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Como é ser host pela AIESEC

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Vou contar um pouco da minha experiência de como é ser host. Creio que já está chegando ao fim este tempo que vou ter um intercambista na minha residência. Vou falar de maneira bem sincera o que eu acho do programa de host da AIESEC.

De fato tive muitos problemas. Para você que está pensando em receber um intercambista e ainda está com dúvida vou dar algumas dicas. Nem sempre estamos preparados para tal experiência, então é necessário todo o cuidado do mundo, pois se pode ter em casa a melhor pessoa do universo e esta ser uma das melhores experiências da sua vida ou pode ser um inferno estar com tal pessoa estrangeira convivendo com você. 

A verdade é que no fundo este processo é uma incrível roleta russa, pois deve-se estar preparado a tudo. Eu conheci casos de intercambistas que eram praticamente da família e se deram muito bem com os membros da casa. Mas de acordo com a minha experiência na AIESEC, pelo menos metade dos casos acontece algum tipo de problema. Infelizmente eu fui host dessa vez para ajudar uma colega de curso que tinha entrado na instituição. Disse para ela se fosse caso de urgência, tudo bem aceitar a pessoa que viria. 

Como já disse em outros relatos aqui, meu orçamento é um pouco apertado. Conversei com o trainee (como é chamado o intercambista da AIESEC) que eu não seria um host típico, pois não poderia dar atenção e se tudo bem dividir o valor da energia, pois dessa forma minha mãe não iria reclamar. Resumindo um pouco da minha história, minha mãe mora no interior e me ajuda com parte dos custos que possuo para que eu possa estudar na capital (Vitória-ES).

Na AIESEC a pessoa que recebe alguém é de maneira voluntária e o trainee só precisa gastar com alimentação, mas eu não fui um host típico, só me ofereci em um caso de emergência. Conversei com tal pessoa sobre estes assuntos, ela disse que tudo bem dividir a energia, que não teria nenhum problema. Eu disse que meu estilo de vida é humilde e ele precisaria se virar em algumas coisas, como roupa, alimentação e etc. Recebi tal indivíduo na minha casa, passou alguns dias e pensava que estava tudo bem.

Uma coisa que é necessário ter cuidado, a maioria desses jovens que vem para o Brasil estão em busca de libertinagem, eles pensam que aqui é o lugar que se pode fazer de tudo. Então fico meio com o pé atrás das verdadeiras intenções desses trainees quererem vir para o Brasil.

Fiquei com medo dessa experiência de ser host, pois tive uma amiga que recebeu um colombiano e ele só saia para beber e chegava em casa de madrugada. Com medo de coisas parecidas acontecerem, enviei algumas condições para o trainee olhar para ver se ele estava de acordo ou não. Conversei com ****** e pareceu que a nossa convivência ia ser tranquila. Mas de fato, nossa convivência me pareceu um pouco complicada. 

Ele nem olha para a minha cara, o que ele faz é ficar apenas no celular e no notebook, tentava puxar assunto, mas era totalmente ignorado. Sou uma pessoa muito organizada e sou bastante chato com isso, só que ele é bem bagunceiro, tem mania de deixar as coisas jogadas. Também vi muitos casos assim, mas teve alguns piores do que o meu, de trainee jogar lixo no chão da casa!

Agora ele voltou atrás em sua palavra. Ele disse que é injusto ter que me ajudar a dividir a conta de energia, sendo que anteriormente tinha tido que estava tudo bem com isso. A conta deu o valor de R$27,50 para cada (valor de outubro de 2016), ele falou que este é um valor muito caro. Não entendi, sendo que ele bebe coca-cola como fosse água, come fora todos os dias, corta cabelo em bairro nobre, compra doces caros e etc. Nem fiquei chateado por que ele não quis contribuir, mas por uma questão de honra. Odeio quando as pessoas não cumprem com as suas palavras.

Depois que ele falou que não tinha nenhuma obrigação em nada, aí que ele falou o que me deixou realmente nervoso. Disse que tinha que mudar de host, pois não aguentava a minha internet fraca (no email que mandei disse que minha internet era fraca) e que estava cansado de lavar roupa, pois esta tarefa está sendo muito difícil para ele.

Comuniquei minha mãe que ele não iria querer dividir o gasto da energia e ela ficou brava comigo, pois passei uma informação anteriormente que não foi realizada. Como ela me ajuda financeiramente, então ela sentiu que estava bancando uma visita não esperada. 

Conversei com a colega de curso do que poderia ser feito, ela falou se poderia ficar com ele até sete dias. Disse que tudo bem, minha mãe quer eu despacho ele imediatamente. E prefiro que ele saia o mais breve o possível, pois ****** não é nenhum pouco cuidadoso. Ele sai com celular caro na rua e chega tarde em casa, depois acontece uma tragédia e não quero ter o meu nome no meio. 

Estou escrevendo isso tarde da noite, depois de limpar casa e dar um jeito na minha roupa para que no final de semana tenha tempo disponível para estudar. Já vai dar meia-noite e nada dele chegar. Vou esperar o indivíduo chegar para comunicar que o desejo dele vai ser concedido e ele vai sair daqui. 

Vou encerrar meu caso particular com o e-mail que enviei, pode ter uns erros de inglês, mas a mensagem é entendível.

Hi ******,

Nice to meet you. My name is Ramon Cristian. I am 18 years old. My English aren’t good, so sorry with mistakes. People of AIESEC Vitória are searching a host for you and they sent your profile to me. I was a member of AIESEC, so it’s a honor help who enjoy the NGO. I never be a host, so it’s can be a total different experience to me. Well, I am a simple university student, my family dont live in Vitória, so I am at the city because of the graduation. For economize, I live in a very small place, not with so much comfort. I cant give to you a typical Brazilian family. If you live with me, I would like if it’s ok for you this routine and rules:
– At week I dont cook, because I eat (lunch and dinner) at university restaurant. So, you be free to cook or eat outside. Food will be your responsibility.
– How I say, I need economize. So it’s okay take cold shower? If not, we are free to talk about it.
– Dont bring alcohol to the house. My family is very religious (Christian protestant), my mom can drive crazy if know someone is drinking alcohol at my place. And I dont like a situation like this too. I don’t care if a people drink or smoke, but just if do these kind of thing outside.
– At sunday I go at the church. If you would like go to beach or visit some place, you can contact other trainees and people of AIESEC.
– Dont arrive at home very late. It’s can be dangerous and I will feel responsible to you.
– Be a organize person and keep all clean.
– At my house dont have television and have 3G internet (it’s very slow). –
– Big part of time, I will be at university, so I cant give so much attention. It’s important be very independent.
Feel free to contact me at Hangout or Facebook: https://www.facebook.com/ramoncristia (mudei o perfil do meu Facebook)
Att,
Ramon Cristian
Dicas importantes para não cair em cilada:
– Converse muito com a pessoa, use Skype, Hangout ou qualquer outro vídeo chat disponível. 
– Pesquise a rede social da pessoa, veja o que ela gosta e o que ela faz da vida. 
– Desconfie de perfis muito perfeitos.
– Deixe as regras claras, pois se acontecer algo, não tem como a pessoa fugir da responsabilidade, pois as regras estavam claras. 
– Se tiver problema, não deixar de comunicar a instituição.

 

 

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.