depois que acabar o semestre e sair os resultados, vou estar com a cabeça mais tranquila e vou conseguir sair com menos preocupação na mente. Uma coisa que não curti é que senti um clima de inveja e competição. Tenho que estar com uma energia bem positiva para não absorver estas energias ruins. Algo que achei estranho, quando tocava as músicas mais famosas, tinha algumas pessoas que começavam a gritar, não sei se me acostumo com isso. Gosto de espaço e ouvir a música sem interferências (sem gente gritando perto de mim).