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Ansiedade e esperança em sorteios

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Normalmente não participo de nenhum sorteio e atualmente não sou muito interessado no assunto. A pouco tempo uma rede de supermercados aqui no Espírito Santo estava fazendo sorteios de prêmios. Senti a ansiedade subir nesses dias esperando o resultado. Sei que a chance de ganhar é ínfima, mas sempre tem aquela esperança.

Quando criança, assistia uns programas e sonhava em participar das coisas. Tinha um programa infantil na SBT que tinha os anunciantes que faziam sorteios. Eu participei de um sorteio de uma marca de refrigerante, que não lembro, acho que era da Schin que dava um quarto reformado, sonhei com aquilo por semanas. Na época morava com a tia da minha mãe e nem quarto próprio tinha. Fiquei muito triste por não ter conseguido nada. 

Passei um tempo respondendo pesquisas de opinião num site que se chama Livra, nunca recebi e ganhei nada. Senti que gastei muito tempo fazendo isso. 

A última vez que fiquei eufórico com sorteio foi quando uma marca de salgadinhos lançou uma promoção. Eles colocaram códigos na embalagem dos salgadinhos e era necessário colocar no site deles, dava acesso a uma página que era necessário completar uma palavra. Lembro que eu e meu irmão ficamos dois dias pegando pacotes de salgadinhos que achávamos na rua com a esperança de ganhar algum prêmio. Estávamos todos animados, mas aos poucos a animação foi se esvaziando. A palavra estava quase toda completa, faltava apenas uma lacuna que nunca foi preenchida. Pelo menos ajudamos o meio ambiente. No final, jogamos fora num plástico de lixo grande, dezenas das embalagens do sorteio! Nunca parei para observar o tanto de lixo e de coisas que as pessoas jogam na rua. 

Até sorteio simples, na igreja ou na escola nunca tive sorte. Para dizer que não ganhei nada, fui abençoado e consegui ganhar uma bíblia que dei para meu irmão. Pois eu já tinha uma, e ele nenhuma. 

Há aqueles que tem tremenda sorte e aqueles que não. Tomara que estudar estatística me ajude.

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.