Os vícios e a prisão de um ser só

A realidade é algo que muitas pessoas querem fugir ou apenas se ver longe dela por um tempo. Um caminho escolhido para ter novas experiências são as drogas. Com o tempo as drogas deixam de ser a liberdade do novo mundo para se tornar a prisão de um mundo complicado de sair. 

Algumas drogas são totalmente aceitas que a sociedade nem enxerga mais aquele elemento como uma droga. O belo exemplo que conhecemos é o álcool. 

Eu ainda estou atraindo viciados em álcool para a minha vida, mas a reação que estou tendo com este fato está totalmente diferente. Aprendi muita coisa através do meu pai e das tentativas da minha mãe de libertá-lo da vida que ele tem. 

Nós não temos a a capacidade de libertar os outros de suas prisões, apenas a pessoa que está dentro do mundo dela pode encontrar a solução de sair dali. Apontar os erros, culpar, fazer pressão, mostrar o que esta pessoa está perdendo e o que ela está ruindo não vai adiantar nada. 

Aprendi a não carregar dores que não são minhas. Apenas aprenda a não carregar pesos que não são seus. Viva o seu mundo e tente chegar no mundo maravilhoso. Todos nós estamos presos em várias prisões, com o tempo alguns se colocam em mais prisões, enquanto outros cada vez ficam mais livres.

Palavras vazias não fazem nenhum efeito sobre mim. Eu sou quem sou e sei onde posso chegar, não é ninguém dentro de uma prisão que vai consegui mudar o meu rumo e atrasar os passos para chegar no mundo melhor. Cada um é responsável por seus atos e cada um aguente as consequências daquilo que faz. 

Os sábios sabem que necessitam despertar, ouvir e aprender. Os ignorantes acham que sabem demais e não precisam de ninguém, pois no coração pensam que são invencíveis. A mensagem para aqueles que querem ficar na prisão: Nem lamento. 

Fonte: bellabassfly.blogspot.com.br

Qual é a nossa missão nesse planeta e no universo?

Sempre devemos perguntar para nós mesmos o porquê de estarmos aqui. Somos praticamente nada comparado ao espaço-tempo. 

No fundo, o desejo de todo ser humano é viver uma vida tranquila. Alguns pensam que terão uma vida melhor pós-morte, e vivem com base nesse pensamento. Grande parte da humanidade está tão preocupada em sobreviver, que sair de rotina sem sentido não parece uma opção. 

Sinto que a irrelevância tem um peso muito forte dentro das sociedades. Invés de buscar a evolução e ir atrás de respostas de perguntas que podem transformar a realidade, parece que a busca são por coisas que estagnam ou retrocedem as vitórias conquistadas. 

Se cada pessoa pensasse mais sobre o que ela é dentro desse planeta e como somos praticamente irrelevante comparado ao tamanho do universo, muita coisa seria diferente. Não temos uma identidade como espécie, cada um está tão preocupado com si e com seu grupo social fechado, que na atualidade se torna difícil ver humanos como uma unanimidade.

O mundo negligencia muitos conhecimentos que podem ser úteis para entender o significado da vida. Precisamos olhar de maneira mais sutil as mensagens que são passadas para nós. Se a humanidade tem uma missão a cumprir, devemos tentar buscar essas respostas. Parece que o mundo caminha para a destruição. Não faz sentido acabar com aquilo que se precisa, e é exatamente o que está acontecendo. 

Devemos tentar sair dos nossos mundos particulares e perceber que fazemos parte de algo maior. Quando a tristeza bate, é um ótimo momento para pensar qual caminho devemos seguir e o que devemos fazer. 

Pensar naquilo que somos, os filtros sociais que recebemos durante os anos, como estão nosso pensamentos, como que o universo influência nossas vidas e o que queremos fazer, são questões que em um momento são importantes de serem pensadas. 

A romantização das relações familiares

Há um mito em acreditar que todas as famílias têm uma relação saudável. Parte da população não sofre nenhum tipo de violência ou de carência de amor, mas isso não significa que em todos os lares acontece tal fato. Se tivéssemos famílias mais estruturadas, o mundo não estaria do jeito que está.

Parece que há a obrigação da mulher de ser mãe, e que todas as mães fazem tudo por seus filhos. Não existe um manual pronto de como ser mãe e não é todo mundo que está disposto a ter filhos. Muitas das gestações não são planejadas e muitas vezes não se tem condições psicológicas e financeiras de se ter um filho. A presença de uma criança faz com que certos hábitos e costumes sejam mudados, acontece que, não é todo mundo que está disposto a mudar os seus hábitos.

É muito triste ver crianças jogadas na rua, tendo que amadurecer de maneira rápida para enfrentar as diversidades da vida. Imagina quantas crianças passam frio e fome a noite, porque os pais foram na balada com os amigos. A família padrão está longe da realidade de muita gente. No Brasil acontece um fato muito triste, os pais abandonam os filhos, e há uma tentativa de culpar as mulheres pela gravidez. Um filho não se faz com apenas uma pessoa (em uma relação sexual), então a obrigação não deve ser de apenas uma pessoa. Ainda bem que hoje já tem leis e ferramentas que permite que o direito da criança seja respeitado. Existem estas leis, pois se não as tivesse, com certeza muitos irresponsáveis não arcariam com seus compromissos. Ainda bem que a ciência conseguiu desenvolver o teste de DNA, para ter uma certeza de resultados.

Algo que não se paga é o amor. O abandono que vemos em nossa sociedade mostra que não existe amor automático de alguém por seus descendentes. Isso é uma mentira que as pessoas devem parar de acreditar, a vida não é uma novela perfeita onde o mocinho faz de tudo pela mocinha. Não é todas as pessoas que são capazes de amar, pode acontecer dos pais amarem e fazer de tudo por seus filhos e mesmo assim serem abandonados em algum momento da vida.

O lar é a primeira etapa da sociedade, nele que se pode ter uma visão de mundo para o resto da vida. A herança é um fruto muito evidente das relações sociais ao longo do tempo. Vemos que no longo prazo como há uma tendência da pobreza e falta de amor ficar maior, por outro lado a riqueza e um estilo de vida mais confortável pertencer no cotidiano de menos gente.

Um conceito que acredito que é errado: Fazer de tudo pela família. Não devemos fazer de tudo pela nossa família, devemos primeiro priorizar quem nos ama. É natural pensar que quem nos ama é a nossa família, mas isso não pode acontecer em todos os casos. Para que sacrificar tempo, dinheiro e saúde com pessoas que não tem afeto com você?

Como parei no “Mundo Asiático”

asia-Ramon-Cristian

Sou uma pessoa mais sozinha e mais na minha. Não me identifico com colegas que passaram na minha vida ao longo dos anos, pois os assuntos era futebol, games de futebol, partidas de futebol, o que passava na televisão, funk, bailes e todas essas coisas que grande parte dos brasileiros gostam e você deve saber. Resumindo, não tinha assunto com quase ninguém, suas características não me interessavam. Os mais nerds eram focados mais em tecnologia, mas aquele estilo fanboy, acho muita idiotice a pessoa ser “escrava” de uma marca, isso que as empresas querem, lealdade total dos seus seguidores. Quando tinha dez anos, ganhei um celular e minha mãe tinha comprado um computador e eu estava descobrindo a internet, algo que antes só ficava no desejo. Lembro que comecei a pesquisar muito sobre Pokémon, na época era meu desenho favorito, entrei nestes sites de animes e seguia dezenas de canais do desenho no Blogspot. Realmente gastei muito tempo da minha vida nesses sites. Fiquei encantando com as aberturas originais do anime, algo que então eu desconhecia. Nunca tinha visto nada em japonês na minha vida antes. Ne surpreendi com o tempo de duração dos openings, pois as versões em pt-br são bem curtos, os japoneses normalmente são a metade de uma música. A partir dessa época comecei a aprender a cantar as openings de Pokémon para a infelicidade da minha família que acha música japonesa irritante. Poderia ter aproveitado este momento da minha vida para aprender japonês, se pudesse voltar ao tempo me dedicaria a isso. Depois descobri que poderia baixar animes, e assim conheci outros gêneros. Na minha adolescência tive muita treta com minha mãe, pois ela falava que aquilo não era de Deus. Eu falava que gostava daquela cultura e não ia me sujeitar a escutar músicas ou assistir o que a sociedade a minha volta gostasse. Comecei a dizer que meu sonho é morar na Ásia, mas os outros achava que era loucura e me achava diferente. Em uma sociedade eurocêntrica e norte-americanizada, falar que prefere ir a outro lugar diferente do gosto deles é visto como algo estranho. Com o computador com a sonhada internet, comecei a baixar vários animes. De presente de aniversário minha mãe me deu um celular da Samsung que deslizava, fiquei muito feliz pelo presente, ela se esforçou muito dar aquilo para mim. Na época aquele modelo era perfeito para mim. Como ficava sozinho na escola queria de alguma maneira ocupar meu tempo nos intervalos. Então tinha que arrumar um jeito de colocar meus animes naquele celular. Aí conheci o programa Format Factory que era meu diamante naqueles tempos, pois colocava os vídeos no aparelho que eu quisesse no formato que quisesse. Através dos animes conheci música japonesa, escutava muito j-rock, mas não sabia quem era os cantores. Achei bem interessante o estilo Kei dos artistas. Muitos anos depois nos sites de animes, mangás e etc, começou a ter uma seção chamada Doramas, que são minisséries asiáticas. Tive curiosidade e fui assisti, a partir daí comecei a ver mais doramas que animes. Descobri que não só tinha doramas japoneses, como tinha os coreanos. Acredito que fui uma das primeiras pessoas do Brasil a ver doramas coreanos ( ^-^ ). Os enredos das histórias coreanas são bem mais elaborados e a filmagem é melhor, só que me dava raiva que a maioria dos finais eram inconclusivos, diferente dos japoneses que mesmo sendo mais simples tem uma história com um final descente pelo menos. Um bom exemplo para ilustrar isso é Boys Over Flowers, se você viu a versão coreana, veja a japonesa para alguns pedaços da história se encaixarem melhor. Eu sei que tem muita gente que fica iludida com a Coreia por causa dos doramas, pois todo mundo parece tão perfeito. Gente, a vida real não é assim não, não pensa que todos os atores são amáveis como na frente da telinha. Por causa dessas minisséries eu comecei a descobrir a música coreana. Nem sabia o que era k-pop, as músicas que curtia nem k-pop era.

Uma das primeiras musicas que escutei e gostei

Soube o que era k-pop depois que vi Dream High, então já comecei a gostar das músicas ciente do que estava atrás daquilo. Outra coisa que as pessoas acham maravilhosa, que os cantores são perfeitos, em Dream High você tem um lastro do que a indústria de entretenimento da Coreia, mas o buraco é mais embaixo, pesquise sobre o assunto. A primeira música do gênero que escutei foi Monster de Big Bang.

Lembro que quando escutei Fantastic baby pela primeira vez, não consegui ouvir por dez segundos, depois comecei a gostar. Parece (ou é) um tipo de técnicas sonográficas para a pessoa viciar.

Ainda gosto de k-pop, mas se você pegar a maioria das letras, vai ver que muitas são bem vagas, parece que foi feita a pressas. Já a música japonesa se você ver a tradução, são letras mais densas e profundas, tipo “Tive um sonho que ninguém terá e joguei fora tudo aquilo que não precisava” ou pega a letra Unravel de Tokyo Ghoul.

Por algum motivo gosto de 2ne1, as músicas do grupo saem daquele clichê “Sou um inocente que está amando” e/ou “Totalmente perfeito”.

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Pesquisando por estas músicas no Youtube, descobri a KBS, que é um canal de televisão da Coreia. É muito interessante a TV deles, conheci outras faces do país e o conteúdo é muito leve e divertido.

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Eu assistia The return of Superman, onde as mães saem e os pais tem que cuidar dos filhos, é um programa bem interessante saber mais da cultura do país.

Beauty Bible, este programa é para quem gosta de moda e beleza.

Hello Conseulor (Meu preferido), tipo casos de família, só que mais descente, onde a plateia vota no caso que eles acham o mais problemático.

Happy Together, uma conversa em uma sauna com cantores, atores, esportistas e famosos em geral.

I am a man, para quem quiser saber mais sobre como os coreanos tratam de certos assuntos.

Agora estou adulto e disse para mim mesmo, tenho que tomar vergonha e estudar um idioma pesadamente, escolhi mandarim, estes novos gostos asiáticos são mais recentes e deixo para um texto vindouro.

O último tópico que queria falar é sobre este “boom” no Brasil de pessoas interessadas em Coreia e Japão. Agora com Facebook consegui conhecer várias pessoas que tem gostos parecidos com o meu que nem imaginava que era tão expressiva. Uma pena que a maioria dos otakus, otomes, ulzzangs, geeks vivem muito concentrados em São Paulo ou grandes capitais. Aqui em Vitória-ES tem evento de animes, mudei para cá recentemente, mas fico feliz em saber que posso em alguma feira de anime e não ser o “et” do interior.

Quero saber de você, como você conheceu este mundo de animes, doramas, mangás, games, k-pop, j-rock e todos estes estilos asiáticos. É sempre bom saber a experiência de outras pessoas. Então é isso gente, até mais.