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Como lidei com a rejeição do meu pai e família

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Meu pai é uma pessoa muito problemática desde muito novo. Minha mãe decidiu se relacionar com ele, mesmo tendo todos os desafios que ela iria passar escancarados na sua frente. Não sei o que acontece, mas ela tem dificuldade de ver os impactos de suas escolhas e toma muitas decisões erradas. Espero podê-la ajudar a se libertar disso e auxiliar na sua expansão de consciência. 

pai ausente como lidar - Como lidei com a rejeição do meu pai e família

Nunca tive contato com meu pai durante muito tempo. Fui ver ele depois de muitos anos, tinha muita curiosidade de ver o rosto dele. Eu de alguma forma atraí este ser para a minha vida, tinha um desejo muito grande de ter um pai presente, mas as coisas não foram como no mundo perfeito que acreditava. 

A primeira vez que o vi foi desolador, estava sujo, descalço e bêbado. Por algum motivo, mesmo vendo aquela cena, minha mãe aceitou voltar com ele. Nós os vimos quando estávamos de férias na cidade da minha avó. Depois de algum tempo quando estávamos em casa na nossa cidade, minha mãe combinou dele morar com a gente. Sabia que aquilo não ia dar certo. Quando ele chegou, já estava bêbado e eu com muita raiva. Minha mãe tentou apaziguar as coisas, mas minha raiva seria algo que só cresceria.

Eu era a única pessoa que contrariava ele, por causa disso, ele fazia a cabeça da minha mãe contra mim. Com o tempo ela defendia ele com unhas e dentes. Ela chegou a me machucar fisicamente por causa dele (ela foi acumulando raiva de mim, chegou um momento que as coisas explodiram). Por falta de coragem, não consegui pedir para morar com outros familiares para sair daquele sofrimento. Toda vez que sinto estes dias, me dá um sentimento de frustração e falta de confiança, principalmente da minha mãe que por muitas vezes não me defendeu. Sinto que nossa relação de confiança nunca vai ser a mesma. 

Para me atacar, aquele homem falava que fazia as coisas por minha culpa. Que eu era o culpado dele beber e pelas coisas estarem naquela situação. Ele se incomodava muito comigo, falava que não deveria estar o todo tempo dentro de casa, não podia ver meus desenhos na televisão em paz e sempre arrumava algo para me atingir (que aumentou a minha baixo auto-estima). Eu fui muito imaturo para lidar com isso, mas também não tinha nenhuma experiência em conviver com alguém viciado em algo. 

Um dia finalmente chegou a data da partida dele da nossa convivência para sempre, esse momento foi um dos melhores na minha vida. Espero passar por isso nunca mais, não admito sofrer por causa de ninguém. Se minha mãe, meu irmão, futura esposa e filhos entrarem no mundo do vício, ajudarei de longe e direi adeus. 

A família do meu pai nunca quis saber sobre mim. Por muito tempo fiquei afetado com isso também. Mas hoje, vejo as coisas de uma maneira diferente. Sou grato por esses acontecimentos terem passado pela minha vida, tive lições muito preciosas e agradeço pelo aprendizado que tive. Aprendi a atrair energias melhores para mim. Não deixo ninguém me desvalorizar, eu tenho minha beleza, eu tenho minhas competências e me esforço sempre buscando uma qualidade de vida melhor. Não sou culpado pelo fracasso de ninguém, e se alguém me disser isso hoje, não vai ser algo que me afeta. Laços familiares não são tão importantes assim, pessoas fora do ciclo de DNA podem se importar mais comigo do que um familiar. 

Me sinto muito mais realizado, este sensação veio internamente, não preciso de uma manifestação externa para sentir bem comigo mesmo. Não preciso mais me encaixar em padrões de família perfeita. 

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.