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O que foi 2017 e o que esperar de 2018

2017 foi um ano muito estranho para mim, parece que meu senso de dimensão de tempo mudou completamente. Agora a minha cabeça está dividida por semestres, pois é assim que são os ciclos da universidade. Nem lembrava o que tinha feito no início de 2017, parecia que foram coisas que aconteceram há dois anos. No começo de 2017 ainda estava morando em um bairro chamado Jabour, no começo do ano começou uma crise de violência, me mudei para outro bairro, depois me mudei de novo… Enfim foi uma loucura. No começo do ano passado ainda era um cristão convicto e ainda ia na igreja em alguns finais de semana. Pareciam que as coisas estavam muito distante do tempo atual.

2018 vai ser um ano de disciplina e de enfrentamentos de medos. Fui na praia com a senhora que alugou o quarto da casa dela para mim, pensei em ficar em casa e dormir. Eu odeio morar no apartamento dela, ela fala alto, fala muitas coisas negativas e tem um jeito muito arrogante, mas não pretendo mudar por agora, mudar é um processo cansativo. Melhor morar com ela do que arriscar e viver com usuários de drogas ou em frente a usuários de drogas, lidar com alguém difícil pode servir como um ensinamento. Chegamos perto da praia, ela se sentou à mesa em um bar perto dos amigos dela, eles pareciam ser do mesmo jeito, escrúpulos e arrogantes. Fui dar uma volta no calçadão. 

A praia não estava tão cheia como pensei que estaria. Começou a chover e caiu um monte de raio no final de 2017, quando virou o ano parou de chover. Vi os fogos no pier, perto da estátua de Iemanjá (reparei que pintaram a estátua com uma cor de pele mais escura). Reparei alguns sinais de como será meu 2018, agarro e acredito nas realizações que posso ter nesse novo ano. 

2017 foi um ano que comecei a criar patrimônio, consegui um estágio ótimo, dei mais passos na minha graduação e comprei muita coisa que queria. Em 2018 vai ser um ano que gostaria de vivenciar mais experiências e conhecer pessoas que me façam me sentir mais em paz. 

Dança, praia, ônibus e bonecas

Este sonho foi marcado com várias cenas sem conexão e lapsos de tempo totalmente desconexos. Deveria ter escrito este relato mais cedo, muito dos elementos que vi não lembro mais. Vou começar pelo que consigo recordar, na primeira cena eu estava numa praia não muito bonita, parecia um lugar familiar, provavelmente já estive ali outras vezes. Estava perto de uma ponte, onde embaixo passava a água do mar, mas não era possível ver o mar pelo ângulo que estava, era uma espécie de brecha que entrava terra adentro onde a água do mar era mais calma, aquela parte parecia ser a mais suja e que parecia acumular lixo mais facilmente. 

Eu estava com um grupo de garotas, elas estavam muito empolgadas, mas estava sentindo falta de uma garota, e esta garota não estava nesse grupo. Fiquei olhando de um lado para o outro, mas ela não chegou. Não estava me sentindo muito conectado com as outras, todos nós sentíamos que era meio uma obrigação estar ali. Íamos gravar um clipe dançando alguma coisa. Não sei o que aconteceu depois.

Na outra cena estava em um ponto de ônibus, vi idosos entrando no micro-ônibus. Eles estavam vestidos de forma bem descontraída, com um visual bem praiano. Depois que todos estavam dentro desse micro-ônibus, fomos para uma espécie de terminal (lugar que parecia muito familiar em outros sonhos também). 

De repente estava em um lugar cheio de bonecas, parecia ser uma espécie de sala de bonecas, o lugar não era feio, só assustador. As bonecas estavam unidas pelos cabelos, foram feitas mega-tranças juntando os cabelos delas. Ver aquele cena me incomodou muito, eu fui pegando as bonecas que estavam unidas por aquelas tranças e desfazendo aquele trabalho. Elas não eram feias, pareciam bonecas caras e de luxo, deu para perceber pelas roupas que usavam, deu a impressão de ser materiais da melhor qualidade.

cabelo unido por trança - Dança, praia, ônibus e bonecas
Fonte: goo.gl/eAHk57

Sonho super-bizarro, ainda me surpreende, mesmo sonhando com várias coisas diferentes.

Sendo afogado e vendo conhecidos em uma floresta

Este foi um sonho bem lúcido, alguns elementos dos lugares aonde eu estava eu consigo lembrar bem. Primeiro eu estava em um caminho indo para uma praia. O dia estava bem ensolarado e era um lugar que parecia que eu já conhecia de outros tempos. Tinha umas montanhas no fundo, na base dessas montanhas tinha a estrada, entra a estrada e a faixa de areia tinha um gramado. 

A descida até a água era bem íngreme, tendo que fazer um pouco de esforço. Quando eu fui me molhar, veio uma onda muito forte. Todo mundo correu subindo os bancos de areia. Duas senhoras já de certa idade estavam tentando me impedir de subir, colocando objetos para eu não conseguir me segurar e ser afogado. Eu consegui sair dali e voltar para a estrada. Eu fui andando através daquele caminho. A cada passo o ambiente ficava mais escuro. Tinha uma mulher na minha frente, mas não sabia quem era, pois não conseguia visualizar o rosto dela. Segurei no ombro daquela mulher e fui acompanhando o seu trajeto. Vi que estávamos chegando em uma floresta. 

Depois que entramos na floresta, começou a aparecer uns raios de sol. Entre as árvores vi alguém conhecido, ele disse que não queria que ninguém o seguisse. Esta pessoa foi para um caminho e segui a mulher por outro. Depois fiquei de frente com ela, vi que era a minha mãe! Não com exatamente a mesma aparência, com uma aparência bem similar a atualidade. Eu prestei atenção nas suas palavras para me forçar a lembrar quando acordar, infelizmente não lembro o que ela falou. Só lembro que ela estava muito chateada, pois tinha visto o que eu tinha feito (no plano astral) e que não era para fazer aquilo. Me senti muito envergonhado, até acordei com um sentimento meio estranho, com aquele pensamento “O que estou fazendo da vida?”. 

Depois consegui visualizar dois rapazes entre eu e ela, eles pareciam da minha idade. Do lado da gente tinha uma casa abandonada, a casa era branca, mas a tinta já estava toda manchada pelo tempo. Um rapaz tocou a minha mão e disse como eu tinha uma textura diferente, que a minha energia estava muito fraca. Eu senti que meu corpo ali realmente estava muito frágil, consegui reconhecer uns pontos de fraqueza. Eu durante a semana pedi ajuda para meu(s) mentor(es) para poder me projetar. Consegui ter sinais aonde devo trabalhar. Tentei falar com aquelas pessoas que estavam ali, só que senti que a minha energia acabou, pois a tentativa de falar demandou muito esforço. Depois parece que “voltei” e acordei. 

Sou grato se foi alguém que me proporcionou esta experiência, pois pela primeira senti uma conexão de um aprendizado mais profundo durante o sono. 

Praia de Vitória – Explorando um pouco a cidade

Descobri que posso ir para muitos lugares de bicicleta em Vitória. Não saio, pois não pego ônibus para poder economizar. Da minha casa (que fica na Grande Goiabeiras) até a terceira ponte por exemplo, é em torno de 30 minutos pedalando em uma velocidade média. Um dia quero tentar ir no centro, pelo meus cálculos, o trajeto deve ser por volta de 50 minutos de bicicleta. 

Percebi que as praias daqui são meio vazias, ao contrário de Guarapari que não tem espaço na areia (Principalmente a Praia do Morro). Isso deve ocorrer por dois motivos:

Dificuldade de pegar ônibus – Aqui na cidade passa o Transcol, que é o ônibus da região metropolitana e o ônibus de Vitória. Não tem rota do Transcol que roda os bairros mais afastados para a praia. Para chegar na praia pelo ônibus municipal demora muito e certos lugares as pessoas deveriam pegar duas linhas (que sairia muito caro). 

Poluição por causa da Vale – Muitos pontos da praia são poluídos por causa do minério de ferro da Vale. Vejo que dá um pouco mais de movimento no ponto perto do Shopping Vitória. 

A praia daqui tem um perfil mais elitizado, não tem muito ambulantes vendendo coisas na orla. Durante o final de semana dá para ver muitas pessoas andando de iate e jet ski. 

IMG 20170327 WA0001 - Praia de Vitória - Explorando um pouco a cidade

Camburi é ideal para quem gosta de um lugar com mais espaço e não se preocupar com multidão. Algo que acho bastante interessante é que dá para ver muita gente pescando. Perto da estátua de Iemanjá se concentra o maior número de pescadores, tanto de dia como a noite. 

A noite dá para ver alguns casalzinhos se pegando. A praia é bem iluminada e muita gente pratica exercícios no calçadão. Algo bastante positivo é que, perto da praia tem várias quadras para a prática de esporte. Os quiosques parecem ter preços bem caros, como um bom universitário economizador, levo meu lanche. Estou conseguindo sair, sem gastar.