Semestre acadêmico puxado e prática do foco ao extremo

O semestre mal começou, mas deu para perceber que vai ser bem puxado e difícil. Não posso dar o luxo de deixar nada acumular. Vou fazer de tudo para fazer os exercícios e deixar as leituras em dia. Vou ficar um período sem ler assuntos fora da graduação, minha mente tem que estar totalmente focada para a Economia. Apenas dedicarei um tempo para escrever um pouco das minhas experiências na web, um tempo para estudar mandarim no Memrise e aprender conteúdos referentes as minhas matérias.

Com o tempo aprendi que tenho que ser mais político. Lidar com outras pessoas não é uma arte fácil. Alguns indivíduos não entendem opiniões diferentes e contrárias, e podem ficar bem irados quando não são vistos como interessantes. Sinto que lido com gente mimada, que apenas cresceu e não deixou estes traços infantis. 

Tenho que aprender a alinhar os estudos com as expectativas que os outros tem. Fico grato por ter visto certas situações, isso me fez mais forte e mais confiante. Esta experiência pode me desenvolver e me deixar mais focado. 

Evitarei ao máximo repetir erros passados, tenho que superar, evoluir e vencer os novos desafios. Estou trabalhando a minha mente para ver as coisas mais claras e estou sendo treinado para lidar com ambientes com muita pressão. No mercado de trabalho e no empreendedorismo provavelmente também estarei em ambientes com muita pressão por causa da competição. Competição esta que é uma amostra da sociedade da guerra que vivemos. 

Nestes últimos meses levantei a cabeça e vi que sou capaz. Não posso deixar o medo me paralisar. Este semestre da graduação não quero ficar com nenhum arrependimento. Darei o melhor de mim e o que for será. Não posso me prender a números como se eles fosse eu. O mais importante é o aprendizado, e como o conhecimento pode erguer abundância e prosperidade. 

Algumas vezes as respostas e as vitórias estão no silêncio

Estou me sentindo mal ultimamente. Vejo que minha busca em socializar e conversar não está sendo o melhor que posso fazer. Enchi minha minha mente de muita coisa desnecessária e agora chegou o momento de esvaziar. 

Segui um projeto que foi me passado, mas não achei que a estratégia adotada nessa atividade foi a melhor opção. Mas mesmo assim, acatei a ordem e a executei. Acendeu algo dentro de mim e vi que devo buscar uma mudança e confiar mais na intuição. 

Sou uma pessoa mais introvertida e me sinto melhor assim, parei de buscar ser algo que não sou. Posso ser feliz do meu jeito. Ter poucos amigos, gostar de falar menos que a média e ser mais reservado não é sinônimo de fracasso. 

Aprendi que, se eu tentar forçar uma conversa, vou falar de assuntos que não devia, criar barreiras e dificultar as coisas. É melhor ser mais espontâneo e deixar o fluxo correr naturalmente.

Me encontro no silêncio e é no silêncio que vou alcançado as minhas vitórias. Tudo o que preciso é de um bom livro para estudar e um espaço para meditar. 

Com o tempo quero aprender a fortalecer a minha vida por meio das palavras. Palavras são instrumentos muito poderosos, o correto é usá-las com sabedoria. 

Às vezes queremos uma resposta de algo, mas tudo está tão bagunçado que é difícil achar a resposta que já está ali. Uma limpeza mental ajuda a encontrar mais facilmente aquilo que precisamos. 

Minha busca por uma vida mais saudável e meus questionamentos sobre algumas questões estão me ajudando a chegar em algum lugar. Quando não estamos nos sentindo bem, é sinal que algo precisa mudar. O natural é nos sentirmos felizes e realizados. 

Vou tentar ser mais leve, vou focar mais nos meus sentimentos. O sentir é mais forte do que as palavras. O sentir é o mais poderoso atraidor de energias para a construção da nossa realidade. 

Me preparar para cumprir carga horária e procurar emprego

Quando entrei na universidade pensei que o processo seria mais tranquilo. Me imaginava estagiando em uma empresa, fazendo contatos e com um crescimento profissional. Aconteceu que tudo foi mais lento que pensei. Em um primeiro momento estagiar e estudar é uma tarefa muito difícil. Dependendo da onde a pessoa estuda e o curso que ela faz, pode até ser mais viável fazer as duas coisas. 

O sonho da independência financeira e finalmente poder me “desprender” da minha mãe foi adiado. Já vou fazer 20 anos e é ruim depender dos outros. Fui a primeira pessoa da família a ser dependente financeiramente que está estudando longe de casa. Eu tenho auxílios da universidade, ajuda muito, mas o valor não é suficiente para viver. 

Vou ficar mais tempo na graduação, pois vou terminar as matérias optativas e completar a carga horária. Dessa forma, no segundo semestre de 2017 vou ficar dois turnos vagos e assim vou ter tempo para procurar emprego. 

Minha esperança na universidade era entrar na AIESEC e me sentir realizado lá. AIESEC é um lugar maravilhoso, onde dá para aprender muita coisa maravilhosa. Mas não me encaixei muito com a cultura organizacional. Eu gosto de ambientes mais rígidos e controlados. Não me sinto a vontade nas festinhas com gente bêbada. A AIESEC Vitória por ser sedenta em números e pelo anseio de ser umas melhores do mundo e do Brasil deixa a qualidade ofertada um pouco a desejar, principalmente no momento de selecionar os estrangeiros que vem para cá. A maioria deles são descompromissados e só pensam em vir aqui no Brasil fazer coisa errada. 

Acredito que a área de pesquisa se encaixa mais comigo. É tudo muito mais tranquilo e impessoal. Prefiro criar uma barreira entre profissão e vida pessoal, e a ciência pode me proporcionar isso melhor. 

Tenho o desejo de empreender muito grande, mas ninguém colocou crédito em mim. Meu plano é começar a trabalhar, juntar um dinheiro e começar a construir um projeto. Gostaria muito de poder ser recompensado pelo meu esforço. Descobri que gosto muito de escrever e quero profissionalizar isso. Um dia vou aprender organizar todas as minhas ideias em uma caldeira e ver o que sai. Em Economia já sei que o mercado financeiro não tem muitas áreas atrativas para mim.

Prefiro algo que possa fazer na Economia real.