Um ser adulto, solteiro e realizado

Várias pessoas têm o medo enorme de ficarem sozinhas e arrumam qualquer relacionamento. Este medo evolui para sentimentos de solidão e possessividade. Estar solteiro não significa que sou um fracassado na vida. Estar solteiro é apenas ter um tempo para mim mesmo e ajeitar as coisas que precisam ser ajeitadas. Eu pretendo ter um relacionamento, mas entenda, não é todo mundo que quer ter um relacionamento. Ninguém é melhor ou pior por querer um relacionamento ou não. 

Relacionamento envolve amor e responsabilidade. Conviver com outras pessoas e ter uma conexão com alguém sempre tem um preço. Convivências possuem riscos, risco de separações, traições ou sofrimentos. Mas por outro lado, se espera o amor, companheirismo e momentos bons. Cada um joga os pesos na balança e vê o que é melhor para a vida. 

No momento não me vejo com estabilidade emocional e não tenho maturidade suficiente para me relacionar de maneira mais profunda. Quero focar nos estudos, lutar para sair desse ciclo de pobreza e entrar no ciclo da virtude, essa é a minha prioridade. Nem todo mundo tem como prioridade ter um relacionamento! 

É muito triste ter conhecidos que estão namorando só para dizer que tem alguém. Estar com alguém deve ser um ato verdadeiro, estar do lado de outrem só por uma afirmação social mostra uma vida sem sentido. Quando fazemos algo que envolve outras pessoas, os problemas podem ser multiplicar de maneira assustadora. 

Se um dia eu achar o amor da minha vida, mesmo se não for o amor da minha vida, mas alguém que compartilharei parte da história, pretendo ser discreto e evitar a interferência dos outros. A felicidade pode ser compartilhada em círculo social mais íntimo, não é necessário registrar tudo publicamente. 

Sociedade, eu estou realizado. Não preciso namorar apenas para dizer o que sou ou que não sou, o que sou capaz ou não.  

Algumas vezes as respostas e as vitórias estão no silêncio

Estou me sentindo mal ultimamente. Vejo que minha busca em socializar e conversar não está sendo o melhor que posso fazer. Enchi minha minha mente de muita coisa desnecessária e agora chegou o momento de esvaziar. 

Segui um projeto que foi me passado, mas não achei que a estratégia adotada nessa atividade foi a melhor opção. Mas mesmo assim, acatei a ordem e a executei. Acendeu algo dentro de mim e vi que devo buscar uma mudança e confiar mais na intuição. 

Sou uma pessoa mais introvertida e me sinto melhor assim, parei de buscar ser algo que não sou. Posso ser feliz do meu jeito. Ter poucos amigos, gostar de falar menos que a média e ser mais reservado não é sinônimo de fracasso. 

Aprendi que, se eu tentar forçar uma conversa, vou falar de assuntos que não devia, criar barreiras e dificultar as coisas. É melhor ser mais espontâneo e deixar o fluxo correr naturalmente.

Me encontro no silêncio e é no silêncio que vou alcançado as minhas vitórias. Tudo o que preciso é de um bom livro para estudar e um espaço para meditar. 

Com o tempo quero aprender a fortalecer a minha vida por meio das palavras. Palavras são instrumentos muito poderosos, o correto é usá-las com sabedoria. 

Às vezes queremos uma resposta de algo, mas tudo está tão bagunçado que é difícil achar a resposta que já está ali. Uma limpeza mental ajuda a encontrar mais facilmente aquilo que precisamos. 

Minha busca por uma vida mais saudável e meus questionamentos sobre algumas questões estão me ajudando a chegar em algum lugar. Quando não estamos nos sentindo bem, é sinal que algo precisa mudar. O natural é nos sentirmos felizes e realizados. 

Vou tentar ser mais leve, vou focar mais nos meus sentimentos. O sentir é mais forte do que as palavras. O sentir é o mais poderoso atraidor de energias para a construção da nossa realidade. 

Como a repressão social afetou a minha vida

As crianças possuem uma sensibilidade maior, pois o processo de repressão é menor. Com o passar dos anos, o ego vai ganhando mais espaço. Lembro de várias coisas que fui perdendo com o tempo. 

Mesmo tendo 19 anos, eu lembro muito bem como era os meus sentimentos e minha mentalidade quanto era criança. Lembro da leveza que era até a era de sofrimento que passei quando meu pai retornou com a minha mãe. 

Eu tinha sonhos muito vívidos, podia sonhar e ver novos mundos. Sonhava frequentemente como uma espécie de uma cidade medieval, o lugar era vazio, eu me divertia muito voando os céus nos tons púrpuros daquele lugar. Por muito tempo me senti acompanhado por alguém que sempre estava o meu lado, sempre perguntava coisas para esse ser. Uma vez embaralhei várias cartas, coloquei todas elas para baixo e perguntava esse ser quais eram os pares, surpreendente sempre encontrava os pares. Por uma crença religiosa, fui ignorando e suprimindo essa energia espiritual, comecei a acreditar que tudo isso era criação da minha mente. Passei a ter medo de ficar sozinho, pois sentia que estava sendo vigiado. 

O mundo da magia era muito presente na minha vida. Acreditava em fadas e ajudadores não humanos. Falava com as plantas e tinha uma conexão mais profunda com a natureza. Só que não conseguia interpretar este universo não visível. 

Sempre tive uma conexão muito grande com a prosperidade, mas fui reprimido, como desejar o melhor fosse errado e que deveria aceitar a realidade (de pobreza). Estou fazendo renascer esse sentimento e empoderando a prosperidade dentro de mim, as barreiras limitantes não me impedirão mais. É estranho como as pessoas são presas ao ego de maneira tão intensa. 

Tudo que vivi foi muito importante para entender vários intensidades de padrões energéticos, me sinto mais preparado para ajudar a novas gerações a se libertarem de padrões que deixam a vida menos saudável e estagnada. 

Hoje ouvi o que necessitava ouvir

No relato passado disse que tinha um sentimento de solidão que não se transformou em tristeza. Hoje estou escrevendo esse texto no começo da tarde. Aconteceu coisas muito boas para me conhecer melhor. 

Por alguns meses estava tentando lutar comigo mesmo na hora de dormir. Queria muito dormir de barriga para cima, mas quase nunca consegui dormir nessa posição. Antes conseguia meditar deitado com a barriga para cima e com o corpo esticado, me imaginava em um oceano e sentia meu corpo balançar na água. Era uma sensação bem gostosa, sentia meu corpo subindo e descendo de maneira bem leve. Depois de um tempo não tive mais essa experiência, parece que meus pés e minha cabeça não ficam “leves”, apenas a parte mais central do corpo. Vi que era hora de aceitar a minha posição de dormir. Normalmente eu durmo com a cabeça virada de lado com o barriga encostando na cama, minha cabeça fica em direção a parede mais próxima. Nunca consegui dormir em rede, se eu ficar muito tempo em uma já começo a me sentir enjoado.

Quando não estou do modo que fico confortável, posso demorar duas ou três horas tentando dormir.  Por dormir a vida de um jeito, um lado do meu rosto é visivelmente mais marcado, queria descansar o corpo com a barriga virada para cima para não ficar muito marcado e ser menos assimétrico. Mas estou deixando essa vaidade morrer, o mais importante é me sentir bem e descansar. No final dessa luta contra meu corpo, eu estou perdendo qualidade de vida e reduzindo as horas de sono que posso ter. 

Estou usando outra técnica na hora de deitar. Antes procurava imaginar um ambiente externo de mim e assim sentir meu corpo relaxar. Agora quero dormir na posição que me sinto confortável e focar na respiração. Quando inspiro e expiro me imagino sendo inundado por água ou energia. Espero que essa técnica funciona e regule meu corpo para me sentir descansado e com a energia reposta. 

Hoje fui almoçar no restaurante, lá estava lotado de gente. Fiquei preocupado e queria sentar em uma mesa vazia. Ficar em uma mesa com algum desconhecido me deixa um pouco ansioso. Vi umas pessoas que conhecia da geografia e me sentei com eles. É incrível como atraímos aquilo que pensamos. Eles falaram de alguns sentimentos que também estou sentindo e vi que alguns padrões são mais coletivos que eu pensava. Percebi através deles o que o Deus (ou o Universo, a nomenclatura não importa, apenas a presença) quer que eu faça.

Devo ver a minha realidade e transformá-la, tudo depende de mim, não do ambiente externo. Preciso ler mais, sinto que por ficar tempo demais em redes sociais, absorvi muitas coisas tóxicas de pessoas frustadas que despejam na internet todas as suas amarguras. A ansiedade de encontrar outras pessoas para fazer amizades leva a caminho nenhum. Eu já tenho amigos, seria mais interessante fortalecer essas amizades e mostrar que me importo com essas pessoas com quem convivo. 

Ainda hoje espero aprender mais, poder compartilhar e registrar esses momentos tão especiais que estão me enchendo com sentimentos bons e jogando fora o que não necessito.