Skip to main content

Internet: Sonho de consumo

Avalie este post

É estranho pensar em um mundo sem internet, mas nem sempre foi assim. Sou de uma geração que viu como que é uma transição do mundo. Pois somos jovens, mas já vimos muita mudança, mudança essa que os novos adultos do século XXI não vão saber.  Claro que quem nasceu nos anos 90 do século XX já tinha conhecimento do que era um celular, internet e tecnologia desde cedo, mas eram coisas muito inacessíveis para a maioria da população e parecia muito distante. Ter um computador era um luxo e hoje parece idiota ter aquela máquina enorme em casa que hoje se deve achar no ferro-velho. Ter um computador com internet era um sinônimo de poder e muita gente também não via necessidade de ter essas tecnologias. Meu primeiro contato com a internet foi quando morava com a tia da minha mãe, lá tinha computador e a gente usava internet escondido a noite, o então marido da minha tia-avó não entendia o porquê da conta de telefone vir tão alta. A ligação à rede era feita por dial-up, ou seja, cada minuto que se passava conectado era a mesma coisa de fazer uma ligação para alguém, por isso, mesmo quem dia internet usava mais a noite e durante os finais de semana (período que o custo da ligação era mais barato). Nesta época de infância só conhecia três sites: Um joguinho da Xuxa, um jogo do Sítio do Pica Pau Amarelo e o Orkut. Não tinha muita noção da potencialidade e do que poderia se fazer com essa ferramenta. Uma coisa bem interessante eram uns jogos de CDs que vendia no supermercado.

Depois que voltei a morar com minha mãe, senti falta de ter um computador. Acessava internet raras vezes quando ia na faculdade dela. Aos poucos a internet se tornou mais acessível. Os computadores e celulares foram ficando com configurações melhores e mais baratos. A internet móvel foi se tornando mais fácil. A rede dial-up acredito que já entrou em extinção, pois temos banda larga.

É estranho para mim saber que vários adolescentes nunca souberam o que é não ter internet. As pessoas mais velhas relutam mais em aprender e a se adaptar a novas tecnologias, mas agora cada vez mais todo mundo está muito integrado. Principalmente pela comunicação pelo celular.

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.