Skip to main content

Meu padrão de beleza: O que as pessoas não entendem

Avalie este post

Por causa das mídias que acesso desde criança, criei padrões diferentes da maioria das pessoas da minha idade. Sempre tive ideais diferentes e todas as modas comuns para pessoas da minha faixa etária nunca tive interesse. Exemplos: Nunca cortei meu cabelo inspirado em um jogador de futebol, nunca assisti Rebelde, Chiquititas, não escutei as músicas populares do ano e não tinha acesso aos games populares. Talvez estes foram elementos que dificultaram a minha socialização. 

Comecei a ter padrão do que é belo, através dos animes e doramas. Do jeito meigo de ser e do parecer inocente. Gosto de um estilo jovial, que parece que a idade não passa com o tempo. Através do meus amigos, percebo que o estilo deles é totalmente diferente. No Brasil é mais valorizado uma pessoa que se pareça mais velha, com um corpo mais maduro. É valorizado homens de barba feita, mulheres com seios grandes e esteriótipos desses estilos. 

Mesmo vivendo no Brasil e nunca ter saído daqui, estranho a própria cultura de onde vivo! Alguns me acham bem estranho por não sentir atração pelo que a maioria sente atração. Acho mais interessante corpos magros, por dar impressão de uma aparência mais jovem. Mas o padrão dominante do país é de um corpo fitness.

Isto que estou dizendo sobre preferências não é um tipo de preconceito, não negaria em conhecer garotas de outros tipos e estilos, só estou dizendo que com o tempo idealizamos as nossas preferências, acredito que a maioria das pessoas fazem isso. 

Valorizo muito a pele, acho muito bonito uma pele bem cuidada. Isso tenho muita influência do sudeste asiático, onde se valoriza muito este aspecto. No Brasil se valoriza mais maquiagem pesada e bronzeamento, coisas que não acho bonito. Eu quase sempre passo protetor solar, para ter menos dano da luz solar. Tem gente que acha isso estranhíssimo, na cabeça de algumas pessoas devem passar o seguinte: “Como um homem jovem quer cuidar tanto de pele? É sério mesmo que ele estar passando protetor solar sem ir à praia?”

Com a globalização que sofremos, mais e mais pessoas podem não se identificar com os padrões culturais da região aonde nasceu ou aonde mora. E isso também interfere como enxergamos a beleza e como alguns aspectos podem conflitar com a opinião pública a nossa volta. 

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.