Skip to main content

Empresas feita para vencer – Good to Great – Jim Collins

Este livro é muito interessante para entender esta fase do capitalismo de concorrência acirrada e saber o porquê algumas empresas tem êxito e outras não. Jim Collins fez um trabalho científico para responder esta pergunta. A tradução do título do livro para o português foi decepcionante, pois retirou a essência do que o autor quis passar. O nome do livro é Good to Great, então uma tradução boa seria “Como ultrapassar o bom e ser o melhor” ou algo do tipo. 

É possível notar na leitura que alguns mitos são desfeitos. Os elementos importantes para o desenvolvimento da empresa são postos em evidência. O foco principal é a liderança do nível 5, os líderes da empresa que possuem este perfil têm grandes chances de sucesso. O CEO não pode ser uma pessoa com o ego elevado, deve ser alguém que possui humildade e modéstia, um líder que tem determinação de fazer a empresa se tornar excelente. Em Good to Great, Jim Collins explica cada nível e suas características.

Pontos importantes que achei muito interessante no livro que é diferente do que as pessoas podem pensar em um primeiro momento:

  • É necessário colocar as pessoas certas na empresa, pois assim não se terá que gastar tempo, energia e dinheiro com motivação, gerenciamento e controle. Pois estes funcionários vão saber o que fazer. Na dúvida, é melhor não contratar. 
  • Não é novas tecnologias que fazem a empresa crescer, mas sim a utilização de recursos. Inovações devem auxiliar o crescimento, mas nunca se deve esperar por elas como iniciadora de um processo.
  • A empresa aprende com o tempo a melhor forma de se desenvolver, não existe fórmula mágica. 
  • O mais importante do que fazer, é do que não se dever fazer.
  • Os melhores funcionários devem estar aptos para as melhores oportunidades, não para resolver os maiores problemas.

Uma analogia muito interessante que foi colocado no Good to Great foi a do porco-espinho. 

Passos importantes:

  • A empresa deve focar em algo que ela possa ser a melhor.
  • Analisar o que gera renda para a empresa
  • Descobrir aquilo que incita uma paixão.

 

 

Atividade do livro O que o dinheiro não compra de Michael Sandel

  • Com base no autor, estabeleça quais são os limites do mercado frente a moral e ao direito.

O mercado ganha mais valor da sociedade, ele está sendo a força dominante que comanda a vida social. Cada vez fica mais evidente que os mercados se desvinculam da moral. Várias instituições que seriam responsáveis pelo bem-estar social foram ou estão sendo privatizadas ou terceirizadas, apenas quem tem recursos financeiros que conseguem ter acesso a esses serviços. Vemos que a desigualdade está aumentando e há um processo de acumulação de renda, fazendo com que uma parcela bem pequena da população detenha grande quantidade de riqueza. Nem tudo deveria ser mercadoria, as interações sociais e o que é necessário para a dignidade humana deveria ter outro atributo de valor, sem ser o comercial. Deveria haver limites para o mercado, mas a tendência é esta instituição ter maior parte do poder.

  • É possível formular uma noção de justiça dissociada de mercado?

A justiça deve fazer parte de uma sociedade para que tenha harmonia social e que as pessoas sintam que elas têm deveres e direitos a serem respeitados. O mercado deve ser regulamentando, para se tornar uma instituição mais justa, mas de fato o que está acontecendo é uma desregulamentação por causa do liberalismo, para que se tenha um mercado mais livre com mais poder de penetrar na sociedade. Estamos perdendo a noção de cidadania, sendo que ser consumidor para o mercado é muito mais importante do que ser um cidadão. Várias constituições garantem que todos os seus cidadãos são iguais perante a lei, entretanto isso não é uma verdade. Os Estados passam por uma crise e não conseguem assegurar os direitos que estão nas leis. Os próprios governos estruturam a desigualdade, pois transferem o dinheiro de impostos para os bancos e grandes empresários, não garantem em alguns casos o acesso básico a serviços essenciais para todos e podem dar privilégios a certas camadas da população.

  • Quais seriam os limites adequados para o exercício da liberdade individual e para a quantificação de valores com a vida moral e dignidade? Justifique escolhendo um dos exemplos do capítulo 3.

Há um discurso de liberação maior do mercado, pois algumas pessoas têm uma visão de um mundo onde a sociedade é livre e que todos podem escolher o que é melhor para a vida. Mas olhando mais minuciosamente, nem toda escolha é exercida apenas por vontade e com total liberdade.  É necessário olhar todo um contexto social, devem ser analisados fatores como equanimidade, corrupção e desigualdade por exemplo. Nem todo consentimento é livre, às vezes as pessoas precisam fazer uma escolha difícil para chegar em uma conclusão. Vários valores atualmente são quantificados monetariamente, o recomendado é que não seriam, assuntos como transplante de órgãos e adoção de órgãos deviam ser tratados de outra forma. Para não houver um processo de mercantilização é importante que a sociedade tenha valores fortes para que a vida moral não seja afetada com novos elementos perturbadores que podem fazer com que esta população entre em dissintonia e que conflitos sejam criados.

Um exemplo bem explícito do capítulo 3 é o processo que se está tendo na educação. Títulos são adquiridos financeiramente, onde se tenta mesclar os títulos de honra, com os títulos comprados sem nenhum mérito. É feito todo um jogo de palavras e é montado um sistema burocrático para mascarar estas aquisições por dinheiro. Grandes universidades vendem vagas para alunos mais abastados, mas como a sociedade ainda possui alguns resquícios de valores morais, para não ter o nome afetado por tais nomeações compradas, parte das vagas são ocupadas alunos que entraram por mérito. Mas por causa da complexificação do sistema e de toda burocracia envolvida, é difícil saber quem está em determinados contextos sociais por honra honoraria ou apenas por causa do poder que se tem.

Como é ser host pela AIESEC

Vou contar um pouco da minha experiência de como é ser host. Creio que já está chegando ao fim este tempo que vou ter um intercambista na minha residência. Vou falar de maneira bem sincera o que eu acho do programa de host da AIESEC.

De fato tive muitos problemas. Para você que está pensando em receber um intercambista e ainda está com dúvida vou dar algumas dicas. Nem sempre estamos preparados para tal experiência, então é necessário todo o cuidado do mundo, pois se pode ter em casa a melhor pessoa do universo e esta ser uma das melhores experiências da sua vida ou pode ser um inferno estar com tal pessoa estrangeira convivendo com você. 

A verdade é que no fundo este processo é uma incrível roleta russa, pois deve-se estar preparado a tudo. Eu conheci casos de intercambistas que eram praticamente da família e se deram muito bem com os membros da casa. Mas de acordo com a minha experiência na AIESEC, pelo menos metade dos casos acontece algum tipo de problema. Infelizmente eu fui host dessa vez para ajudar uma colega de curso que tinha entrado na instituição. Disse para ela se fosse caso de urgência, tudo bem aceitar a pessoa que viria. 

Como já disse em outros relatos aqui, meu orçamento é um pouco apertado. Conversei com o trainee (como é chamado o intercambista da AIESEC) que eu não seria um host típico, pois não poderia dar atenção e se tudo bem dividir o valor da energia, pois dessa forma minha mãe não iria reclamar. Resumindo um pouco da minha história, minha mãe mora no interior e me ajuda com parte dos custos que possuo para que eu possa estudar na capital (Vitória-ES).

Na AIESEC a pessoa que recebe alguém é de maneira voluntária e o trainee só precisa gastar com alimentação, mas eu não fui um host típico, só me ofereci em um caso de emergência. Conversei com tal pessoa sobre estes assuntos, ela disse que tudo bem dividir a energia, que não teria nenhum problema. Eu disse que meu estilo de vida é humilde e ele precisaria se virar em algumas coisas, como roupa, alimentação e etc. Recebi tal indivíduo na minha casa, passou alguns dias e pensava que estava tudo bem.

Uma coisa que é necessário ter cuidado, a maioria desses jovens que vem para o Brasil estão em busca de libertinagem, eles pensam que aqui é o lugar que se pode fazer de tudo. Então fico meio com o pé atrás das verdadeiras intenções desses trainees quererem vir para o Brasil.

Fiquei com medo dessa experiência de ser host, pois tive uma amiga que recebeu um colombiano e ele só saia para beber e chegava em casa de madrugada. Com medo de coisas parecidas acontecerem, enviei algumas condições para o trainee olhar para ver se ele estava de acordo ou não. Conversei com ****** e pareceu que a nossa convivência ia ser tranquila. Mas de fato, nossa convivência me pareceu um pouco complicada. 

Ele nem olha para a minha cara, o que ele faz é ficar apenas no celular e no notebook, tentava puxar assunto, mas era totalmente ignorado. Sou uma pessoa muito organizada e sou bastante chato com isso, só que ele é bem bagunceiro, tem mania de deixar as coisas jogadas. Também vi muitos casos assim, mas teve alguns piores do que o meu, de trainee jogar lixo no chão da casa!

Agora ele voltou atrás em sua palavra. Ele disse que é injusto ter que me ajudar a dividir a conta de energia, sendo que anteriormente tinha tido que estava tudo bem com isso. A conta deu o valor de R$27,50 para cada (valor de outubro de 2016), ele falou que este é um valor muito caro. Não entendi, sendo que ele bebe coca-cola como fosse água, come fora todos os dias, corta cabelo em bairro nobre, compra doces caros e etc. Nem fiquei chateado por que ele não quis contribuir, mas por uma questão de honra. Odeio quando as pessoas não cumprem com as suas palavras.

Depois que ele falou que não tinha nenhuma obrigação em nada, aí que ele falou o que me deixou realmente nervoso. Disse que tinha que mudar de host, pois não aguentava a minha internet fraca (no email que mandei disse que minha internet era fraca) e que estava cansado de lavar roupa, pois esta tarefa está sendo muito difícil para ele.

Comuniquei minha mãe que ele não iria querer dividir o gasto da energia e ela ficou brava comigo, pois passei uma informação anteriormente que não foi realizada. Como ela me ajuda financeiramente, então ela sentiu que estava bancando uma visita não esperada. 

Conversei com a colega de curso do que poderia ser feito, ela falou se poderia ficar com ele até sete dias. Disse que tudo bem, minha mãe quer eu despacho ele imediatamente. E prefiro que ele saia o mais breve o possível, pois ****** não é nenhum pouco cuidadoso. Ele sai com celular caro na rua e chega tarde em casa, depois acontece uma tragédia e não quero ter o meu nome no meio. 

Estou escrevendo isso tarde da noite, depois de limpar casa e dar um jeito na minha roupa para que no final de semana tenha tempo disponível para estudar. Já vai dar meia-noite e nada dele chegar. Vou esperar o indivíduo chegar para comunicar que o desejo dele vai ser concedido e ele vai sair daqui. 

Vou encerrar meu caso particular com o e-mail que enviei, pode ter uns erros de inglês, mas a mensagem é entendível.

Hi ******,

Nice to meet you. My name is Ramon Cristian. I am 18 years old. My English aren’t good, so sorry with mistakes. People of AIESEC Vitória are searching a host for you and they sent your profile to me. I was a member of AIESEC, so it’s a honor help who enjoy the NGO. I never be a host, so it’s can be a total different experience to me. Well, I am a simple university student, my family dont live in Vitória, so I am at the city because of the graduation. For economize, I live in a very small place, not with so much comfort. I cant give to you a typical Brazilian family. If you live with me, I would like if it’s ok for you this routine and rules:
– At week I dont cook, because I eat (lunch and dinner) at university restaurant. So, you be free to cook or eat outside. Food will be your responsibility.
– How I say, I need economize. So it’s okay take cold shower? If not, we are free to talk about it.
– Dont bring alcohol to the house. My family is very religious (Christian protestant), my mom can drive crazy if know someone is drinking alcohol at my place. And I dont like a situation like this too. I don’t care if a people drink or smoke, but just if do these kind of thing outside.
– At sunday I go at the church. If you would like go to beach or visit some place, you can contact other trainees and people of AIESEC.
– Dont arrive at home very late. It’s can be dangerous and I will feel responsible to you.
– Be a organize person and keep all clean.
– At my house dont have television and have 3G internet (it’s very slow). –
– Big part of time, I will be at university, so I cant give so much attention. It’s important be very independent.
Feel free to contact me at Hangout or Facebook: https://www.facebook.com/ramoncristia (mudei o perfil do meu Facebook)
Att,
Ramon Cristian
Dicas importantes para não cair em cilada:
– Converse muito com a pessoa, use Skype, Hangout ou qualquer outro vídeo chat disponível. 
– Pesquise a rede social da pessoa, veja o que ela gosta e o que ela faz da vida. 
– Desconfie de perfis muito perfeitos.
– Deixe as regras claras, pois se acontecer algo, não tem como a pessoa fugir da responsabilidade, pois as regras estavam claras. 
– Se tiver problema, não deixar de comunicar a instituição.

 

 

A menina que roubava livros de Markus Zusak

Este foi o livro que mais me dediquei a ler até hoje. Acredito que tenha terminado de ler ele em uma semana e alguns dias. Pois tinha o pegado emprestado de uma colega de classe. Como estava chegando a horar de mudar de cidade, então teria que devolvê-lo em pouco tempo e não queria deixá-lo pela metade. Toda vez que penso em uma tarefa de dedicação, vem a imagem da A menina que roubava livros. 

Não vi o filme, e nem sei se tenho coragem de ver. Pois a imagem dos personagens ficou gravado na minha mente e não sei se vou conseguir desconstruir isso. O livro é bem descritivo e cheios de detalhes, não dá lacunas para interpretações erradas. O começo dele já é estingante e dá uma curiosidade para continuar. A história é contada pela Morte, isso já faz as coisas serem interessantes.

O contexto é a época do holocausto. A personagem principal é Liesel Meninger, uma garota que por causa da guerra, vai morar com pais adotivos. Achei engraçado a mãe adotiva com seus palavrões em alemão, isso ficou um tempo na minha cabeça e ficava tentando pronunciar as falas mentalmente. Em muitos momentos a família passa por momentos de dificuldade, para agravar a situação eles escondem uma pessoa da morte. Algumas atitudes podem parecer duras, mas sempre dá para ver o fundo de amor que os capítulos transmitem. 

A ficção parece tão real, que poderia até ser uma história verdadeira. Markus Zusak tem uma lógica de escrita muito boa. Jurava que o escritor era alemão, mas descobri que ele é australiano. Ele tem descendência alemã e parece que ele estudou história a fundo antes de escrever.

Não quero contar ou fazer um resumo do livro para não ser um tipo de spoiler, apenas quero mostrar a essência da obra.