A revolução dos bichos e o início dos sistemas ditatoriais

A Revolução dos Bichos de George Orwell é um livro de arrepiar. O autor representa por meio de animais como que é a sociedade. Certo grupo de pessoas está em certa situação, em um estilo de vida precário. O ambiente e a precariedade levam ao surgimento de uma revolução. A revolução em um primeiro momento parece a saída que melhorará a vida de todos, isso pode até ser verdade em um primeiro momento. A questão é, quem comanda esta revolução. Os líderes do novo governo parecem que estão a favor da liberdade e do povo, mas com o ganho de poder isso não se torna verificável.

O novo governo diz que tudo vai ser diferente, que um novo nível de prosperidade chegará e que as coisas vão melhorar. Novas leis são formuladas, leis estas que não serão seguidas e modificadas com o passar do tempo. A suposta igualdade inicial se mostrará falsa, o novo sistema pode ser tão desigual como o anterior ou estar em uma condição pior do que antes.

Há uma necessidade de mostrar para o mundo que tudo está correndo bem e que há muita riqueza dentro daquela sociedade. Um fator muito importante para sustentar o poder é mostrar que há inimigos que querem dificultar o desenvolvimento daquela sociedade e que eles atrasam certos planos. O inimigo é irreal, mas ninguém sabe disso, ele começa a ser real na mente coletiva.

Com o passar do tempo nascem novas gerações mergulhadas naquele modo de vida, com os anos há um esquecimento de como se formou tudo aquilo e a nova dinâmica se torna natural, como se em toda a história a organização social foi daquela maneira.

O livro vale muito a leitura, conteúdo riquíssimo. O autor foi bem acuradíssimo em descrever como são os sistemas ditatoriais, principalmente aqueles em países onde teve ideais voltados ao socialismo.

O que achei de Estrela Cativa de Nora Roberts

Eu fui na Americanas um tempo atrás e vi este livro por R$5,00. Estava muito barato, decidi levar. Comprei meio que por impulso. Este tipo de literatura é mais voltado para o público feminino e parece ser bem popular. É interessante saber o que muitas mulheres estão lendo. 

Este é um tipo de livro que tem que ter muito cuidado. A história tem alguns elementos bem interessantes, parece que estamos mergulhando em um filme, mas por outro lado, a autora naturaliza relacionamentos abusivos. Recomendo a leitura para pessoas que sabem separar muito bem a vida real de ficção. A personagem principal tem alguns elementos que devem encaixar na vida ou nos desejos das leitoras, uma mulher independente, que sabe o quer, que trabalha muito, forte e com laços familiares e de amizade muito intensos. Esta mulher não tem relacionamentos afetivos, mas no fundo deu para entender que ela precisa de um homem na sua vida. Quem é este homem? Este homem é um ser bruto, que leva uma vida de aventuras, bonito (com um aspecto de lutador), sem laços de amizades e familiares, o personagem é um inteligente revoltado com o sistema. 

A história começa com um rapto. Começou a rolar um clima entre os personagens, mas de uma maneira estranha. A mulher por um tempo esteve como prisioneira, mas estava com desejos por seu raptador. Aconteceu algumas coisas que na minha visão são abusivas, mas não sei como as leitoras dessa autora enxergam isso. Outra coisa que achei muito estranha é que as coisas aconteceram rápido demais, do rapto, ao descobrimento que o tal homem estava ali para ajudá-la, para o romance, para o clímax até o encerramento, o período de tempo é muito curto. De uma hora para outra o ser perigoso, virou o amor, e um amor que tem-se a certeza que durará uma vida. 

Resenha de O pequeno príncipe de Antoine de Saint-Exupéry

O pequeno príncipe é uma metáfora do mundo adulto. Antoine de Saint-Exupéry usou elementos para ilustrar fragmentos do que ele achava do mundo e um pouco da sua história. 

Normalmente os adultos têm a mania de sufocar os sonhos das crianças. Muitos sonhos podem parecer bobos na visão de um adulto, mas na verdade, todo sonho é válido e pode ser transformado em realidade. Além de tentar sufocar os sonhos, muitos adultos perdem a sensibilidade aos eventos em sua volta. A situação chega a certo ponto, que as pessoas não sabem o que estão fazendo, ou o porquê estão fazendo. Com o tempo se leva uma vida sem sentido e com um sentimento de vazio. 

Uma metáfora para representar o vazio da vida adulta são os planetas que o pequeno príncipe visita. Uns querem glória e reinar sobre o nada e querem ser o centro das atenções. Outro personagem é um bêbado. Em um mundo, o senhor quer ser um exemplo de conhecimento de uma área que ele nunca explorou, vivendo de achismos e apenas confiando em informações sem a mínima vontade de conferir se aquilo é verdade ou não. O contador de estrelas que diz que todas as estrelas são deles, pois disse que foi o primeiro a proclamar isso, resume muito bem o espírito humano de dominação. É meio perturbador o homem que vive com base em regulamentos fracassados e sem sentido nenhum, vive uma vida que é totalmente sem sentido ao extremo. O vaidoso era o mais chato de todos, acreditava que o universo o contemplava. 

No livro, o pequeno príncipe fala que tem que estar vigilante e não deixar os baobás crescerem no seu planeta. Entendi da seguinte forma: Devemos estar atentos ao nosso planeta (nossa vida) e não deixar os problemas crescerem de tal forma que seja impossível de resolvê-los. A todo tempo devemos estar vigilantes e não deixar que certas coisas tomem conta da nossa vida. 

A flor seria a representação de alguém que ele amava. Como todo mundo, esta pessoa tinham as suas imperfeições e talvez se achasse muito especial. Nas suas viagens durante a vida, Antoine constatou que tal pessoa não era tão especial assim. O que diferencia um ser do outro é o amor que sentimos, dedicação e tempo que gastamos com alguém. A raposa que se tornou amigo do pequeno príncipe mostrou que amizade (ou um amor) é um processo e que é algo que demanda tempo, mas como as pessoas estão tão apressadas, elas não têm tempo de fazer amizades, pois não é algo expresso como ir ao supermercado. 

Vejo a cobra como a representação das falsas amizades, aquelas pessoas que nos rodeiam e veem qual vantagem que podem retirar da gente. O pequeno príncipe era muito inocente para entender a maldade do mundo.

Gostei muito do livro. Ele me ensinou que não se deve desistir dos sonhos. Que nós não somos tão grandes e poderosos como pensamos. A lição mais importante para mim foi: Ver o mundo de maneira mais sutil e enxergar as belezas que normalmente não estamos acostumados a enxergar no nosso cotidiano. 

Ramon Cristian leu livros freak

Freakonomics e Superfreakonomics de Stephen Dubner e Steven Levitt

A sociedade é um organismo muito complexo. A ciência tenta mostra a essência das coisas e assim entender mais os fenômenos que estão a nossa volta. A Economia é uma área que possui várias interpretações do mundo, cada teoria mostra uma visão. Há uma busca de espaço e de reconhecimento. 

Esses livros são bem interessantes pois mostram elementos que em um primeiro momento pensamos que não têm nenhuma conexão, mas que de fato são conectados. Uma mudança em fator um pode afetar muito o outro. Esta pesquisa deu uma amplitude em conceitos econômicos e o que chamamos de extra-econômicos. Os autores me ensinaram a ter uma visão mais ampla dos problemas, os governos, as instituições e o próprio indivíduo não se deve prender ao conceitual e explorar todas as formas de resolver um problema. Algumas vezes a solução de algo pode ser mais simples do que se imagina. Para ilustrar isso, achei esta matéria da BBC muito interessante, mostrando como máquinas de lavar dentro da escola reduziu drasticamente a evasão de alunos.

Como máquinas de lavar ajudaram a reduzir faltas em 90% em escolas dos EUA

Uma lição interessante de Freakonomics e Superfreakonomics é saber que as pessoas são movidas por incentivos. Que qualquer lei, política ou regra deve ser pensada em saber como que os afetados por tais medidas podem reagir. Os livros têm exemplos polêmicos que podem chocar os mais conservadores, é preciso ter a mente aberta para conseguir realizar a leitura desse conteúdo. 

Há certas coisas que acreditamos que podem não ser verdade. O censo comum cristaliza muitos fatos e eventos, percebi que devemos ter curiosidade para indagar e não aceitar tudo o que ouvimos, principalmente o que é mostrado na mídia. 

Recomendo muito a leitura de Freakonomics e Superfreakonomics, os autores possuem mais livros, quando for possível, quero ter acesso a essas publicações, pois o trabalho deles é freak. É algo que vale a pena conferir. 

Ramon Cristian leu good to great de Jim Collins

Empresas feita para vencer – Good to Great – Jim Collins

Este livro é muito interessante para entender esta fase do capitalismo de concorrência acirrada e saber o porquê algumas empresas tem êxito e outras não. Jim Collins fez um trabalho científico para responder esta pergunta. A tradução do título do livro para o português foi decepcionante, pois retirou a essência do que o autor quis passar. O nome do livro é Good to Great, então uma tradução boa seria “Como ultrapassar o bom e ser o melhor” ou algo do tipo. 

É possível notar na leitura que alguns mitos são desfeitos. Os elementos importantes para o desenvolvimento da empresa são postos em evidência. O foco principal é a liderança do nível 5, os líderes da empresa que possuem este perfil têm grandes chances de sucesso. O CEO não pode ser uma pessoa com o ego elevado, deve ser alguém que possui humildade e modéstia, um líder que tem determinação de fazer a empresa se tornar excelente. Em Good to Great, Jim Collins explica cada nível e suas características.

Pontos importantes que achei muito interessante no livro que é diferente do que as pessoas podem pensar em um primeiro momento:

  • É necessário colocar as pessoas certas na empresa, pois assim não se terá que gastar tempo, energia e dinheiro com motivação, gerenciamento e controle. Pois estes funcionários vão saber o que fazer. Na dúvida, é melhor não contratar. 
  • Não é novas tecnologias que fazem a empresa crescer, mas sim a utilização de recursos. Inovações devem auxiliar o crescimento, mas nunca se deve esperar por elas como iniciadora de um processo.
  • A empresa aprende com o tempo a melhor forma de se desenvolver, não existe fórmula mágica. 
  • O mais importante do que fazer, é do que não se dever fazer.
  • Os melhores funcionários devem estar aptos para as melhores oportunidades, não para resolver os maiores problemas.

Uma analogia muito interessante que foi colocado no Good to Great foi a do porco-espinho. 

Passos importantes:

  • A empresa deve focar em algo que ela possa ser a melhor.
  • Analisar o que gera renda para a empresa
  • Descobrir aquilo que incita uma paixão.