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Resenha de Mentes Perigosas – O psicopata mora ao lado

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Fonte: goo.gl/HYVUXm

É interessante conhecer a variedade de pessoas que existem no mundo. A primeira vez que ouvi falar sobre psicopatia foi na televisão. A personagem era a Yvone na novela Caminho das Índias, interpretada pela atriz Letícia Sabatellana. Na época não entendia muito bem sobre o tema. 

yvone novela caminho das índias Personagem psicopata - Resenha de Mentes Perigosas - O psicopata mora ao lado
Fonte: goo.gl/ZcMxw3

Vendo um vídeo da Gisela Vallin onde ela fala sobre psicopatia. Fiquei curioso e li o livro que ela indicou: Mentes perigosas, o psicopata mora ao lado escrito pela médica Ana Beatriz Barbosa Silva. 

No livro ela mostra vários casos que foram destaques na mídia, que foram cometidos de maneira cruel. Não entendemos como as pessoas podem ser tão cruéis e insensíveis. A leitura do livro é bem rápida, as letras e os espaçamento são grandes. Li ele em três dias, com poucas horas de leitura.

Parte da população é psicopata, é algo que temos que encarar. Tal condição está fora do nosso controle. A Ana Beatriz dá dicas de como reconhecer e o que pode ser feito para evitar que seres psicopatas entrem e destruam as nossas vidas. Por causa dessa leitura, tive consciência que vários psicopatas passaram por minha vida e que convivo com outros. Tentamos justificar as ações de outras pessoas, como ela sendo imatura, apenas como invejosas, mas muitas vezes, queremos ocultar a realidade e buscamos justificativas. 

Não deixa que usem a sua fraqueza para te explorarem, desconfie de alguém que chega de maneira muito rápida em sua vida e tenta te agradar de todas as formas sem motivo. Tenta descobrir o passado das pessoas de seu convívio. Se possível, elimine o contato com psicopatas. No caso de estar sofrendo por causa de um(a) ou teve a vida arrasada depois da passagem de um ser do tipo, busque ajuda com profissionais que poderão te auxiliar. Na leitura do livro, preste atenção em cada palavra, em cada exemplo, pois te ajudará a ter maior discernimento em quem confiar. 

A revolução dos bichos e o início dos sistemas ditatoriais

A Revolução dos Bichos de George Orwell é um livro de arrepiar. O autor representa por meio de animais como que é a sociedade. Certo grupo de pessoas está em certa situação, em um estilo de vida precário. O ambiente e a precariedade levam ao surgimento de uma revolução. A revolução em um primeiro momento parece a saída que melhorará a vida de todos, isso pode até ser verdade em um primeiro momento. A questão é, quem comanda esta revolução. Os líderes do novo governo parecem que estão a favor da liberdade e do povo, mas com o ganho de poder isso não se torna verificável.

O novo governo diz que tudo vai ser diferente, que um novo nível de prosperidade chegará e que as coisas vão melhorar. Novas leis são formuladas, leis estas que não serão seguidas e modificadas com o passar do tempo. A suposta igualdade inicial se mostrará falsa, o novo sistema pode ser tão desigual como o anterior ou estar em uma condição pior do que antes.

Há uma necessidade de mostrar para o mundo que tudo está correndo bem e que há muita riqueza dentro daquela sociedade. Um fator muito importante para sustentar o poder é mostrar que há inimigos que querem dificultar o desenvolvimento daquela sociedade e que eles atrasam certos planos. O inimigo é irreal, mas ninguém sabe disso, ele começa a ser real na mente coletiva.

Com o passar do tempo nascem novas gerações mergulhadas naquele modo de vida, com os anos há um esquecimento de como se formou tudo aquilo e a nova dinâmica se torna natural, como se em toda a história a organização social foi daquela maneira.

O livro vale muito a leitura, conteúdo riquíssimo. O autor foi bem acuradíssimo em descrever como são os sistemas ditatoriais, principalmente aqueles em países onde teve ideais voltados ao socialismo.

O que achei de Estrela Cativa de Nora Roberts

Eu fui na Americanas um tempo atrás e vi este livro por R$5,00. Estava muito barato, decidi levar. Comprei meio que por impulso. Este tipo de literatura é mais voltado para o público feminino e parece ser bem popular. É interessante saber o que muitas mulheres estão lendo. 

Ramon Cristian Nora Roberts Estrela Cativa - O que achei de Estrela Cativa de Nora Roberts

Este é um tipo de livro que tem que ter muito cuidado. A história tem alguns elementos bem interessantes, parece que estamos mergulhando em um filme, mas por outro lado, a autora naturaliza relacionamentos abusivos. Recomendo a leitura para pessoas que sabem separar muito bem a vida real de ficção. A personagem principal tem alguns elementos que devem encaixar na vida ou nos desejos das leitoras, uma mulher independente, que sabe o quer, que trabalha muito, forte e com laços familiares e de amizade muito intensos. Esta mulher não tem relacionamentos afetivos, mas no fundo deu para entender que ela precisa de um homem na sua vida. Quem é este homem? Este homem é um ser bruto, que leva uma vida de aventuras, bonito (com um aspecto de lutador), sem laços de amizades e familiares, o personagem é um inteligente revoltado com o sistema. 

A história começa com um rapto. Começou a rolar um clima entre os personagens, mas de uma maneira estranha. A mulher por um tempo esteve como prisioneira, mas estava com desejos por seu raptador. Aconteceu algumas coisas que na minha visão são abusivas, mas não sei como as leitoras dessa autora enxergam isso. Outra coisa que achei muito estranha é que as coisas aconteceram rápido demais, do rapto, ao descobrimento que o tal homem estava ali para ajudá-la, para o romance, para o clímax até o encerramento, o período de tempo é muito curto. De uma hora para outra o ser perigoso, virou o amor, e um amor que tem-se a certeza que durará uma vida. 

Resenha de O pequeno príncipe de Antoine de Saint-Exupéry

O pequeno príncipe é uma metáfora do mundo adulto. Antoine de Saint-Exupéry usou elementos para ilustrar fragmentos do que ele achava do mundo e um pouco da sua história. 

Normalmente os adultos têm a mania de sufocar os sonhos das crianças. Muitos sonhos podem parecer bobos na visão de um adulto, mas na verdade, todo sonho é válido e pode ser transformado em realidade. Além de tentar sufocar os sonhos, muitos adultos perdem a sensibilidade aos eventos em sua volta. A situação chega a certo ponto, que as pessoas não sabem o que estão fazendo, ou o porquê estão fazendo. Com o tempo se leva uma vida sem sentido e com um sentimento de vazio. 

Uma metáfora para representar o vazio da vida adulta são os planetas que o pequeno príncipe visita. Uns querem glória e reinar sobre o nada e querem ser o centro das atenções. Outro personagem é um bêbado. Em um mundo, o senhor quer ser um exemplo de conhecimento de uma área que ele nunca explorou, vivendo de achismos e apenas confiando em informações sem a mínima vontade de conferir se aquilo é verdade ou não. O contador de estrelas que diz que todas as estrelas são deles, pois disse que foi o primeiro a proclamar isso, resume muito bem o espírito humano de dominação. É meio perturbador o homem que vive com base em regulamentos fracassados e sem sentido nenhum, vive uma vida que é totalmente sem sentido ao extremo. O vaidoso era o mais chato de todos, acreditava que o universo o contemplava. 

No livro, o pequeno príncipe fala que tem que estar vigilante e não deixar os baobás crescerem no seu planeta. Entendi da seguinte forma: Devemos estar atentos ao nosso planeta (nossa vida) e não deixar os problemas crescerem de tal forma que seja impossível de resolvê-los. A todo tempo devemos estar vigilantes e não deixar que certas coisas tomem conta da nossa vida. 

A flor seria a representação de alguém que ele amava. Como todo mundo, esta pessoa tinham as suas imperfeições e talvez se achasse muito especial. Nas suas viagens durante a vida, Antoine constatou que tal pessoa não era tão especial assim. O que diferencia um ser do outro é o amor que sentimos, dedicação e tempo que gastamos com alguém. A raposa que se tornou amigo do pequeno príncipe mostrou que amizade (ou um amor) é um processo e que é algo que demanda tempo, mas como as pessoas estão tão apressadas, elas não têm tempo de fazer amizades, pois não é algo expresso como ir ao supermercado. 

Vejo a cobra como a representação das falsas amizades, aquelas pessoas que nos rodeiam e veem qual vantagem que podem retirar da gente. O pequeno príncipe era muito inocente para entender a maldade do mundo.

Gostei muito do livro. Ele me ensinou que não se deve desistir dos sonhos. Que nós não somos tão grandes e poderosos como pensamos. A lição mais importante para mim foi: Ver o mundo de maneira mais sutil e enxergar as belezas que normalmente não estamos acostumados a enxergar no nosso cotidiano.