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Atividade do livro O que o dinheiro não compra de Michael Sandel

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  • Com base no autor, estabeleça quais são os limites do mercado frente a moral e ao direito.

O mercado ganha mais valor da sociedade, ele está sendo a força dominante que comanda a vida social. Cada vez fica mais evidente que os mercados se desvinculam da moral. Várias instituições que seriam responsáveis pelo bem-estar social foram ou estão sendo privatizadas ou terceirizadas, apenas quem tem recursos financeiros que conseguem ter acesso a esses serviços. Vemos que a desigualdade está aumentando e há um processo de acumulação de renda, fazendo com que uma parcela bem pequena da população detenha grande quantidade de riqueza. Nem tudo deveria ser mercadoria, as interações sociais e o que é necessário para a dignidade humana deveria ter outro atributo de valor, sem ser o comercial. Deveria haver limites para o mercado, mas a tendência é esta instituição ter maior parte do poder.

  • É possível formular uma noção de justiça dissociada de mercado?

A justiça deve fazer parte de uma sociedade para que tenha harmonia social e que as pessoas sintam que elas têm deveres e direitos a serem respeitados. O mercado deve ser regulamentando, para se tornar uma instituição mais justa, mas de fato o que está acontecendo é uma desregulamentação por causa do liberalismo, para que se tenha um mercado mais livre com mais poder de penetrar na sociedade. Estamos perdendo a noção de cidadania, sendo que ser consumidor para o mercado é muito mais importante do que ser um cidadão. Várias constituições garantem que todos os seus cidadãos são iguais perante a lei, entretanto isso não é uma verdade. Os Estados passam por uma crise e não conseguem assegurar os direitos que estão nas leis. Os próprios governos estruturam a desigualdade, pois transferem o dinheiro de impostos para os bancos e grandes empresários, não garantem em alguns casos o acesso básico a serviços essenciais para todos e podem dar privilégios a certas camadas da população.

  • Quais seriam os limites adequados para o exercício da liberdade individual e para a quantificação de valores com a vida moral e dignidade? Justifique escolhendo um dos exemplos do capítulo 3.

Há um discurso de liberação maior do mercado, pois algumas pessoas têm uma visão de um mundo onde a sociedade é livre e que todos podem escolher o que é melhor para a vida. Mas olhando mais minuciosamente, nem toda escolha é exercida apenas por vontade e com total liberdade.  É necessário olhar todo um contexto social, devem ser analisados fatores como equanimidade, corrupção e desigualdade por exemplo. Nem todo consentimento é livre, às vezes as pessoas precisam fazer uma escolha difícil para chegar em uma conclusão. Vários valores atualmente são quantificados monetariamente, o recomendado é que não seriam, assuntos como transplante de órgãos e adoção de órgãos deviam ser tratados de outra forma. Para não houver um processo de mercantilização é importante que a sociedade tenha valores fortes para que a vida moral não seja afetada com novos elementos perturbadores que podem fazer com que esta população entre em dissintonia e que conflitos sejam criados.

Um exemplo bem explícito do capítulo 3 é o processo que se está tendo na educação. Títulos são adquiridos financeiramente, onde se tenta mesclar os títulos de honra, com os títulos comprados sem nenhum mérito. É feito todo um jogo de palavras e é montado um sistema burocrático para mascarar estas aquisições por dinheiro. Grandes universidades vendem vagas para alunos mais abastados, mas como a sociedade ainda possui alguns resquícios de valores morais, para não ter o nome afetado por tais nomeações compradas, parte das vagas são ocupadas alunos que entraram por mérito. Mas por causa da complexificação do sistema e de toda burocracia envolvida, é difícil saber quem está em determinados contextos sociais por honra honoraria ou apenas por causa do poder que se tem.

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.