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Resumo do capítulo 3 de Casa-grande e Senzala – Gilberto Freyre

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O autor

Escrito por Gilberto Freyre. Um escritor pernambucano, considerado um dos maiores sociólogos do século XX. Casa-Grande e Senzala foi seu primeiro livro publicado em 1933, escrito em Portugal. Ele nasceu em 15 de março de 1900 e morreu em 18 de julho de 1987 por conta de uma isquemia cerebral, infecção respiratória e insuficiência renal. Estudou o Brasil pela ótica sociológica, antropológica e histórica. Freyre é descendente dos primeiros colonizadores portugueses do Brasil. Também tendo descendência espanhola, indígena e holandesa. Ele teve a honra de ser um dos poucos brasileiros a ser detentor do título de Sir, concedido pela Rainha Elizabeth II. Começou no ensino superior aos dezoito anos, foi estudar na universidade de Baylor, que se localiza no Texas com uma bolsa que ganhou da igreja Batista. Depois ele foi para a cidade de Nova York, onde iniciou seus estudos na Universidade de Columbia.

Através de Casa-Grande e Senzala, o autor mostrou que o determinismo geográfico não define o desenvolvimento de um país. O livro recebeu muitas críticas por conta do tipo de linguagem utilizada.  

O colonizador português: Antecedentes e predisposições

Os portugueses eram um povo conhecido por serem escravocratas, mas ao mesmo tempo foi um dos mais que se interagirem com que os europeus chamavam de “raças inferiores”. O número de homens portugueses vindos para as colônias era maior do que de mulheres que se aventuravam por novas terras. Os homens de terras lusitanas não conseguiam ficar em abstinência. Assim tendo relações sexuais com mulheres de outras etnias, desse modo iniciando um processo de miscigenação. Na Europa, Portugal foi umas das primeiras pátrias a ter no que o autor chama de burguesismo. Os colonizadores do Brasil eram aristocráticos, patriarcal e escravocrata. Eles tinham ilusão de grandeza.

Um fator que uniu diferentes grupos no território brasileiro foi o sentimento de heresia implementado pelos portugueses, que ao longo da história teve vários alvos. O movimento mais forte era principalmente o religioso. Diferente de Portugal, que a igreja cristã tinha grande status depois da retomada de territórios que eram califados. No Brasil se formou uma sociedade diferente, onde o senhor do engenho que detinha grande poder.

No Brasil, a figura do coronel era mais poderosa do que Gilberto Freyre coloca como autoridade del-Rei. Qualquer pessoa com problemas com a lei, no território do coronel, o Estado não tinha poder nenhum sobre o indivíduo, sendo que o coronel que fazia as regras dentro das suas propriedades. Os religiosos tinham menos privilégios no que em Portugal e eram submetidos a tratamento diferente. No Brasil, os jesuítas por exemplo eram subordinados a Casa Grande, fato que os preocupavam. Eles se sentiam mais “tentados” por conviver em um espaço com mais mulheres.

A política segregacionista no Brasil se intensificou no século XVII e XVIII por causa do ouro, antes disso a rivalidade contra outros cidadãos europeus não era tão intenso como relatado por muitos historiadores, bastava a pessoa se declarar ou aceitar ser batizado na igreja católica romana.

A formação de Portugal é heterogênea. Tendo ancestralidade africana e de povos das partes nórdicas da Europa. Depois o território teve grande influência romana, que “latinizou” a região.

Gilberto Freyre fala que Portugal é o país do louro transitório ou do meio-louro. Os portugueses são descendentes dos celtas, romanos, germânicos e dos norte-africanos que moravam na região na época dos califados. A expansão árabe na Europa começou a ocorrer a partir de 711 e a reconquista cristã ocorreu no século XV. Por conta de tal característica racial, depois de adultos, muitas pessoas ficam com a pele e os cabelos mais escuros. Entre o século XVI e XVII foram os portugueses com esses traços físicos que vieram colonizar o território brasileiro. Havia portugueses com traços caucasianos misturados com as de negro ou judeu. Muitos mouros (povos norte-africanos) que foram para a Europa eram negroides, mas estudos mostram que possuíam algumas pessoas desses povos que possuíam os cabelos mais claros.

Fonte: Link do livro

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.