Resenha de tópicos do livro História do Pensamento Econômico

Max Weber: questões econômicas e de metodologia da ciência.

Lucro máximo: Cournot.

Mercantilismo:

  • Começo de monopólios, regulação de preços e salários.
  • Reforma religiosa.
  • Balança de transações.
  • Nacionalismo exacerbado.
  • Aparecimento de Estados Nacionais, e estes Estados são fortes.

Os mercantilistas são atores panfletários (Não é formado uma escola de pensamento econômico).

Cameralismo na Alemanha: respeito a propriedade real. Não focava muito nas relações internacionais, mais as finanças públicas.

Fórmula do bulionismo: proibição na exportação de outro e de prata. Há uma inflação por causa do excesso de moeda na Espanha.

Fichamento do capítulo 1 do livro Lições de economia política clássica

No século XVII a Economia ainda não tinha um nicho específico.

Economia Política: a relação entre os homens na reprodução da vida material.

Economia como ciência surge no século XVIII.

Iluminismo: desenvolvimento da produção e da troca. No iluminismo o homem é senhor da natureza.

Desde a antiguidade já havia traços sobre esta ciência.

A. Racionalismo e iluminismo: as raízes filosóficas.

B. A aristocracia chamava os que tinha formação médica para questões de saúde/economia.

C. Liberalismo: leis econômicas naturais, cuja existência o governo deveria esforça-se por preservar.

Dilema filosófico jusnaturalista: questão da liberdade e da vida social.

Adam Smith fala que o homem possui instinto aquisitivo.

Mercantilismo: defesa da riqueza nacional.

Economia: O campo da produção, da troca e da riqueza.

No século XVIII, a temática fiscal vai perdendo importância. Deixa de ser “ciência do bom governo”. O foco vai para o privado e comercial.

Fisiocratas: riqueza pela terra.

Petty atuou em várias áreas do conhecimento. Criou uma disciplina chamada Aritmética Política.

Os bens também são riquezas, não só o dinheiro.

Valor-trabalho: processo de monetização.

 

Resumo do capítulo 3 de Casa-grande e Senzala – Gilberto Freyre

O autor

Escrito por Gilberto Freyre. Um escritor pernambucano, considerado um dos maiores sociólogos do século XX. Casa-Grande e Senzala foi seu primeiro livro publicado em 1933, escrito em Portugal. Ele nasceu em 15 de março de 1900 e morreu em 18 de julho de 1987 por conta de uma isquemia cerebral, infecção respiratória e insuficiência renal. Estudou o Brasil pela ótica sociológica, antropológica e histórica. Freyre é descendente dos primeiros colonizadores portugueses do Brasil. Também tendo descendência espanhola, indígena e holandesa. Ele teve a honra de ser um dos poucos brasileiros a ser detentor do título de Sir, concedido pela Rainha Elizabeth II. Começou no ensino superior aos dezoito anos, foi estudar na universidade de Baylor, que se localiza no Texas com uma bolsa que ganhou da igreja Batista. Depois ele foi para a cidade de Nova York, onde iniciou seus estudos na Universidade de Columbia.

Através de Casa-Grande e Senzala, o autor mostrou que o determinismo geográfico não define o desenvolvimento de um país. O livro recebeu muitas críticas por conta do tipo de linguagem utilizada.  

O colonizador português: Antecedentes e predisposições

Os portugueses eram um povo conhecido por serem escravocratas, mas ao mesmo tempo foi um dos mais que se interagirem com que os europeus chamavam de “raças inferiores”. O número de homens portugueses vindos para as colônias era maior do que de mulheres que se aventuravam por novas terras. Os homens de terras lusitanas não conseguiam ficar em abstinência. Assim tendo relações sexuais com mulheres de outras etnias, desse modo iniciando um processo de miscigenação. Na Europa, Portugal foi umas das primeiras pátrias a ter no que o autor chama de burguesismo. Os colonizadores do Brasil eram aristocráticos, patriarcal e escravocrata. Eles tinham ilusão de grandeza.

Um fator que uniu diferentes grupos no território brasileiro foi o sentimento de heresia implementado pelos portugueses, que ao longo da história teve vários alvos. O movimento mais forte era principalmente o religioso. Diferente de Portugal, que a igreja cristã tinha grande status depois da retomada de territórios que eram califados. No Brasil se formou uma sociedade diferente, onde o senhor do engenho que detinha grande poder.

No Brasil, a figura do coronel era mais poderosa do que Gilberto Freyre coloca como autoridade del-Rei. Qualquer pessoa com problemas com a lei, no território do coronel, o Estado não tinha poder nenhum sobre o indivíduo, sendo que o coronel que fazia as regras dentro das suas propriedades. Os religiosos tinham menos privilégios no que em Portugal e eram submetidos a tratamento diferente. No Brasil, os jesuítas por exemplo eram subordinados a Casa Grande, fato que os preocupavam. Eles se sentiam mais “tentados” por conviver em um espaço com mais mulheres.

A política segregacionista no Brasil se intensificou no século XVII e XVIII por causa do ouro, antes disso a rivalidade contra outros cidadãos europeus não era tão intenso como relatado por muitos historiadores, bastava a pessoa se declarar ou aceitar ser batizado na igreja católica romana.

A formação de Portugal é heterogênea. Tendo ancestralidade africana e de povos das partes nórdicas da Europa. Depois o território teve grande influência romana, que “latinizou” a região.

Gilberto Freyre fala que Portugal é o país do louro transitório ou do meio-louro. Os portugueses são descendentes dos celtas, romanos, germânicos e dos norte-africanos que moravam na região na época dos califados. A expansão árabe na Europa começou a ocorrer a partir de 711 e a reconquista cristã ocorreu no século XV. Por conta de tal característica racial, depois de adultos, muitas pessoas ficam com a pele e os cabelos mais escuros. Entre o século XVI e XVII foram os portugueses com esses traços físicos que vieram colonizar o território brasileiro. Havia portugueses com traços caucasianos misturados com as de negro ou judeu. Muitos mouros (povos norte-africanos) que foram para a Europa eram negroides, mas estudos mostram que possuíam algumas pessoas desses povos que possuíam os cabelos mais claros.

Fonte: Link do livro

Conceitos básicos de Economia para estudar

Alguns conceitos básicos de Economia para quem pretende conhecer um pouco mais dessa ciência ou para quem tem que fazer uma prova e não sabe por onde começar.

A moeda precisa ser preenchida por três características: alto valor, a divisibilidade e a homogeneidade. As funções da moeda são: meios de troca, unidade de conta e reserva de valor.

Liquidez é converter um ativo facilmente em meios de troca, ou seja, acesso ao dinheiro de maneira imediata.

A inflação é o aumento contínuo da média dos preços de uma economia. Desvalorização da moeda. Diminuição do poder de compra. O dinheiro tem que uma unidade de medida duradoura.

O conceito de meios de pagamento é chamado M1 porque existem outros mais amplos que incluem as “quase-moedas” (são chamados de M2, M3 e M4). Os ativos que compõem M1 se caracterizam pela liquidez máxima e também pelo fato de não renderem juro. As “quase-moedas” apresentam características diferentes.

Quase-moedas: são ativos com menor liquidez que a moeda e os depósitos bancários à vista, mas que rendem juros, como fundos mútuos, títulos públicos, cadernetas de poupança, depósitos a prazo (CDB) e letras de câmbio.

Conceito Antigo:

M1 = MP = papel-moeda em poder do público + depósitos à vista.

M2= M1 + fundos mútuos de títulos públicos

M3= M2 + depósitos em caderneta de poupança.

M4= M3 + CDB’s e letras de câmbio

Conceito novo:

https://www.bcb.gov.br/ftp/infecon/NM-MeiosPagAmplp.pdf

Funções do Banco Central:

Emissor de moeda, banco dos bancos, custodiante das reservas internacionais, banco do governo (custódia de receita) e depósitos compulsórios (à vista ou a prazo). Quando o Banco Central vende títulos a SELIC aumenta e quando compra a SELIC tem uma redução.

Efeitos da emissão da visão dos economistas ortodoxos e heterodoxos 

Diferenças nos tipos de déficit

Texto sobre senhoriagem

Fontes:

Explanação das aulas de Contabilidade Social do Professor Ricardo Ramalhete

Livro Apresentação à Economia do Professor Robson Antonio Grassi.

Da redistribuição ao reconhecimento de Nancy Fraser

perguntas-instiuicao-de-direito

  • A injustiça material mais visível se dá com a injustiça econômica. A diferenciação na renda faz com que as pessoas tenham privilégios diferentes na sociedade, não gerando igualdade social. O remédio para uma injustiça econômica é uma mudança de estrutura político-econômica. O recomendável é ter uma redistribuição mais justa na renda, uma reorganização no espaço trabalhista e melhor gestão de como o dinheiro público é gasto, para que se possa reduzir as desigualdades e que se possa ter menos desigualdade. Um exemplo no caso brasileiro é como os impostos são colocados. O sistema do Brasil é regressivo e recessivo. A tributação penaliza as pessoas que tem uma renda menor.

  • O remédio para resolver o problema da injustiça cultural é alguma mudança cultural ou simbólica. O processo de revalorização cultural é muito importante para o resgaste de identidade de determinado grupo social. Incentivar a diversidade cultural ajuda a ter uma sociedade mais tolerante e menos preconceituosa. Uma transformação mais ampla dos padrões sociais de representação, interpretação e comunicação, de modo a transformar o sentido da coletividade. No Brasil temos um problema de representividade. Na mídia há um ocultamento da diversidade étnica do país. Tendo um padrão branco muito forte. A cultura negra, indígena e de outros grupos sociais são invisibilizados.

  • A divisão de gênero é algo ainda muito forte. Por causa de um contexto machista, a sociedade não conseguiu chegar em uma igualdade entre homens e mulheres. O homem normalmente fica com o trabalho “produtivo”. Enquanto as mulheres ficam com o “reprodutivo” e doméstico. Dentro da estrutura trabalhista, os homens possuem maiores remunerações. Serviços domésticos e de baixa remuneração, a maioria dos profissionais são mulheres. A solução para acabar com a exploração e marginalização que são marcadas pelo gênero é a abolição da divisão do trabalho. Uma solução é valorizar o gênero desprezado. O patriarcalismo e o sexismo que são estruturas dominantes necessitam de mudanças de valores culturais.

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