Ramon Leu A menina que roubava livros

A menina que roubava livros de Markus Zusak

Este foi o livro que mais me dediquei a ler até hoje. Acredito que tenha terminado de ler ele em uma semana e alguns dias. Pois tinha o pegado emprestado de uma colega de classe. Como estava chegando a horar de mudar de cidade, então teria que devolvê-lo em pouco tempo e não queria deixá-lo pela metade. Toda vez que penso em uma tarefa de dedicação, vem a imagem da A menina que roubava livros. 

Não vi o filme, e nem sei se tenho coragem de ver. Pois a imagem dos personagens ficou gravado na minha mente e não sei se vou conseguir desconstruir isso. O livro é bem descritivo e cheios de detalhes, não dá lacunas para interpretações erradas. O começo dele já é estingante e dá uma curiosidade para continuar. A história é contada pela Morte, isso já faz as coisas serem interessantes.

O contexto é a época do holocausto. A personagem principal é Liesel Meninger, uma garota que por causa da guerra, vai morar com pais adotivos. Achei engraçado a mãe adotiva com seus palavrões em alemão, isso ficou um tempo na minha cabeça e ficava tentando pronunciar as falas mentalmente. Em muitos momentos a família passa por momentos de dificuldade, para agravar a situação eles escondem uma pessoa da morte. Algumas atitudes podem parecer duras, mas sempre dá para ver o fundo de amor que os capítulos transmitem. 

A ficção parece tão real, que poderia até ser uma história verdadeira. Markus Zusak tem uma lógica de escrita muito boa. Jurava que o escritor era alemão, mas descobri que ele é australiano. Ele tem descendência alemã e parece que ele estudou história a fundo antes de escrever.

Não quero contar ou fazer um resumo do livro para não ser um tipo de spoiler, apenas quero mostrar a essência da obra. 

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Ramon Cristian

Doramaníaco, J-rocker, geek, otaku, fã de cultura asiática e gosto muito de aprender idiomas.