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Dependência das redes sociais – Preso no ciclo

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Eu peguei a fase de transição de uma sociedade da televisão para a sociedade da internet. Hoje pode perceber que os assuntos relacionados a conteúdo posto na internet estão aumentando, enquanto os assuntos relacionados a televisão estão caindo. 

Antes as pessoas no Brasil usavam muito o Orkut e o MSN. A pressão para ter essas redes sociais não era muito grande, pois a internet não era acessível a todos, ter internet e se comunicar com ela era um item de poder social a mais. Nessa época lembro que na vida real era muito valorizado usar cordão e anéis de prata. O “boom” da internet foi os planos da GVT (que foi comprada pela Vivo) que revolucionou o acesso da internet naquele momento. 

Lembro que conversava por MSN, tanto com familiares, como com colegas de sala. Quando se estava afim de alguém, pedia o e-mail da pessoa para conversar por MSN. Me questionavam por não ter redes sociais, até que fiz uma conta no Orkut. Menores de idade não poderiam ter conta no Orkut, mas várias crianças e adolescentes tinham conta nessa rede social. 

O Orkut afundou e todo mundo migrou para o Facebook. Quando saí do Orkut para o Facebook deletei a minha rede social virtual antiga. Com o tempo ter uma rede social foi ficando um fator importante. Aqueles que não aderem a alguma rede social virtual é visto como estranho, suspeitando até que a pessoa é muito antissocial, tem algo para esconder ou faz atividades ilícitas. Até algumas empresas no momento pedem redes sociais dos seus candidatos para poderem analisar a vida dos possíveis funcionários. 

A vida está ficando menos privada. Surgiu uma tendência de mostrar nas redes sociais que a vida é totalmente perfeita. Algumas vezes só conseguimos comunicar com alguém via rede social. Praticamente alguns serviços viraram uma extensão da própria existência. Isso pode se mostrar um pouco perigoso, talvez estamos imergindo em um vício de difícil visualização. É como o cigarro, no início é algo chique, glamouroso e legal, mas no final se mostra maléfico e uma atividade não saudável. 

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.