Vida cansativa – Evoluir para o próximo passo

Nestes últimos tempos minha vida anda muito cansativa. Conciliar estudo e trabalho não é uma coisa fácil. Muitos brasileiros e pessoas ao redor do mundo fazem isso para garantir um futuro melhor. Mais do que nunca é necessário me organizar para não ficar enrolado, não quero atrasar mais nenhuma atividade pendente. Estou aproveitando alguns lapsos de tempo, que não aproveitava.

Quando estou na fila do restaurante na universidade, estou aproveitando para ler um livro (A fila às vezes demora uns 15 minutos). Leio quando espero o ônibus, às vezes quando dá, leio dentro do ônibus. Quando o ônibus está muito lotado e quando tenho que segurar as barras com as duas mãos, escuto uma música binaural (quero fazer isso mais vezes em momentos de ócio) e tento prestar atenção na minha respiração. Agora é comum muitos vendedores entrarem dentro dos coletivos, principalmente pelo fato de desemprego estar num patamar bem elevado. Alguns conta suas histórias de vida tristes e como estão sofrendo (não tenho como saber se as histórias são verdades ou não). Estes depoimentos e conversas negativas que as pessoas falam, sinto que estas situações de certo modo, suga a minha energia. 

Estou tentando simplificar a minha rotina. Aprendi com as pessoas que estão no caminho da iluminação que não sou obrigado a me conectar com energias que não me fazem bem e que não tenho afinidade. Dizer não, deixa as coisas menos cansativas e menos penosas. 

Já sinto que estou evoluindo para o próximo passo, só pelo fato de ter coragem de me afastar de certas coisas e situações. Estou tendo consciência como que a minha realidade está mudando e como minhas relações estão indo para outro caminho. Não precisar mais de aprovações sociais, é como retirar uma mochila cheia de pedras das costas. Com o tempo, esta vida cansativa vai ser apenas passado. 

Cegos do capitalismo – O sistema não é perfeito

Há muitos cegos do capitalismo, onde acha que o mundo vai parar aqui e que tudo está tão perfeito que não tem como melhorar. Acordem! O capitalismo é imperfeito, não adianta tentar cobrir os problemas. O capitalismo trouxe muitas facilidades para parte da população, mas tem o outro lado, que é a pobreza, miséria e quantidade de lixo produzido. Estes problemas precisam serem resolvidos, mas muita gente apenas está preocupada com seu PlayStation, iPhone e lanche do McDonald’s. As empresas capitalistas são vistas como os símbolos da prosperidade, pois elas podem oferecer produtos e serviços que podem melhorar nossa qualidade de vida, isso é verdade, o problema é quando inicia-se um processo de idolatração, como se o modelo de vida desenvolvido já fosse perfeito.

Pare de se iludir, maior parte das empresas não estão se importando com você, elas querem seu dinheiro, te oferecem algo em troca e só. Poucas empresas tem um propósito de desenvolvimento humano, e muitas só fazem apoio a sociedade para ganhar benefícios fiscais e incentivos governamentais. A sociedade está sempre em mutação e sempre está sendo modificada. O Capitalismo não reinará para sempre, nenhum sistema reinou eternamente até agora, por que seria diferente com o Capitalismo? Ele pode até existir mais algumas décadas ou séculos, mas com certeza, suas configurações serão diferentes da atualidade. Pare de idolatrar sistemas econômicos, imagina como seria ridículo na Idade Média um plebeu idolatrar a Idade Média e falar que era o melhor momento da história, imagina como seria ridículo uma comunidade tribal falar que aquela é a melhor forma de vida.

Apenas viva, dê o melhor de si para o seu desenvolvimento e/ou para o desenvolvimento da comunidade. Com o tempo as coisas vão se modificando, mudanças radicais têm a tendência de levar ao caos, estresse, guerras e tensões em geral.

A revolução dos bichos e o início dos sistemas ditatoriais

A Revolução dos Bichos de George Orwell é um livro de arrepiar. O autor representa por meio de animais como que é a sociedade. Certo grupo de pessoas está em certa situação, em um estilo de vida precário. O ambiente e a precariedade levam ao surgimento de uma revolução. A revolução em um primeiro momento parece a saída que melhorará a vida de todos, isso pode até ser verdade em um primeiro momento. A questão é, quem comanda esta revolução. Os líderes do novo governo parecem que estão a favor da liberdade e do povo, mas com o ganho de poder isso não se torna verificável.

O novo governo diz que tudo vai ser diferente, que um novo nível de prosperidade chegará e que as coisas vão melhorar. Novas leis são formuladas, leis estas que não serão seguidas e modificadas com o passar do tempo. A suposta igualdade inicial se mostrará falsa, o novo sistema pode ser tão desigual como o anterior ou estar em uma condição pior do que antes.

Há uma necessidade de mostrar para o mundo que tudo está correndo bem e que há muita riqueza dentro daquela sociedade. Um fator muito importante para sustentar o poder é mostrar que há inimigos que querem dificultar o desenvolvimento daquela sociedade e que eles atrasam certos planos. O inimigo é irreal, mas ninguém sabe disso, ele começa a ser real na mente coletiva.

Com o passar do tempo nascem novas gerações mergulhadas naquele modo de vida, com os anos há um esquecimento de como se formou tudo aquilo e a nova dinâmica se torna natural, como se em toda a história a organização social foi daquela maneira.

O livro vale muito a leitura, conteúdo riquíssimo. O autor foi bem acuradíssimo em descrever como são os sistemas ditatoriais, principalmente aqueles em países onde teve ideais voltados ao socialismo.

Começo de um novo semestre acadêmico na UFES – Economia

O semestre acadêmico começou no dia 23 de agosto. Por ter começado em uma quarta-feita e num dia com tempo fechado, dava para imaginar que iria pouca gente. A primeira semana foi bem devagar. O centro acadêmico e o PET provavelmente fizeram algumas atividades com os calouros (não gosto da palavra calouro, acho feio, sei lá, poderia ser novatos). O povo mais “rebelde” do curso estão sumindo, então o grau da recepção dos novos alunos está ficando mais civilizado. A UFES no geral estava bem vazia, no restaurante não tinha muita gente. Talvez na segunda, o fluxo de pessoas aumente. Eu achava que o preço do almoço no RU iria aumentar, mas até agora está o mesmo valor. Talvez haverá a atualização do preço ano que vem. 

O departamento está meio desorganizado, o currículo do curso mudou e isso está dando muita confusão. Eu farei Estatística II este semestre, mas deu um erro no meu histórico, espero que eles resolvam isso. Já conheci todos os professores que vão me dar aula, vai ser um semestre de muita leitura. Se eu tiver o compromisso de colocar a leitura em dia e não deixar nada acumular, acredito que vai ser meses mais tranquilos em relação ao semestre anterior. 

Os professores já passaram vários textos para ler. Com muita dificuldade, consegui ler no final de semana. Até dormi lendo um livro. Não vou colocar muitas metas, só vou me responsabilizar pelo meu trabalho e pelos estudos da universidade. Quando der conta dessas atividades, se puder, vou incluindo mais coisas. Quanto mais atividades eu colocar como meta, não tendo preparo para isso, mais terei autodestruição via autossabotagem. Preferi aquietar minhas ambições e ir devagar. Agora tenho tempo para poder me organizar e não ficar desesperado como fiquei nestes últimos anos. Gratidão por toda a oportunidade que o universo está dando para mim.

 

II Piquenique K.A. – Evento de K-pop na Pedra da Cebola em Vitória

Este evento foi organizado pelo Kpop Alive. Eu cheguei bem cedo, por volta das 11 horas. No espaço ainda tinha algumas pessoas praticando uma arte marcial que eu não sei qual era, depois de uns minutos eles foram embora. Depois de um tempo, foi chegando os K-poppers. Acho que tinha umas 100~150 pessoas. Por ter menos gente, me senti mais a vontade. A maioria dos rostos ali já eram conhecidos do primeiro evento que fui na vida. 

Foi meio estranho esta sensação de ser um dos mais velhos em um lugar, pois normalmente sou o mais novo ou um dos mais novos em um grupo social. No meu grupo de amizade da universidade todos são mais velhos. A maioria dos k-poppers ali estão no ensino médio. A maioria é fã de BlackPink, BTS e EXO. Eles não pegaram a fase de 2NE1, SNSD, Shinee e Super Junior. Se eu continuar indo nesses eventos, tenho que me acostumar de ser um dos mais velhos no local. 

Foi bem legal, algumas pessoas montaram lojinha, tinha gente vendendo doces. Eu nem tinha levado dinheiro. Fui no Subway, pedi a opção vegetariana e paguei com meu vale-refeição. Na próxima vez levo um dinheiro se quiser comprar alguma coisa. 

Fiquei umas duas horas, pensei até em ir embora. Depois de um tempo, um grupinho venho falar comigo. Aí ficamos conversando até umas cinco horas da tarde. Eu tenho que perder a vergonha de falar com os outros, mas é meio difícil para quem é introvertido. Ainda tenho uma sensação que as pessoas são melhores demais para mim, tenho que trabalhar também minha baixo auto-estima. 

Fiquei feliz por ter saído e ter conhecido gente nova. É muito bom conhecer pessoas que tem gostos parecidos, isso é algo muito difícil na minha rotina, estou muito acostumado a conviver com gente com gostos e estilos muito diferentes do meu.