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A meia greve que acontece na universidade federal

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A categoria docente é muito desunida, e uma greve nunca tem um movimento forte. Todos os professores votam para fazer uma decisão, mas sempre tem professores que simplesmente ignoram a votação e continuam a dar aula. Ou seja, quando tem greve temos que estudar na greve e nas férias. 

Aqui na UFES pelo motivo mais besta que seja, a biblioteca entra em greve. E ainda puxa outros setores para seguir o mesmo caminho. O direito da greve não deve ser banalizado. Esta deve ser a última solução para resolver um conflito, não o primeiro. Normalmente o último setor a entrar em uma greve é o restaurante universitário, tem alunos que dependem dessas refeições para continuar na universidade. 

Sempre há alguns confrontos por causa de opiniões contrárias sobre o assunto. Muitos alunos chamam os funcionários de vagabundos que não querem trabalhar e sem a presença deles não tem diferença nenhuma dentro do espaço acadêmico. Acredito que as pessoas precisam ter mais educação e medir as palavras que usa. Não acredito que determinadas greves vão resolver os problemas, mas não é por causa disso que vou ficar atacando as pessoas que apoiam o movimento. 

Acredito que as pessoas devem ser mais racionais e estarem mais conscientes no que estão fazendo. Deve-se buscar sempre a melhor solução para resolver um impasse, será que greves são os melhores meios?

Os sindicatos e diretórios devem ser mais firmes enquanto a organização desse tipo protesto. Ou todo mundo para, ou todo mundo continua. Não me sinto nenhum pouco confiante em uma solução, se nem a categoria chega em um acordo único e não se entendem. 

Para mim no final das contas, cada um busca o seu interesse e ninguém não está nem aí para o outro. Infelizmente a realidade é cruel. As pessoas não tem piedade de prejudicar o outro por interesse próprio.

Os alunos também são muito desorganizados. Fazem votações em horários que normalmente apenas a militância a favor que participa. Quando uma decisão é tomada, ela é desrespeitada.

Estes movimentos sociais que possuem grande quantidade de pessoas são bem complicados de controlar.

Ramon Cristian

Estudo Ciências Econômicas na UFES. Sou apaixonado pela cultura asiática. Pretendo ensinar, mas sem deixar o espírito empreendedor de lado. Quero me especializar na área financeira ou desenvolvimento econômico. Sou fascinado por todos os temas que mostram a expressão humana, como arte, literatura, cultura e moda.