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Mother of cry baby kill father Ramon Cristian - Fanfiction - Xarope continua sendo xarope - Melanie Martinez - Capítulo 3

Fanfiction – Xarope continua sendo xarope – Melanie Martinez – Capítulo 3

As farsas na casa de Melanie estavam ficando insustentáveis. O irmão não ficava mais em casa, pois seus amigos, outros exploradores no mundo dos entorpecentes, era a sua nova família. O pai já nem ligava que todos ali dentro soubessem de suas traições. A mãe estava ficando cada vez mais louca, sua raiva estava transbordando do seu corpo, a máscara social não importava mais, sua imagem foi destruída.

A mente da mãe da Cry Baby passava várias cenas de vingança que ela acreditava que apenas estaria dentro da sua cabeça. Um dia o pai chegou bêbado com a amante, ela não estava acreditando que estava vendo aquela cena, sabia que aquilo tinha acontecido outras vezes, mas ele era mais discreto, preferia quando ele sumia e coisas do tipo aconteciam fora de casa. Melanie ouviu barulhos na casa, mas ficou quieta em seu quarto, apenas pegou o edredom e cobriu parte do rosto.

A mãe viu o marido e a amante atravessarem o corredor escuro, os viu entrar em um quarto. Ela lentamente dirigiu-se até a cozinha. Sentou-se no balcão forrado de couro preto fosco, respirou profundamente. Colocou a mão no rosto, começou a chorar. Depois ela levantou, pegou uma caneca com o formato de um ursinho, era um copo que Melanie gostava muito, mas não era mais usado, pois a filha se considerava crescida para usar aquele utensílio. Ela se dirigiu até a copa, pegou uma garrafa de conhaque, provavelmente aquela bebida estava guardada por pelo menos uma década, parecia tão especial que estava em posição central na vitrine. Encheu a caneca-ursinho com a bebida e começou a beber, cada gole queimava a sua garganta. Logo em seguida, pegou uma faca bem grande e afiada na primeira gaveta do armário e a lambeu. Estava decidida a acabar com tudo, aquele dia iria mudar a sua vida para sempre.

Foi no porão, pegou uma corda. Depois ela regressou à cozinha, pegou a faca que estava no balcão, segurou-a pela boca (através do suporte), delicadamente subiu a escada. Entrou bem devagar no quarto que estava seu marido e a amante. Viu que eles estavam dormindo. Os amarrou na cama de um modo que não acordassem. Colocou um líquido num pano, e colocou nas narinas dos dois. Agora ela sabia que não iriam acordar tão cedo. Os desamarrou, pegou duas cadeiras da cozinha e colocou-as no corredor. Usou uma força que ninguém imaginaria que possuía, os colocou sentados nas cadeiras. Eles estavam opostos um ao outro, desse modo, quando acordassem um poderia sentir o desespero do outro, mas não se veriam. Depois ela pegou uma fita bem forte, para ter certeza que não teriam como escapar, os amarrou com a corda novamente, depois passou a fita nos seus tornozelos, nas suas mãos e passou sem dó nas suas bocas para que não pudessem gritar. A amante estava com a cabeça abaixada na cadeira, pois estava visivelmente apagada, a traída levantou a cabeça daquela jovem de maquiagem provocante, apertou as bochechas delas, e deu um tapa bem forte na cara da sua futura vítima. Ela voltou a cozinha, bebeu mais, bebeu até terminar toda aquela garrafa que com certeza custava alguns milhares de dólares. Depois voltou, pegou a faca que estava no lugar, pegou outra cadeira e ficou sentada ali. Os dois finalmente acordaram, se debateram nas cadeiras, ela não queria finalizá-los sem antes os fazerem sentirem dor. Depois de ver as lágrimas da amante, o seu ódio subiu ainda mais, num antes de coragem, esfaqueou o pescoço dela, vendo o desespero do marido, não aguentou vê-lo tão preocupado com outra, o matou logo em seguida do mesmo modo. 

Depois da tragédia, os desamarrou, ela pegou os corpos e jogou em cima da cama de casal, os enrolou em uma coberta, o lugar estava cheio de sangue por todos os lados. Nesse momento a Cry Baby estava dormindo, como já ia amanhecer, os barulhos estranhos a fizeram despertar, sua casa era cheio de barulhos estranhos, mas aquele era mais estranho que os outros. Toda sonolenta, andou pelos corredores, viu sua mãe embalando os corpos, ela ficou totalmente sem reação com a cena que estava vendo. A garota simplesmente ficou imóvel, não conseguiu gritar, não conseguiu correr, não conseguiu andar, só ficou congelada como uma pedra de gelo. A mãe olhou para trás e viu a menina. Ela parou o processo de embalamento, foi no criado mudo, embebedou um pano com o líquido de uma garrafa. Andou até a Cry Baby, o máximo que a filha fez foi dar dois passos para trás, a pegou por trás e forçou o seu rosto contra o pano. Amarrou a menina na cama, que apenas retomaria a consciência momentos depois. Por um momento ela pensou em dar um fim na filha também, mas não teria coragem de matá-la.

A mãe da Cry Baby sumiu no mundo, ninguém sabe se ela criou outra identidade ou se matou em algum lugar. Foi descoberto que o seu pai trabalhava para um cartel, era funcionário de uma complexa organização de distribuição de produtos ilegais. Ele não teria nenhuma moral para lidar com um filho drogado, sendo que era responsável por vários drogados. A mãe sabia, mas fingia que estava tudo bem, se fazia de burra.

Um casal que deixou os filhos depressivos e sozinhos, cada um foi para seu próprio mundo de vulgaridade, a mãe preocupada com seus anéis de ouro, silicone, suportava o marido, o chamava de “amor” de vez em quando para ganhar alguma coisa em troca. O pai exibindo mulheres, as denominava de sua propriedade, este era um modo de querer demonstrar o seu poder. No final não teve como esconder nada, afinal, um xarope continua sendo um xarope em uma mamadeira.

Para aquela mãe, as pílulas de dieta não foram suficientes, a maquiagem não escondia a sua insegurança, os procedimentos de beleza que colocam sua vida em risco, que acreditava ser o preço que tinha que pagar para ser amada. Nada disso adiantou, ela se tornou uma assassina, uma assassina do próprio marido.

Feriado de Páscoa que não passarei em casa

Infelizmente não consegui ir para casa nessa páscoa. Tive que ficar na república, pois não consegui carona para ir na casa da minha mãe. Ela disse que poderia comprar passagem e ir, mas se fizesse isso, tenho certeza que depois ela reclamaria de despesa, e não quero ouvir sermões sobre gastos (sendo que nem gasto muito). Estou esperando a minha vitória de ter uma renda para me sustentar. 

Queria muito ir para casa e ter a sensação de estar em casa. Morar nessa república está sendo melhor que a primeira. Aqui tem menos problemas, mas ainda não é muito confortável. Estar com a família é uma sensação totalmente diferente. E moro com pessoas totalmente diferentes de mim. 

Não adianta chorar pelo leite derramado. Aproveitei este tempo a mais e limpei meu quarto, uma faxina mais profunda que o habitual. Lavei o tapete, tive que lavá-lo, pois deixei cair chocolate nele. Coloquei a roupa para lavar. Fiz todas as revisões de Mandarim no Memrise, vou colocar todos os meus artigos em dia para não deixar o site parado e vou estudar matérias da graduação. 

Neste final de semana em Vitória-ES está tendo o Anime Dark com o tema Dragon Ball. Um rapaz que mora comigo disse que ia pegar um ingresso para mim, pois ele vai trabalhar lá, depois ele me mandou uma mensagem falando que não deu ‘-‘ . Ontem prometi que ia na academia com ele, mas vi que eu estava sem bermuda limpa (tinha colocado tudo para lavar) e desmarquei.  Ele ficou bravo, mas agora sinto que não devo nada a ninguém. Ele também furou comigo. 

O povo que mora comigo é meio problemático e vou tentar ficar mais na minha. Não são rapazes que quero fazer amizade, mas não chega ser tão ruim que não dê para conviver. Sinto que a vida está me ensinando a expor menos meus gostos para quem está a minha volta, quando faço isso sinto que fico mais vulnerável. 

Espero poder me organizar nessa páscoa. 

Alimentação para fortalecer o corpo e ida ao supermercado

Hoje fui no supermercado, pois as coisas aqui em casa estavam acabando. Quando cheguei lá, até me surpreendi. Nunca vi tanta gente em um supermercado ao mesmo tempo. A maiorias das pessoas estavam com caixas e mais caixas de cerveja, nesses momentos percebo que estou no Brasil. Grande parte do povo que estava ali estava comprando comida e bebida para passar o carnaval. 

Comentei que com o passar do tempo comecei a comer mais coisas industrializadas, pois onde morava, verduras, legumes e frutas são itens bem caros. Tomei consciência que precisava voltar a ter uma alimentação mais saudável. Passei longe do setor de biscoitos, pela primeira vez comprei mais alimentos frescos do que industrializados. Estou resistindo a tentação de ficar comprando um chocolatinho ou um doce, com o passar do tempo, isso se transforma em economia. 

Depois passei na feira e comprei algumas poupas de fruta e banana. Toda semana vou ir comprando as coisas aos poucos, desse modo não tem a chance de algo estragar. Me dá uma tristeza e um sentimento de culpa muito grande ver comida estragando. 

Minhas amígdalas incharam mais e começou a doer de novo. Tenho esperança que vou me livrar desse mal mudando meus hábitos, meditando para controlar o estresse e com regulação no sono. Fui no posto algumas vezes para ver se conseguia consultar, é horrível depender de saúde pública no Brasil, mas enfim, no final tudo vai dar certo.

Espero que meu corpo responda positivamente a essas mudanças. Eu sinto que estou renascendo, finalmente estou conseguindo me livrar de pensamentos e atitudes negativas. Estou jogando todos os lixos fora e limpando minha casa interna. Quero muito estar preparado para passar uma herança de prosperidade para as próximas gerações. A alimentação pode me ajudar nesse processo de fortalecimento e deixar a fraqueza mental e física de lado. 

Animais, sentimentos e suas personalidades

Depois de muitos anos que fui ter um contato maior com os animais. Luna é uma cachorrinha que adotamos em casa e nos apegamos muito a ela. Antes ficava meio cismado de brincar com ela, eu não estava acostumado com cheiro de cachorro (ou qualquer outro animal) e os pêlos me incomodavam. Agora nenhuma dessas coisas me incomodam mais e fiquei menos fresco em meu contato com os animais.

Aprendi que, como os seres humanos, animais também possuem personalidades próprias. Uns são mais carinhosos, outros são mais atentos, uns mais sociáveis e outros menos sociáveis. Luna é uma cachorra muito medrosa e sentimental. Ela sempre quer que alguém fique perto dela. Outra característica é que ela é muito manhosa, sempre está carente de atenção. Um traço de personalidade marcante nela é a gula. Ela sempre quer comer e nunca está satisfeita, se deixar ela come até explodir. Quando estamos em casa, Luna é muito brincalhona e faz altas performances para poder chamar a atenção. Mas quando chega gente estranha em casa, ela fica querendo se esconder nas nossas pernas ou ficar bem longe dos desconhecidos. Uma vez, ela fez fezes de tanto medo que sentiu de um marido da amiga da minha mãe que veio para a festa de ano novo. 

Eu não tenho um animal favorito, meu amor ou não por um bicho sinto que é igual com uma pessoa. Eu tenho empatia com o ser e ele comigo, ou nós dois não vamos com a cara um do outro. Pele menos eu sinto quando algo ou alguém gosta de mim. 

Na casa da minha amiga tem um gato, o nome dele é Lolo. Lolo foi o primeiro gato que veio até mim. Ele é muito fofo, ele gostou quando fiz carinho nele. A maioria dos gatos normalmente são mais na deles, o instinto deles é muito forte e eles têm receio maior de relacionar com as pessoas. Lolo é um gato super sociável, ela quer estar por dentro do que está acontecendo e tenta “escanear” quem ele não conhece. 

Um animal muito marcante na minha vida foi o Frederico. Frederico é o papagaio da madrinha do meu irmão. Ele é mais na dele, apenas fica mais a vontade quando só tem membros da família em casa. Morria de passar perto dele, ele bica os “estrangeiros” e não gosta que estranhos fique perto dele. O engraçado é que, um sobrinho dessa senhora foi morar na casa. O Frederico simplesmente amava este rapaz, sempre o seguia e quando estava fora da gaiola só dava atenção a esta pessoa. Acontece que, os dois filhos dessa senhora já convivia há anos com este papagaio e este não era tão íntimo com os dois. Percebo que os animais também tem um senso de empatia similar com a dos humanos. 

Não sei se no futuro vou ter outro animal ou ter contato com outros bichos. Espero estar mais sensível com a natureza que nos cerca nos próximos anos, sinto que ficamos mais amorosos tendo contato com um animal.