A desconfiança do governo e movimentos separatistas

O governo não é visto como uma entidade confiável para muitas pessoas. Vários cidadãos não querem e não gostam da ideia de terem que pagar para a construção do Estado e seu aparato. A indignação de não sentir parte de uma nação faz surgir grupo separatistas.

A elite do Estado não quer ficar para trás e deseja ser igual ou superior ao empresariado. O empresário no capitalismo tem um papel muito respeitado, enquanto a elite do Estado é vista como uma espécie de parasita que se aproveita do monopólio da força para buscar seus próprios interesses.

A desconfiança e a insegurança de não ter direitos fazem com que grupos menores queiram ter o domínio do seu próprio território e se livrar do poder central. As pessoas têm uma falsa ilusão que é uma tarefa fácil se separar de um determinado domínio. O Estado tem a monopólio da força, vai ser muito difícil alguém vencer a potência de um poder maior. Normalmente conflitos de interesse geram guerras, mesmo com a tensão de uma guerra, os separatistas podem não consegui atingir os seus objetivos. 

No sul do Brasil vemos um movimento separatista mais visível. Como os sulistas, as pessoas de outras localidades também estão com um sentimento de frustração de como se configura o sistema político brasileiro. Muita gente é muito ingênua e acredita que apenas acreditar e apoiar o movimento vai fazer as coisas acontecerem. O processo de federalização dentro do território brasileiro é muito forte, desfazer isso é uma tarefa um tanto quanto complicada. Acredito que devemos trabalhar para fortalecer os governos locais e as pessoas terem mais controle com o dinheiro dos impostos estão sendo usados. 

Tenho uma ideia um tanto quanto diferente do que é posto na realidade. Acredito que repasse de imposto deveria na maior parte ser utilizada na administração do bairro/região que esta renda foi recolhida. Dessa forma, a comunidade da localidade usaria a verba para aquilo que a população da localidade precisasse. O governo federal deveria preocupar apenas em defesa. As unidades federativas deveriam ter mais autonomia e depender apenas de si. Este modelo geraria mais competitividade e dessa forma gerando mais inovação. A adaptação do estilo de vida seria mais harmoniosa, sendo mais compatível com cada região. 

Espero que o Estado posso se reorganizar para entregar uma paz social e erradicar a pobreza. Se este sistema cair, que o próximo pense mais em evoluir o ser humano para um caminho que não leve a destruição. 

Falsos profetas e motivação de ir em igrejas

As igrejas de cunho protestante no Brasil tomaram um caminho preocupante. Todos sabemos que o mundo possui muita gente egoísta e que muitos membros de igrejas não saem desse perfil. Depois de adulto consegui visualizar muita coisa que não conseguia enxergar na minha infância e adolescência. É difícil enxergar quando queremos deixar um lenço amarrado na nossa cabeça tampando nossos olhos.

A verdade é que, muitas pessoas vão à igreja, pois se não fosse isso, não teria outra coisa para fazer da vida. Ir à igreja não é uma atitude ruim, acontece que, não adianta ir à igreja e não viver em consagração. Se a pessoa se considera religiosa, o fator principal deveria buscar o amor de Deus e tentar se espelhar nesse amor, não ir em um templo apenas para ter um ponto de encontro social. Não adianta ter um terço, uma bíblia ou um amuleto considerado importante e tratar os outros com grosseria, não ter boa relação dentro de casa e desrespeitar o direito do outro. Odeio ir à igreja e ter que aguentar os cumprimentos falsos, durante a semana, estas mesmas pessoas não olham para a minha cara. Para mim tem duas opções, ser sempre simpático com todos ou mostrar a verdadeira personalidade em qualquer lugar (não ser obrigado a cumprimentar alguém como espécie de imposição).

Outra coisa que aprendi é que muita gente vai nas igrejas por ambição. Quando ligo a televisão e coloca em um canal com um culto evangélico, a maioria dos canais só mostra histórias de superação, pessoas que perderam tudo e depois recuperam a riqueza, pessoas que conseguiram sair da pobreza por causa do milagre de Deus. Parece que o único assunto é prosperidade. Acredito que a vida financeira das pessoas pode ser transformada, mas creio que outras mensagens relevantes poderiam ter mais evidência. Não ouço culto falando sobre amor, falando sobre trabalho duro ou como prevenir certas coisas para evitar sofrimento. É muita pressão que é imposta para entregar o dízimo, “Você quando planta pode receber o dobro ou o triplo”. Dízimo é algo que deve ser entregue se a pessoa se sente bem fazendo isso (Deus sabe como são as pessoas), não quando espera mais dinheiro e bens como retorno. Somos recompensados pelas ações que fazemos. Nem sempre o que precisamos é de algo físico, apenas paz e felicidade pode confortar a vida de muitos os que estão sofrendo.

Os falsos profetas conseguem controlar a vida de milhões de pessoas sem que elas se deem conta disso. Está se chegando a certo ponto, que está tendo uma infiltração nos órgãos políticos. O controle está se dando em vidas que não tem vinculação com a religião dos líderes políticos/religiosos. Direitos de escolha individuais estão sendo retirados e está sendo criado um efeito reverso. A sociedade parece que cada dia está mais caótica e pior. Se as pessoas fossem tão religiosas como se mostram, a situação não estaria do jeito que está.

Além das celebridades vazias, parece que vários falsos profetas estão se tornando os próprios deuses para seus fiéis. Agora uma camisa ensaguentada faz milagres. Me pergunto onde está a preocupação com a oração, o jejum e a caridade. Parece que as coisas importantes estão sendo esquecidas. 

O sistema prisional brasileiro e o combate ao crime

O sistema prisional brasileiro está falido. As cadeias são máquinas para a criação de bandidos piores e mais cruéis. A raiz de tudo isso é quem a justiça seleciona como desviante. Na visão do judiciário o pior desviante é o traficante de drogas. Grande parte das pessoas presas são envolvidas com este tipo de tráfico.

Muita gente diz que é a falta de educação que criou o cenário que temos. A educação faz diferença no modo como as pessoas enxergam o mundo, mas não é um nível de educação que vai ser responsável do fato de alguém cometer um delito ou não.

Na minha visão há crimes muito mais sérios que deveriam ser investidos mais recursos financeiros e humanos. Assassinatos, estupros, trabalho escravo e estelionato são crimes que deveriam ser mais investigados. O governo nunca vai controlar o tráfico de drogas, as pessoas adultas devem ter liberdade de escolherem o que desejam consumir. Um usuário de drogas deve ser visto como um dependente químico. O governo deveria fazer campanhas evitando o uso de drogas e para quem já é viciado, incentivar o tratamento. É muito errado alguém que use drogas ser visto como um criminoso e que deva ser punido por isso.

Não sou a favor do uso de qualquer substância que faça mal à saúde, mas infelizmente sabemos que o mundo é cheio de pessoas infelizes que tentam fugir da realidade de alguma forma. É muito difícil controlar o ser humano, se alguém quer fazer algo que não fere o bem-estar do outro, o indivíduo deve ter a liberdade de escolher fazer o que quer.

Se houvesse empresas legalizadas que realizasse a venda de entorpecentes, tais drogas teria um processo de qualidade, minimizando os riscos para o usuário. O governo ganharia mais impostos que ajudaria na manutenção das suas atividades. O tráfico não seria alimentado e a ilegalidade diminuiria. Um tráfico com dinheiro, é um tráfico que ganha força. Tal força pode ser vista pelo armamento que as facções possuem, armamento tão pesado que nem o exército do próprio país tem acesso.

O Brasil é um país falso-moralista com pseudo-religiosos que querem que seus estilos de vida fosse padrão para todos, e tentam impor isso por leis. Mas são essas mesmas pessoas que fazem as piores coisas no oculto.

Uma polêmica muito grande é sobre a administração das cadeias. Eu acredito que as cadeias deveriam ser privatizadas e que o preso deve ter a chance de trabalhar. Se não trabalha, não come, simples assim. A sociedade não deve investir mais em cadeia do que nos estudantes. Uma cadeia deveria ser autofinanciável. Durante o tempo em que a pessoa tivesse presa, ela seria responsável por mandar dinheiro para a sua família, esta obrigação de sustentar os dependentes deve ser de quem está preso, não do Estado! É muito ruim saber que se paga imposto para sustentar filhos de outros.

Para entender mais do tema e ver políticas que vários países fizeram para diminuir a taxa de criminalidade recomendo muito o documentário Quebrando o Tabu. A partir da análise de vários relatos desse documentário, dá para ter uma opinião mais sólida sobre o tema.

 

A romantização das relações familiares

Há um mito em acreditar que todas as famílias têm uma relação saudável. Parte da população não sofre nenhum tipo de violência ou de carência de amor, mas isso não significa que em todos os lares acontece tal fato. Se tivéssemos famílias mais estruturadas, o mundo não estaria do jeito que está.

Parece que há a obrigação da mulher de ser mãe, e que todas as mães fazem tudo por seus filhos. Não existe um manual pronto de como ser mãe e não é todo mundo que está disposto a ter filhos. Muitas das gestações não são planejadas e muitas vezes não se tem condições psicológicas e financeiras de se ter um filho. A presença de uma criança faz com que certos hábitos e costumes sejam mudados, acontece que, não é todo mundo que está disposto a mudar os seus hábitos.

É muito triste ver crianças jogadas na rua, tendo que amadurecer de maneira rápida para enfrentar as diversidades da vida. Imagina quantas crianças passam frio e fome a noite, porque os pais foram na balada com os amigos. A família padrão está longe da realidade de muita gente. No Brasil acontece um fato muito triste, os pais abandonam os filhos, e há uma tentativa de culpar as mulheres pela gravidez. Um filho não se faz com apenas uma pessoa (em uma relação sexual), então a obrigação não deve ser de apenas uma pessoa. Ainda bem que hoje já tem leis e ferramentas que permite que o direito da criança seja respeitado. Existem estas leis, pois se não as tivesse, com certeza muitos irresponsáveis não arcariam com seus compromissos. Ainda bem que a ciência conseguiu desenvolver o teste de DNA, para ter uma certeza de resultados.

Algo que não se paga é o amor. O abandono que vemos em nossa sociedade mostra que não existe amor automático de alguém por seus descendentes. Isso é uma mentira que as pessoas devem parar de acreditar, a vida não é uma novela perfeita onde o mocinho faz de tudo pela mocinha. Não é todas as pessoas que são capazes de amar, pode acontecer dos pais amarem e fazer de tudo por seus filhos e mesmo assim serem abandonados em algum momento da vida.

O lar é a primeira etapa da sociedade, nele que se pode ter uma visão de mundo para o resto da vida. A herança é um fruto muito evidente das relações sociais ao longo do tempo. Vemos que no longo prazo como há uma tendência da pobreza e falta de amor ficar maior, por outro lado a riqueza e um estilo de vida mais confortável pertencer no cotidiano de menos gente.

Um conceito que acredito que é errado: Fazer de tudo pela família. Não devemos fazer de tudo pela nossa família, devemos primeiro priorizar quem nos ama. É natural pensar que quem nos ama é a nossa família, mas isso não pode acontecer em todos os casos. Para que sacrificar tempo, dinheiro e saúde com pessoas que não tem afeto com você?

Hábitos humanos estranhos: O processo do ritual

Ritual é algo que faz parte do processo de socialização humana. É um elemento que existe por milênios e algumas coisas são muito difíceis de desconstruir. Eu realmente não consigo entender como as pessoas conseguem viver a sua vida tendo rituais periódicos. A vida se torna tão sem graça, pois tudo se torna tão previsível. O ritual deve ser um modo para dar segurança no futuro, pois não é necessário ter aquele estresse do que fazer. 

Um lugar onde os rituais são muito presentes são nas religiões. Todas as religiões de modo geral tem um certo padrão. A Igreja Católica tem um folheto que deve ser seguido e a missa é por base naquilo. As igrejas evangélicas normalmente tem o mesmo padrão de encontros. Não conheço muito de outras manifestações de fé, mas acredito que deve acontecer a mesma coisa. Os fiéis seguem anos e anos os mesmos padrões de música, culto, literatura e vestimentas. Como as pessoas vivem assim e não cansam? Inovar faz parte para a transformação de um novo mundo, me incomoda uma sociedade que não sai do mesmo padrão. 

Não é apenas pessoas religiosas que seguem rituais de tempos em tempos. Pessoas não religiosas também tem esses padrões, principalmente em ações na busca de algo para ter conforto em vida. Sinto que o ritual é o modo da sociedade de sobressair a individualidade. Pela primeira vez, em muitos lugares, as pessoas têm a liberdade de serem quem elas são. O padrão social cada vez mais está sendo confrontado, principalmente na sociedade ocidental. Um exemplo muito forte do poder dos rituais são as sociedades indígenas, que mantiveram tradições por séculos, parecendo que as pessoas de determinada época é a mesma de séculos atrás. 

Há um medo do desconhecido e de uma perda de identidade social. Se aventurar no desconhecido é um pecado para determinadas pessoas. Os mais ameaçados e que tentam de algum modo barrar as mudanças são os líderes dos movimentos que realizam os rituais. Há várias formas de interromper uma mudança. Os exemplos de tentar manter o status padrão é através de uma ditadura, pressão psicológica, legislação e toda forma de manter o controle. 

O lado bom dos rituais é que seus adeptos vão ser pessoas mais parecidas. Seres mais parecidos fazem com que a harmonia social seja maior. Um dos motivos do mundo estar tão conflituoso, pois como cada um segue para o individualismo, a harmonia social se torna mais difícil. Mesmo em uma mesma família, a harmonia social está se tornando difícil, pois cada membro pode ter gostos musicais diferentes, grau de instrução diferentes e conhecimentos diferentes. Uma harmonia social que está sendo construída é pela grande mídia, onde há uma tentativa de tornar todos igualmente burros. A televisão por muito tempo foi uma forma de poder muito abrangente, mas atualmente existem tipos de mídias onde cada um escolhe aquilo o que deseja e acessa quando deseja. A individualidade faz com que os rituais se tornem mais dissipados. O perto se torna longe e o longe se torna perto.